Manuel da Frota Moreira

Entrevista

Manuel da Frota Moreira

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por seu cargo como diretor científico do CNPq. Além de ter colaborado com Carlos Chagas na organização do Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil (atual UFRJ).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Tjerk Franken
Ricardo Guedes Pinto
Simon Schwartzman
Carla Costa
Data: 14/6/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Manuel da Frota Moreira
Nascimento: 1/1/0001; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (1940).
Atividade: Trabalhou no laboratório de biofísica da Faculdade de Medicina, dirigido por Carlos Chagas Filho (1938); especializou-se em fisiologia humana na Universidade de Harvard, nos EUA (1943-1945); colaborou com Carlos Chagas na organização do Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil (1945); foi professor adjunto desse instituto; licenciou-se da universidade para prosseguir sua especialização na Inglaterra (1951); foi vice-diretor do Instituto de Biofísica (1954).

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Bolsas de estudo e de pesquisa;
Centros de pesquisa;
Ciências Sociais;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Engenharia;
Ensino superior;
Física;
Formação profissional;
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
História da ciência;
Importação;
Instituições acadêmicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Marcas e patentes;
Medicina;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Rio de Janeiro (cidade);
São Paulo;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Sumário

Sumário da entrevista:
Fita 1: a produção científica brasileira: as publicações indexadas no Current Contents; a administração da atividade científica no país; a vocação científica de sua geração; os primeiros estudos no Colégio Mallet Soares; a opção pela medicina: a influência familiar; o interesse inicial pela psiquiatria e a atração pelo grupo de Carlos Chagas Filho; o curso de biofísica de Chagas: o incentivo à pesquisa na universidade; Tito Leme Lopes; a contratação pelo laboratório de biofísica da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil; o grupo de Carlos Chagas Filho; a atividade científica em sua época: o Instituto Osvaldo Cruz; o reconhecimento da ciência como fator de desenvolvimento econômico e tecnológico após a guerra; os pesquisadores do Instituto Osvaldo Cruzedo Instituto de Biofísica da UFRJ; origem familiar; o contato com o Centro de Estudos Jurídicos da Escola de Direito do Rio de Janeiro; o desenvolvimento do Instituto de Biofísica; pesquisa pura, pesquisa fundamental orientada e pesquisa aplicada; as atividades administrativas desenvolvidas naquele instituto; a especialização em fisiologia humana na Universidade de Harvard: a bolsa do Panamerican Sanitary Bureau; o auxílio de Guilherme Guinle ao Instituto de Biofísica; o laboratório dos irmãos Osório de Almeida; a ciência brasileira contemporânea: a produtividade dos pesquisadores; as condições intrínsecas e extrínsecas necessárias à realização de pesquisas científicas de boa qualidade; as linhas de pesquisa do Instituto de Biofísica: a influência dos professores estrangeiros, os trabalhos sobre a bioeletrogênese do peixe elétrico, o grupo de neurofisiologia de Aristides Pacheco Leão, o laboratório de cultura de tecidos de Herta Meyer; a instalação do laboratório de radioisótopos: o auxílio de Guilherme Guinle; a contribuição do CNPq ao Instituto; o convite para dirigir o Departamento Técnico-Científico do CNPq; a administração da ciência: uma atividade artesanal.

Fita 2: a eficiência e a "auto-suficiência" do pesquisador brasileiro contemporâneo; a orientação inicial do CNPq: a ênfase no fator qualidade; a afirmação das áreas de conhecimento perante a comunidade científica: o desenvolvimento da física brasileira; Álvaro Alberto e a criação do CNPq; o corte de verbas para a ciência durante o governo de Juscelino Kubitschek; a alocação dos recursos do CNPq: a assessoria da comunidade científica, o papel do diretor do Departamento Técnico-Científico, o conselho deliberativo, os relatórios anuais; o desenvolvimento científico do Rio de Janeiro e de São Paulo; o CNPq e a FAPESP; a estrutura do atual CNPq; o estabelecimento da pós-graduação no país: o auxílio da Fundação Ford e do CNPq; a formação dos primeiros cientistas brasileiros; o antigo doutorado paulista; a resistência da UFRJ e do Instituto Osvaldo Cruz à implantação do sistema de pós-graduação; a regulamentação dos cursos pós-graduados: o papel do CNPq e do Conselho Federal de Educação, a seleção dos centros de excelência; a massificação da pós-graduação e suas conseqüências para o desenvolvimento científico do país; as relações do CNPq com a SBPC; a atuação da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências; a organização e a expansão da Unicamp; o papel da universidade no desenvolvimento tecnológico e industrial do Brasil; a Fundação Universitária José Bonifácio.

Fita 3: os programas integrados do CNPq: a interação entre a pesquisa fundamental e a pesquisa aplicada em busca da solução dos problemas nacionais; as pesquisas da COPPE/UFRJ em engenharia básica; a política cientifica brasileira: o Fundo Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (FNDCT) e o papel do CNPq; o apoio do CNPq às ciências sociais; as restrições às importações e suas conseqüências para o desenvolvimento científico e tecnológico nacional; as invenções brasileiras e a política de patentes.
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