Paulo Cavalcanti I

Entrevista

Paulo Cavalcanti I

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde a sua criação em 1975. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. A escolha do entrevistado se justificou, entre outros, por sua atuação política.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Dulce Chaves Pandolfi
Eduardo Pandolfi
Data: 5/5/1976
Local(ais):
Recife ; PE ; Brasil

Duração: 1h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Cavalcanti
Nascimento: 25/5/1915; Olinda; PE; Brasil;

Falecimento: 31/5/1995; Recife; PE; Brasil;

Formação: Faculdade de Direito do Recife.
Atividade: Ingressou, em 1933, na Ação Integralista Brasileira (AIB), mas, logo entrou em conflito com a teoria e a prática dessa instituição, e solicitou o seu desligamento da mesma. No ano de 1947, candidatou-se a deputado estadual, mas só conseguiu ficar na na. suplência. Sendo reeleito deputado no período 1951/1954, Paulo defendeu os direitos de associação, de liberdade de opinião e de pensamento, fez oposição aos governos de Agamenon Magalhães e Etelvino Lins. Com o advento do golpe militar de 1964, ele foi acusado de ser "esquerdista, comunista e comunizante"; preso (várias vezes) e aposentado, compulsoriamente, através do ato institucional no. 2. Mesmo mantido sob a vigilância do Departamento de Ordem Pública e Social (Dops) e da 2 a. Seção do IV exército, ele atuava como advogado da chamada "cúpula comunista" - a direção estadual do PCB, os líderes das ligas camponesas e a direção dos Sindicatos de Trabalhadores - da qual constavam os presos políticos Gregório Bezerra, Miguel Arraes, e Pelópidas Silveira, todos acusados de subversão. Eleito vereador do recife pelo PCB, em 1992, ele continuou atuando em prol dos interesses populares e das camadas menos favorecidas da população. Além de político, jornalista e advogado, Paulo se destacou, inclusive, como escritor, tendo produzido vários trabalhos importantes.

Equipe

Levantamento de dados: Célia Maria Leite Costa;Dulce Chaves Pandolfi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Célia Maria Leite Costa;Dulce Chaves Pandolfi;

Conferência da transcrição: Maria Teresa Lopes Teixeira;Reinaldo Roels Júnior;

Copidesque: Maria Teresa Lopes Teixeira;Reinaldo Roels Júnior;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Reinaldo Roels Júnior;

Temas

Agamenon Magalhães;
Estado Novo (1937-1945);
Governo estadual;
José Américo de Almeida;
Lima Cavalcanti;
Paulo Cavalcanti;
Pernambuco;
Política estadual;
Redemocratização;
Revolução de 1930;

Sumário

Entrevista: A Revolução de 30 em Pernambuco: a participação popular - o operariado e a classe média; papel de Muniz de Farias na Revolução; os historiadores face à participação popular na Revolução; os operários nas brigadas revolucionárias; posição dos usineiros frente à Revolução; Estácio Coimbra contra Carlos de Lima Cavalcanti; o governo de Carlos de Lima Cavalcanti: 1o período (1930-34); inexpressividade do secretariado: nomeação de elementos comprometidos com a situação anterior; os formandos em Direito de 30 no governo; disputa entre os políticos e os tenentes: principal ponto de estrangulamento da administração; a influência dos tenentes sobre Carlos de Lima Cavalcanti; o segundo período de Carlos de Lima Cavalcanti (1934-37): ponto alto da administração; o setor educacional: Aníbal Bruno no Departamento de Educação; as Universidades Populares; incentivos culturais; o Departamento de Obras Públicas; a Secretaria do Interior; importação de carne congelada para suprir a escassez de carne fresca; o secretário da Fazenda Sílvio Granville Costa; a reforma da magistratura; a Saúde Pública; a oposição a Carlos de Lima Cavalcanti; crises com José Américo e com Agamenon Magalhães; diferenças entre a posição política de Carlos de Lima Cavalcanti e Agamenon; apoio popular ao governo Carlos de Lima; a liberdade durante o seu governo; o governo de Agamenon; apoio popular; o Serviço do Mocambo; a oposição no Estado Novo; virtudes pessoais e administrativas de Agamenon; a Lei Malaia; fatores que determinaram a redemocratização; a posição de Agamenon frente à redemocratização; a articulação política em Pernambuco após a redemocratização; bases sociais dos partidos; a candidatura de Agamenon em 50; as legislaturas de Paulo Cavalcanti pelo PSD e pelo PSP; apoio aos comunistas e de Agamenon a Paulo Cavalcanti
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