Octávio Marcondes Ferraz

Entrevista

Octávio Marcondes Ferraz

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor de energia elétrica: fase pré-operacional da Eletrobrás (1953 a 1962)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e o Centro da Memória da Eletricidade no Brasil (1987-88). Informações sobre o acervo produzido no contexto deste projeto podem ser obtidas em "Programa de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" (Rio de Janeiro, Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1990). Foi publicada no livro OCTAVIO Marcondes Ferraz: um pioneiro da engenharia nacional / Coord. Renato Feliciano Dias; [Entrevistadores: Ignez Cordeiro de Farias e Margareth Guimarães Martins; Edição de texto Lêda Maria Marques Soares; Pesquisa iconográfica Aline Lopes Lacerda]. Rio de Janeiro: Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1993. 374p. Este livro pode ser encontrado na Estante virtual: clique aqui. A escolha do entrevistado justificou-se, entre outros, por ter, como diretor técnico construído a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), e por ter sido presidente da Eletrobrás em 1964.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro, disponível para download.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: "PROGRAMA de História Oral da Memória da Eletricidade: catálogo de depoimentos" / Rio de Janeiro: Centro de Memória da Eletricidade no Brasil, 1990. OCTAVIO Marcondes Ferraz: um pioneiro da engenharia nacional / Coord. Renato Feliciano Dias; [Entrevistadores: Ignez Cordeiro de Farias e Margareth Guimarães Martins; Edição de texto Lêda Maria Marques Soares; Pesquisa iconográfica Aline Lopes Lacerda]. Rio de Janeiro: Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 1993. 374p.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Ignez Cordeiro de Farias
Margareth Guimarães Martins
Data: 1/1/0001 a 2/12/1987
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 11h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Octávio Marcondes Ferraz
Nascimento: 23/11/1896; São Paulo; SP; Brasil;

Falecimento: 8/2/1990; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Concluiu sua graduação em Engenharia no Instituto de Engenharia Eletrotécnica de Grenoble (França) em 1918; iniciou sua graduação em Engenharia na Escola Politécnica da Universidade de Bruxelas (1913); curso de Humanidades na Bélgica.
Atividade: Professor de engenharia eletrotécnica no instituto Itajubá (Minas Gerais); engenheiro-chefe do Departamento Técnico da Central Elétrica de Rio Claro (São Paulo) em 1922; organizador e dirigente do setor de engenharia da Forjas e Aciarias Longnoy; fundador do primeiro escritório de consultoria e planejamento técnico do Brasil, o escritório OMF ltda., em São Paulo; engenheiro responsável pelas obras na região do Vale do Rio Paraíba da São Paulo Tramway Light and Power co. (1930); diretor-técnico da Companhia Hidro elétrica do São Francisco (1948); ministro da viação e obras públicas (1955); presidente da Eletrobrás durante o governo do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Eduardo Raposo;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Eduardo Raposo;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;  ;

Sumário: Ignez Cordeiro de Farias;

Temas

Eletrobrás;

Sumário

1ª entrevista: Nascimento: São Paulo (1896); família: avós, pais e irmãos; primeiros estudos no colégio marista em São Paulo; ida da família para a Europa; formação religiosa; influência francesa no Brasil; vida profissional do pai; a Revolução de 1893; infância em São Paulo; vida da família na Bélgica; estudos no Instituto Dupuich, em Bruxelas; amigos brasileiros na Europa; escolha da carreira; na Escola Politécnica da Universidade de Bruxelas (1913); mudança da família para Suíça durante a Primeira Guerra Mundial; transferência para o Instituto de Engenharia e Eletrotécnica de Grenoble (1915); a Primeira Guerra Mundial; vida de estudante em Grenoble; cursos do instituto e especializações em engenharia; início da vida profissional, assistente do professor Louis Barbillion no mesmo instituto em Grenoble; os irmãos; o professor Barbillion e o general Wheller; professor no Instituto Eletrotécnico de Itajubá (1920); Venceslau Brás ; vida em Itajubá.

2ª entrevista: Convivência com militares em Itajubá; Juarez Távora; a Revolução Russa e a Semana de Arte Moderna de 1922; engenheiro-chefe do Departamento Técnico da Central Elétrica de Rio Claro (1922); Elói Chaves; compra e manutenção de equipamentos e máquinas para o setor de energia elétrica na década de 1920; a eletrificação rural na década de 1920; a questão tarifária; no serviço técnico da Forjas e Aciarias Longwy (Longovica); o levante de 1924 em São Paulo; na Manfredo Costa e Companhia (1928); Light versus Guinle; campanha nacionalista contra a Light; vinda da Amforp para o Brasil e a consequente expensão da Light; organização e início dos trabalhos do escritório de consultoria denominado O.M.F. Ltda; crise política de 1930; o "Governo dos 40 dias" em São Paulo; comentários sobre São Paulo.

3ª entrevista: Revolução de 1932; Getúlio Vargas; hostilidades a São Paulo; Armando de Sales Oliveira; ditadura e democracia; a política no Brasil; crise política e econômica no Brasil e no mundo; na comissão nomeada pelo governo do estado de São Paulo para estudos de contratos de fornecimento de energia elétrica (1933); o Código de Águas (1934); Juarez Távora no Ministério da Agricultura; nacionalismo versus capital estrangeiro; membro do conselho consultivo da Light; Divisão de Águas do Ministério da Agricultura; Código de Águas, custo histórico e a questão tarifária; Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE); influência da Segunda Guerra Mundial no setor de energia no Brasil.

4ª entrevista: Convite para trabalhar como diretor técnico na Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) (1948); constituição da Chesf e eleição da diretoria; organização da companhia e do escritório no Rio de Janeiro; primeiro contato com a cachoeira de Paulo Afonso; Delmiro Gouveia; primeiros estudos sobre a localização da usina e a escolha de Paulo Afonso; os vários estudos e projetos para a construção da usina de Paulo Afonso; início da obra e dos trabalhos no escritório da Chesf no Rio de Janeiro; relacionamento da Chesf com a Amforp; saída da Chesf no governo Juscelino (1960); verbas e financiamentos para a construção de Paulo Afonso; a Westing House, fornecedora de turbinas e material elétrico para a Chesf; a questão do desvio do rio São Francisco para a construção da barragem; dirigindo a construção da usina; empreiteiras brasileiras; ligação do primeiro circuito de Paulo Afonso a Recife (1954); comentários sobre a Sudene; o Plano de Eletrificação do Nordeste; mudança de frequência para 60 ciclos; ida para o Ministério da Viação e Obras Públicas no governo Café Filho (1955); Roberto Simonsen; Ademar de Barros.

5ª entrevista: Candidatos à presidência da República (1945); o andamento da obra de Paulo Afonso durante o governo Vargas; o Imposto Único sobre Energia Elétrica (IUEE), o Fundo Federal de Eletrificação (FFE) e a intervenção estatal; ministro da Viação e Obras Públicas no governo Café Filho; crise política de 1955 e o 11 de Novembro; a semana de debates sobre energia elétrica em São Paulo (1956); causas das crises e do racionamento de energia; financiamentos para as empresas de eletricidade; saída da Chesf no governo Juscelino ; Lucas Lopes; a Cemig e o grupo de engenheiros ligados ao setor de energia em Minas Gerais; o projeto da Eletrobrás e Jesus Soares Pereira; as críticas feitas à Light e à Amforp; Conferência Internacional das Grandes Redes Eléticas e Conferência Mundial de Enrgia; a campanha contra a criação da Petrobrás e da Eletrobrás; o BNDE, a Eletrobrás e o Fundo Federal de Eletrificação; o Estado como administrador; as modificações feitas no projeto de Paulo Afonso; importância da Chesf para o Nordeste; a interligação Paulo Afonso- Boa Esperança e as linhas de alta tensão no Nordeste: a padronização da frequência em 60 ciclos; Jacareacanga, Aragarças e o auxílio dado aos revoltosos; eleição e renúncia de Jânio Quadros; criação do Ministério das Minas e Energia e o primeiro ministro João Agripino; grupos de trabalho para a criação e organização da Eletrobrás; o ministro Gabriel Passos e o dr. Paulo Richer; construção de Funas e de outras usinas no rio Grande; dr. Benedito Dutra; ministros Aureliano Chaves e César Cals.

6ª entrevista: Vida em Paulo Afonso durante a construção da usina; a Cemig e o Plano de Metas de Juscelino; críticas a Brasília; a questão do transporte, especialmente o ferroviário; a administração de empresas públicas e de empresas particulares; saída do ministério e retorno à Chesf (1955); Sudene; empresas elétricas estaduais; a questão tarifária; eletrificação rural; dificuldades econômicas do Estado; saída da Chesf no governo Juscelino (1960); Conferência Internacional de Grandes Barragens e Conferência das Grandes Redes Elétricas; convites de Jânio Quadros ao entrevistado: presidência da Chesf e chefia de uma missão à China (1961); renúncia do presidente Jânio; parlamentarismo; conversa com o presidente João Goulart sobre a possibilidade de contrução da usina de Sete Quedas; o escritório de consultoria técnica O.M.F. Ltda; conspiração contra o governo João Goulart; o IPES; Castelo Branco; crise econômica e política no Brasil; o nacionalismo, a aplicação de capital estrangeiro no Brasil e a Constituinte de 1987-1988.

7ª entrevista: Convite para presidente da Eletrobrás (1964); estudos para a construção da usina de Sete Quedas a pedido do ministro Gabriel Passos; entrevista dada ao grupo de tranalho para a criação da Eletrobrás; presidente da Eletrobrás; compra da Amforp; a questão tarifária; indústria de material elétrico no Brasil; o estudo preliminar de utilização de Sete Quedas e o anteprojeto apresentado ao ministro Elieser Batista; a usina de Itaipu Binacional; a opção, no Brasil, por grandes usinas hidrelétricas; a necessidade de usinas térmicas; energia nuclear; energia, ecologia e navegação fluvial; a construção de Paulo Afonso e a de Itaipu; as grandes empreiteiras brasileiras; engenheiros e técnicos contratados para Paulo Afonso; papel das empresas de eletricidade da formação de técnicos; Lucas Lopes; Camig; engenheirosda Cemig; empresa privada e empresa estatal; John Cotrim; Elieser Batista; o Brasil de 1964 e Brasil de hoje; governos pós-1964; contatos com estrangeiros para negociar empréstimos; Sociedade de Engenheiros Civis da França, Sociedade Americana de Engenheiros Civis, Clube de Engenharia, Instituto de Engenharia de São Paulo e Comitê Eletrotécnico Internacional; O.M.F Ltda; atividades atuais do entrevistado.
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