Paulo Cavalcanti II

Entrevista

Paulo Cavalcanti II

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. Ela está inserida no contexto do estudo sobre a história do Partido Comunista Brasileiro (PCB), realizado pela pesquisadora Dulce Pandolfi, entre 1990 e 1994. A pesquisa resultou no livro, de autoria da mesma pesquisadora: "Camaradas e companheiros: história e memória do PCB". Rio de Janeiro: Relume Dumará, Fundação Roberto Marinho, 1995.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Pandolfi, Dulce Chaves. Camaradas e companheiros: memória e história do PCB. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: Fundação Roberto Marinho, 1995.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Dulce Chaves Pandolfi
Data: 6/3/1992
Local(ais):

Duração: 1h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Cavalcanti
Nascimento: 25/5/1915; Olinda; PE; Brasil;

Falecimento: 31/5/1995; Recife; PE; Brasil;

Formação: Faculdade de Direito do Recife.
Atividade: Ingressou, em 1933, na Ação Integralista Brasileira (AIB), mas, logo entrou em conflito com a teoria e a prática dessa instituição, e solicitou o seu desligamento da mesma. No ano de 1947, candidatou-se a deputado estadual, mas só conseguiu ficar na na. suplência. Sendo reeleito deputado no período 1951/1954, Paulo defendeu os direitos de associação, de liberdade de opinião e de pensamento, fez oposição aos governos de Agamenon Magalhães e Etelvino Lins. Com o advento do golpe militar de 1964, ele foi acusado de ser "esquerdista, comunista e comunizante"; preso (várias vezes) e aposentado, compulsoriamente, através do ato institucional no. 2. Mesmo mantido sob a vigilância do Departamento de Ordem Pública e Social (Dops) e da 2 a. Seção do IV exército, ele atuava como advogado da chamada "cúpula comunista" - a direção estadual do PCB, os líderes das ligas camponesas e a direção dos Sindicatos de Trabalhadores - da qual constavam os presos políticos Gregório Bezerra, Miguel Arraes, e Pelópidas Silveira, todos acusados de subversão. Eleito vereador do recife pelo PCB, em 1992, ele continuou atuando em prol dos interesses populares e das camadas menos favorecidas da população. Além de político, jornalista e advogado, Paulo se destacou, inclusive, como escritor, tendo produzido vários trabalhos importantes.

Equipe

Levantamento de dados: Dulce Chaves Pandolfi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Dulce Chaves Pandolfi;

Transcrição:  ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;
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