Peter Henry Fry I

Entrevista

Peter Henry Fry I

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto teve vigência de dois anos (2008/2009). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Celso Castro
Guilherme Mussane
Arbel Griner
Data: 14/7/2008 a 25/9/2008
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h43min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Peter Henry Fry
Nascimento: 21/10/1941; Leeds; --; Inglaterra;

Formação: Graduação em Antropologia Social pela Universidade de Cambridge (1963) e doutorado na mesma área pela Universidade de Londres(1969).
Atividade: Em 1970, veio ao Brasil para lecionar na Unicamp, ficando lá até 1983 e tornando-se chefe do departamento de antropologia. Desenvolveu pesquisas sobre umbanda e sobre o cafundó, uma comunidade de negros ex-escravos, relativamente próxima a São Paulo que lhe permitiu um estudo sobre língua africana no Brasil. Foi representante da Fundação Ford no Brasil. Em 1993 começou a lecionar a UFRJ, onde se encontra até hoje. Membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Participou da gestão da ABA (2002/2006) presidida por Miriam Pillar Grossi em que possuía cargo de vice-presidente.

Equipe

Levantamento de dados: Celso Castro;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Celso Castro;Helena Maria Bousquet Bomeny;Karina Kuschnir;Arbel Griner;Mário Grynszpan;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Juliana Athayde Silva de Morais;Carlos Subuhana ;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Ítalo Rocha Viana;

Sumário: Paula Ramos Lousada Rocha;

Temas

África;
Antropologia;
Atividade acadêmica;
Brasil;
Ciências Sociais;
Discriminação racial;
Formação acadêmica;
Fundação Ford;
Gilberto Freyre;
História de vida;
Intercâmbio cultural;
Marshall Sahlins ;
Mary Douglas ;
Moçambique;
Museu Nacional;
Portugal;
Religião;
Universidade Estadual de Campinas;
Zimbábue;

Sumário

Entrevista: 14.07.2008

Fita 1: Origens familiares; comentários sobre sua formação: estudos em colégios internos e de Matemática em Cambridge; a descoberta da antropologia; a bolsa de estudos e a ida para a Rodésia do Sul (atual Zâmbia); o conhecimento e contato com a Antropologia de Manchester na África; menção à fundação da Universidade Kremlin on Hill e a mudança que esta provocou na Constituição do país; comentários acerca da realidade racial e do movimento nacionalista na Rodésia do Sul; o doutorado e a orientação de Clyde Mitchell e Mary Douglas; volta para à Inglaterra nos anos 60; a ida para o Zâmbia em 1969 e a realização do filme Day of rest; experiências na sociedade africana: a participação em rituais dos antepassados; estudo sobre a religião e os xamãs; o contato com a língua portuguesa em viagem ao Zimbábue e Moçambique e a descoberta de uma sociedade diferente da Rodésia nestes países; a paixão por Portugal; o aprendizado do português; comentários sobre a curiosidade e interesse com relação ao Brasil; chegada ao Brasil para lecionar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 1970; a naturalização em 1982; o contato com o Museu nacional e com a Universidade de São Paulo (USP).

Fita 2: A ida para o Rio de Janeiro em 1983 como professor convidado; impressões acerca da cidade de Campinas; comentários sobre a experiência na Fundação Ford (1985-1989),dotada de um conhecimento cosmopolita; as ações da Fundação: o investimento na inteligência e os projetos de incremento de renda para população pobre; menção à atuação da fundação na África; a volta a este continente em 1989; o encanto por Moçambique; o Centro de Estudos Africanos e suas estruturas conservadoras; a mobilização acadêmica em prol do aprendizado entre países de língua portuguesa; o meio acadêmico em Moçambique; opinião acerca da conduta da colonização portuguesa em relação à procriação; rotulação racial e sexual: comentários sobre os movimentos gay, feminista e negro; opinião com relação a política de cotas raciais no Brasil; contribuições da Antropologia para pensar a própria vida; a sua condição de “nativo situacional”.

Fita 3: Referenciais teóricos: Jack Goody, Mary Douglas, o preferido Marshall Sahlins,Gilberto Freyre, Os sertões e Glauber Rocha; volta para o Rio de Janeiro e a ida para o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS); comentários acerca dos quinze anos passados no IFCS: a decepção e o boicote sofrido no Instituto; opinião sobre as Ciências Sociais no mundo de hoje: a burocratização do curso e o business do conhecimento; a universidade pública em decadência no Brasil; menção à vida pós-aposentadoria; a admiração por Aguinaldo Silva e o seu impacto sobre a sociedade brasileira; a vida fora da universidade.
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