Juracy Magalhães III

Entrevista

Juracy Magalhães III

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e suas entrevistas subsidiaram o livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Para acessá-lo clique aqui. A escolha do entrevistado se justificou por ter sido diretor da Petrobras, em 1954.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Margareth Guimarães Martins
Plínio de Abreu Ramos
Data: 6/10/1987 a 18/11/1987
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 6h35min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Juracy Montenegro Magalhães
Nascimento: 4/8/1905; Fortaleza; CE; Brasil;

Falecimento: 15/5/2001; Salvador; BA; Brasil;

Formação: Escola Militar de Realengo; Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais; Escola de Estado-Maior do Exército; Escola Superior de Guerra (ESG).
Atividade: Militar; Revolução de 1930; Interventor BA (1931-35); Governador BA (1935-37); Deputado Constituinte (1946); Deputado Federal BA (1946-51); Presidente da Vale Do Rio Doce (1951-52); Presidente da Petrobrás (1954); Senador BA (1955-59); Presidente da União Democrática Nacional - UDN (1957-59); Governado BA (1959-63); Embaixador do Brasil Nos EUA (1964-65); Ministro da Justiça (1965-66); Ministro das Relações Exteriores (1966-67)

Equipe

Levantamento de dados: Margareth Guimarães Martins;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Margareth Guimarães Martins;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Plínio de Abreu Ramos;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Plínio de Abreu Ramos;Carlos Eduardo Sicsú Grillo;

Temas

Bahia;
Clube 3 de Outubro (1931-1935);
Companhia Vale do Rio Doce;
Comunismo;
Drault Ernanny;
Empresas estrangeiras;
Empresas multinacionais;
Empresas públicas;
Estado Novo (1937-1945);
Geologia;
Getúlio Vargas;
Góes Monteiro;
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Gregório Bezerra;
Horta Barbosa;
Interventorias;
Juarez Távora;
Ministério da Agricultura;
Oswaldo Aranha;
Petrobras;
Petróleo;
Revolução de 1930;
Rômulo de Almeida;
União Democrática Nacional;

Sumário

1a Entrevista: 06/10/1987
Repercussão das pesquisas de Oscar Cordeiro no campo de Lobato, na Bahia; desavenças com um vizinho em função de suas descobertas; presença do entrevistado, então interventor; constatação real da existência de óleo; apoio e crença do interventor nas descobertas de Cordeiro; remessas de amostra de óleo para exame no Ministério da Agricultura; posição negativa do técnico Oppenhein, contratado pelo Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM); carta do interventor a Juarez Távora prestigiando as descobertas de Oscar Cordeiro; a vinda do técnico alemão Kurt Dietz a pedido do interventor; laudo de Kurtz favorável aos resultados das pesquisas de Cordeiro; o xisto de Maraú: uma descoberta sem valor comercial; contratação do geólogo norte-americano Walter Link, geólogo chefe da Standard Oil, quando o entrevistado assumiu a presidência da Petrobras; apoio de Osvaldo Aranha e Marcos Sousa Dantas à contratação de Link; campanha da esquerda contra o geólogo da Standard; encontro com Link em Nova Iorque tempos depois; agradecimento de Link à defesa que o entrevistado fez de sua atuação na área geológica da Petrobrás; a credibilidade de Oscar Cordeiro; a honorabilidade de Juarez, uma amizade fortalecida na conspiração revolucionária de 1930; episódio da morte do general Lavanère Wanderley; conversa com Getúlio Vargas a respeito da questão do petróleo; conceito de Vargas com relação ao entrevistado; denúncia de uma conspiração chefiada pelo general Góes Monteiro; convite para a interventoria baiana; interferência de Osvaldo Aranha e Góes Monteiro; influencia de Juarez na elaboração do art. 118 da Constituição de 1934; fim do regime de acessão no tocante à propriedade e exploração das minas; orientação do Clube 3 de Outubro; novos detalhes da participação de Juarez no movimento de 1930; Juarez no Ministério da Agricultura após o triunfo militar da Revolução; programa do Clube elaborado após a Revolução; participação de Juarez na elaboração do Código de Águas, Código de Minas, Código Florestal e Código de Caça e Pesca; novos aspectos da participação de Juarez na Revolução; destaque da bancada baiana na Constituinte; divergências com Vargas na preparação do golpe de 1937; uma candidatura de conciliação malsucedida; a vida militar durante o Estado Novo; relacionamento com Horta Barbosa; defesa na Constituinte das concessões obtidas pela iniciativa privada para a refinação de petróleo; isenção das multinacionais; ajuda da Esso à Petrobras; a construção da Refinaria de Cubatão; o projeto Drault Ernanny; contatos com Ralph Emery, gerente-geral da Shell no Brasil; empenho de Juscelino em fazer do entrevistado candidato à presidência da República; ajuda de alguns americanos ao projeto Drault Ernanny; um pragmático em matéria de política; uma opinião sobre Waldir Pires; incidente na Câmara com Luiz Carlos Prestes; conceito sobre a disciplina parlamentar dos comunistas; as lutas de Gregório Bezerra.

2a Entrevista: 20/10/1987
Série de artigos sobre o petróleo publicados nos Diários Associados; defesa da convivência com as multinacionais; projeto Drault Ernanny-Peixoto de Castro; debate da questão petrolífera na Constituinte de 1946; convite de Vargas para exercer a presidência do Conselho Nacional do Petróleo (CNP); sucessão baiana de 1950; episódio da morte de Lauro Farani de Freitas; sucessão estadual de 1958; disputa com Jânio Quadros na convenção udenista de 1959; renúncia de Jânio; convite de Vargas para a presidência da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD); reajuste dos preços dos minérios exportados pela CVRD; memorando a Vargas a respeito das modalidades de exploração de petróleo; aproveitamento do know-how das multinacionais; atos administrativos à frente da presidência da Petrobras; busca de vantagens pelas empresas estrangeiras; relação com diretores da Esso no Brasil; Clube Militar com fórum de debates de problemas nacionais; escolha para a interventoria na Bahia em 1930; proibição do general Canrobert a pronunciamentos de oficiais da ativa em torno do problema do petróleo; uma visão das atribuições do CNP; convite de Vargas para assumir a presidência da Petrobras; defesa das refinarias particulares; gigantismo dos empreendimentos estatais; prioridade para a iniciativa privada; interferência estatal como forma de complementar as insuficiências do setor privado; o espírito público dos dirigentes das empresas estatais.

3ª Entrevista: 03/11/1987
Estatuto do Petróleo; apoio às teses de Juarez; aceleração das obras de construção da Refinaria de Cubatão; depoimento de Juarez na Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados; posição do Estado-Maior do Exército; refinarias como meio de gerar recursos para a pesquisa; atuação de Mário Bittencourt Sampaio na compra de equipamentos petrolíferos básicos; criação da Sociedade Beneficente dos Funcionários da Petrobras; empenho comunista na campanha do petróleo; posição política do general Estillac Leal; contestação às acusações de Agildo Barata; convivência com Arthur Bernardes; critérios de Vargas para nomear o entrevistado presidente da Petrobras; conspiração político-militar contra o Estado Novo; atuação do economista Rômulo Almeida; sem dificuldade de convívio com a UDN; convocação de Hélio Beltrão; ingresso na iniciativa privada; Medeiros Neto e o golpe de 1937.

4ª Entrevista: 18/11/1987
Experiência fracassada do xisto de Maraú; exploração em águas profundas; crença na existência do petróleo brasileiro; apoio a Mangabeira para o governo da Bahia; a vinda de Milton Eisenhower ao Brasil: um pretexto para que assumisse a presidência da Petrobras; escolha dos nomes para a composição da primeira diretoria da empresa; posição contrária de Ivete Vargas; retração da UDN diante do convite de Vargas; apoio de seus colegas do Exército; primeiro problema na presidência da Petrobras: encontrar petróleo; relacionamento com Plínio Cantanhede, presidente do CNP; composição do quadro de pessoal da empresa; seleção dos geólogos a cargo de Walter Link; criação do Departamento de Exploração; gestão do general Stênio de Albuquerque Lima à frente da construção da unidade de Cubatão; sem problemas com a Shell e a Esso; exigência de concurso para ingresso nos quadros da empresa; opinião sobre Gabriel Passos; reaproveitamento dos óleos lubrificantes; choque com os interesses de Guilherme Guinle; a Companhia das Docas; Raul Fernandes, advogado dos Guinle; as fábricas de asfalto e lubrificantes de Cubatão; facilidades cambiais para a Petrobras importar; contatos diretos com Vargas para a solução dos problemas da empresa; reuniões diárias do colegiado; participação no governo Castelo Branco; "o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil".
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados