Roberto Campos III

Entrevista

Roberto Campos III

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. A autobiografia de Roberto Campos, A lanterna na popa, baseou-se nesta entrevista cedida ao CPDOC. Ver "A lanterna na popa" / Roberto Campos. Rio de Janeiro: Topbooks, 1994. Parte da entrevista foi publicada no livro "Mario Henrique Simonsen: um homem e seu tempo", resultado do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001. A escolha do entrevistado justificou-se por ter sido economista, diplomata e político brasileiro e ter ocupado os cargos de deputado federal, senador e ministro do Planejamento de Castello Branco.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
José Luciano de Mattos Dias
Data: 13/7/1992 a 8/1/1993
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 33h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Roberto de Oliveira Campos
Nascimento: 17/4/1917; Cuiabá; MT; Brasil;

Falecimento: 9/10/2001; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Filosofia (1934); Teologia (1937); formado em Economina (Universidade George Washington); pós-graduado em Economia (Universidade de Colúmbia).
Atividade: Diplomata; presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) (1958-59); embaixador brasileiro nos Estados Unidos (1961-64); ministro do Planejamento (1964-67); embaixador brasileiro na Inglaterra (1974-82); senador MT (1983-91); deputado federal RJ (1991-99).

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Viviane de Fátima Magalhães;

Temas

Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT);
Ademar de Barros;
Afonso Arinos de Melo Franco;
Alemanha;
Aliança para o Progresso (1961);
América Latina;
Antônio Azeredo da Silveira;
Associação Nacional de Programação Econômica e Social;
Ato Institucional, 2 (1965);
Ato Institucional, 5 (1968);
Banco Central do Brasil;
Banco do Brasil;
Banco Mundial;
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico;
Bipartidarismo;
Câmbio;
Capital estrangeiro;
Carlos Lacerda;
Cassações;
Celso Furtado;
Clemente Mariani;
Clube de Paris;
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
Comissão Mista Brasil - EUA (1951-1953);
Companhia Siderúrgica de São Paulo;
Conferência de Bretton Woods;
Constituição federal (1967);
Constituição federal (1988);
Correção monetária;
Corrupção e suborno;
Delfim Neto;
Desenvolvimentismo;
Desenvolvimento econômico;
Desenvolvimento industrial;
Dílson Funaro;
Diplomacia;
Diretas já (1984);
Dívida externa;
Dwight Eisenhower;
Economia;
Eletrobrás;
Energia nuclear;
Estados Unidos da América;
Estatuto da Terra (1964);
Eugênio Gudin;
Export and Import Bank;
Fernando Collor de Mello;
Franklin Delano Roosevelt;
Fundo Monetário Internacional;
Fundo Nacional de Eletrificação;
Golpe de 1964;
Governo Café Filho (1954-1955);
Governo Castelo Branco (1964-1967);
Governo Costa e Silva (1967-1969);
Governo Emílio Médici (1969-1974);
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo Itamar Franco (1993-1994);
Governo João Figueiredo (1979-1985);
Governo João Goulart (1961-1964);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Hélio Beltrão;
Horácio Lafer;
Impeachment;
Inácio Tosta Filho;
Indústria automobilística;
Inflação;
Investimento estrangeiro;
Israel;
Jânio Quadros;
José de Magalhães Pinto;
José Maria Alkmin;
José Sarney;
Legislação trabalhista;
Leonel Brizola;
Liberalismo;
Lucas Lopes;
Mário Henrique Simonsen;
Militares;
Ministério das Relações Exteriores;
Ministério do Planejamento;
Nacionalismo;
Operação Panamericana (1958);
Organização das Nações Unidas;
Oswaldo Aranha;
Otávio Gouvêa de Bulhões;
Pacote de Abril (1977);
Parlamentarismo;
Partido Democrático Social - PDS;
Partido Social Democrático - PSD;
Paulo Maluf;
Petrobras;
Petróleo;
Planejamento econômico;
Plano de Metas (1956-1960);
Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social;
Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965);
Planos econômicos;
Poder legislativo;
Política externa;
Política internacional;
Política salarial;
Populismo;
Programa de Ação Econômica do Governo (1964-1966);
Protecionismo econômico;
Questão palestina;
Reconstrução européia;
Recursos minerais;
Reforma cambial;
Relações econômicas internacionais;
Relações interamericanas;
Remessa de lucros;
Roberto Campos;
San Tiago Dantas;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Senado Federal;
Substituição de importações;
Tancredo de Almeida Neves;
Ulysses Guimarães;
Usiminas;
Wálter Moreira Sales;

Sumário

1a Entrevista: 13.07.92.

Fita 1-A: Formação escolar; carreira eclesiástica a experiência no seminário católico Nossa Senhora Auxiliadora em Minas Gerais(1926-1935); início da vida profissional como professor na cidade de Batatais, no interior paulista (1936-1937); transferência para o Rio de Janeiro (1938); interesse em fazer concursos públicos; o concurso para o Itamarati (dezembro de 1938); funções no almoxarifado e na Divisão de Códigos Diplomáticos no Itamarati (1939); decifração de códigos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) entre as tarefas exercidas no Itamarati; motivos da passagem para a Divisão de Códigos Diplomáticos (1939-1941); frustração em relação à ocupação de cargos de pouco prestígio; passagem para o Departamento Econômico do Itamarati, que adquire importância em decorrência da Segunda Guerra Mundial; conseqüências da Segunda Guerra Mundial no abastecimento do setor de bens de produção; bloqueio e controle de fornecimento aos países do Eixo por parte do Brasil; transferência para a seção comercial da embaixada brasileira em Washington (1942); motivos de fazer a faculdade de economia na Universidade George Washington (1942); ingresso no Instituto de Economia da Universidade George Washington (1942).

Fita 1-B: Importância da faculdade de economia da Universidade George Washington no período da guerra; importância do curso de economia na carreira do entrevistado; na faculdade de economia: professores que influenciaram, teoria de Keynes (A teoria geral do emprego, do juro e da moeda, de 1936), conversão de Alvin Hansen à doutrina keynesiana; influência da Segunda Guerra na substituição da teoria da estagnação secular pela teoria keynesiana; influência do professor Joseph Alois Schumpeter sobre o entrevistado; tema da tese de mestrado: propagação internacional das flutuações econômicas; evolução do New Deal para o keynesianismo; prestígio da teoria keynesiana no meio acadêmico; comentário sobre a Conferência Monetária e Financeira das Nações Unidas (Conferência de Bretton Woods, em 1944) e a criação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco de Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial); promoção a cônsul de segunda classe (1943); motivo de ter integrado a delegação brasileira em Bretton Woods; em Bretton Woods: atuação da delegação brasileira, delegações de outros países, figuras mais importantes, Harry D. White como contraponto a Keynes, o Plano Keynes e o Plano White, sensação de participar do evento, participação da América Latina; rejeição de Stalin ao FMI e ao Banco Mundial e pedido de ingresso da Rússia nestes órgãos em 1991; atuação do presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt (1933-1945) no gabinete ministerial.

Fita 2-A: Diferenças entre as escolas fiscalistas e a escola estruturalista na política econômica norte-americana; política de Roosevelt antes e depois da Segunda Guerra Mundial: administração, economia, participação na Organização das Nações Unidas (ONU), popularidade de Roosevelt; comentários sobre entrada dos norte-americanos na Segunda Guerra Mundial (1941); considerações sobre os rumos da Segunda Guerra Mundial e atuação americana; tendências favoráveis ao Eixo no Itamarati; admiração do entrevistado pela cultura americana; recordações da pós-graduação na Universidade de Columbia (1947): interesses pelas relações de troca, trabalhos, professores; transferência para Nova York (1947); opinião do entrevistado sobre a atuação de Osvaldo Euclides de Sousa Aranha como embaixador brasileiro na II Seção da Assembléia Geral da ONU (1947); comentários sobre a questão palestina e a criação do Estado de Israel (1948); atuação de Osvaldo Aranha na ONU; nomeação do entrevistado para o Comitê Administrativo da Assembléia Geral da ONU (1947) e desentendimento com Osvaldo Aranha; participação na Conferência Internacional do Comércio e Emprego em Havana (1947): a derrota da proposta de eliminação das preferências comerciais pela Inglaterra

Fita 2-B: Defesa pelo Brasil da abolição aos subsídios agrícolas fornecidos pela Europa e Estados Unidos (1947); criação do Acordo Geral de Tarifas e Comércio/General Agreement on Tariffs and Trade (GATT-1947/48); política internacional no pós-guerra: disputa por benefícios entre América Latina e Europa; criação do Fundo das Nações Unidas para as Crianças/United Nations Children’s Fund (Unicef - 1946); comentários sobre a ineficiência do Itamarati na orientação de seus delegados em conferências internacionais; domínio econômico norte-americano pós-Segunda Guerra Mundial; comentários sobre o sigilo que envolvia o projeto Manhattan (1945); controle internacional da energia nuclear após o lançamento das bombas atômicas (Hiroshima e Nagasaki – ago/1945); Brasil e a energia atômica: atuação do almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva na Comissão de Energia Atômica (1946), criação do Conselho Nacional de Pesquisa – CNPq (1951), monopólio de materiais físseis pelo governo brasileiro, motivos para a saída do almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva da presidência do CNPq (1954).

2a Entrevista: 27.07.1992.
Fita 3-A: Tensão entre Estados Unidos e Inglaterra no pós-Segunda Guerra Mundial: disputa pelo mercado internacional, apoio de países colonialistas europeus à Inglaterra, apoio da América Latina aos Estados Unidos; lembranças da idéia de Eugênio Gudin de criar uma agência internacional que trataria do comércio dos produtos de base; marginalização do problema agrícola na comunidade internacional; informações sobre a criação da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) em 1948; instabilidade dos preços de matérias-primas no mercado internacional no período pós-Segunda Guerra; comentários sobre tese de mestrado do entrevistado em Columbia (1947-49): aversão à teoria de Raul Prebisch e influência de Eugênio Gudin; críticas à teoria de Prebisch; rivalidade entre Estados Unidos e Inglaterra no GATT (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio); posição do Brasil e dos países latino-americanos no GATT; formação, no Itamarati, de um corpo de diplomatas com experiência em negociação comercial internacional; recordações dos embaixadores brasileiros na ONU: Leão Veloso, Ciro de Freitas Vale, Osvaldo Aranha, João Carlos Muniz, Gilberto Amado; breves comentários sobre Karl Polanyi.
Fita 3-B: Considerações sobre John Stuart Mill e Alfred Marshall; lembranças do retorno ao Brasil a serviço da Chancelaria (1949); participação do entrevistado na Comissão Mista Brasil – Estados Unidos (1951-1953); Comissão de Acordos Comerciais (1949): participantes, finalidade, principais negociações; comentários sobre a situação econômica da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial; motivos da crise cambial de 1952 e seu impacto na economia brasileira; início do interesse do Itamarati pelo comércio exterior durante e após a Segunda Guerra Mundial; contratação de economistas pelo Itamarati em fins dos anos 1940 e início dos 1950; comentário sobre a reformulação do currículo da Faculdade Nacional de Economia em 1949; economia nos anos 1940: vertente jurídica e vertente matemática; participação do entrevistado nas reuniões da Cepal na Bolívia (1957) e a dos ministros da fazenda no Rio de Janeiro (1954); breve opinião sobre a política internacional do presidente norte-americano Dwight David Eisenhower (1953-1956); diferenças e semelhanças entre a opinião do entrevistado e de Eugênio Gudin quanto a três aspectos da Cepal: teoria conspiratória, planejamento econômico governamental e contribuição do capital estrangeiro.
Fita 4-A: Comentários sobre o Grupo Misto de Estudos Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) – Cepal (1953); semelhanças e diferenças entre o planejamento econômico da Cepal e o New Deal; críticas à Cepal: teoria conspiratória da história, planejamento econômico, capitais estrangeiros e teoria estruturalista da inflação; crítica às vertentes cepalianas de inelasticidade da produção agrícola e de inelasticidade das exportações; observações sobre a implantação do Plano Marshall (1947); considerações sobre o planejamento econômico na Índia, Coréia do Sul e Japão; participação do entrevistado no segundo governo Getúlio Vargas (1951-1954); grupos de planejamento econômico no segundo governo Vargas e suas divergências; correntes de opinião sobre política econômica do segundo governo Vargas ao governo Juscelino Kubitschek (1956-1961): correntes privatista, estadualista e federalista; criação do Fundo Nacional de Eletrificação, Eletrobrás e Plano Nacional de Eletrificação (1953-54); discordância do entrevistado quanto à criação da Petrobrás (1953); interesse norte-americano na exploração de petróleo e xisto betuminoso no Brasil durante a Segunda Guerra; exploração de petróleo no Brasil: estreiteza de mercado, desinteresse do setor privado.
Fita 4-B: Motivações que levaram à instituição do monopólio da Petrobrás (1953); 4a Reunião de Consulta dos Ministros do Exterior dos Estados Americanos (1951): delegação e interesses norte-americanos, prioridade financeira para o Oriente, delegação brasileira, características dos participantes brasileiros; tensão entre Brasil e Estados Unidos em relação à política internacional de controle atômico; controle de exportações de material físsil no Brasil: antagonismo militar ao Itamarati em decorrência da criação da Comissão de Exportação de Materiais Estratégicos (Ceme) (1952); resultados da 4 ª Reunião de Consulta dos Ministros do Exterior dos Estados Americanos (1951); visita do secretário de Estado norte-americano James Athinson ao Brasil em 1952; posição da delegação brasileira em relação ao combate ao comunismo no pós-Segunda Guerra Mundial.

Fita 5-A: Origens do Programa do Ponto IV (1949); criação da Comissão Mista Brasil – Estados Unidos (1951); formação dos grupos de trabalho da Comissão Mista; filosofia de trabalho dos grupos: pontos de estrangulamento e pontos de germinação; desenvolvimento de uma tecnologia de projetos com a criação da Comissão Mista Brasil – Estados Unidos.

3a Entrevista: 03.08.2001.
Fita 5-A: Novos comentários sobre a Comissão Mista Brasil – Estados Unidos: motivos de integrar o quadro da Comissão, negociações para sua criação, ambigüidade nas negociações, acordo de financiamento (1951); dificuldades na implantação da Comissão: disputa pelo financiamento entre o Export-Import Bank e o Banco Mundial.
Fita 5-B: Conseqüências econômicas após a crítica às remessas de lucros pelo presidente Getúlio Vargas em discurso de janeiro de 1951; considerações sobre o problema da remessa de lucros das empresas estrangeiras para o exterior; dissipação da tensão causada pelo problema da remessa de lucros; insipiência e instabilidade da economia brasileira durante o segundo governo Vargas (1951-1954); inserção do Fundo Monetário Internacional (FMI) nas negociações de financiamento na Comissão Mista; desenvolvimento das funções da Comissão Mista Brasil – Estados Unidos; importância da Comissão Mista no desenvolvimento industrial brasileiro; inovação da Comissão Mista para a administração e planejamento de investimentos; membros norte-americanos na Comissão Mista; reação da opinião pública quanto à instalação da Comissão Mista Brasil – Estados Unidos; comentários sobre a ambigüidade política de Vargas; preferência do governo brasileiro por financiamentos a investimentos; opinião dos membros brasileiros da Comissão Mista quanto à ambigüidade política de Vargas; os participantes brasileiros da Comissão Mista; primeiros contatos com o ministro da fazenda Horácio Lafer (1951-1952); atuação de Horácio Lafer quanto à denúncia do impacto negativo das remessas de lucros para o exterior sobre o balanço de pagamentos; comentários sobre Raul de San Tiago Dantas; crítica aos parâmetros utilizados para julgar a utilização do capital estrangeiro.
Fita 6-A: Crítica aos parâmetros utilizados para julgar a utilização do capital estrangeiro (cont.); criação de uma subcomissão em 1952 para apurar as denúncias sobre as remessas de lucros para o exterior; dissolução da Comissão Mista Brasil – Estados Unidos (1953); o problema do petróleo entre os membros norte-americanos e brasileiros da Comissão Mista; mediação feita pelo entrevistado no conflito entre o Export-Import Bank e Banco Mundial e seu efeito sobre o Brasil; crítica à política econômica do presidente norte-americano Eisenhower (1953-1956); comentários sobre os assessores do entrevistado na Comissão Mista; integração entre os membros norte-americanos e o entrevistado na Comissão Mista; considerações sobre a ausência de influência política na Comissão Mista, em comparação com o BNDE; suspensão de financiamentos na época da dissolução da Comissão Mista; criação do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) em 1952: motivos, idealizadores, diferenças em relação à Comissão Mista, origem do capital do banco.
Fita 6-B: Proposta de reformas no BNDE (1958) e reação do Parlamento brasileiro; crítica à política de energia elétrica e ao monopólio do petróleo no segundo governo Vargas; relato da experiência como presidente do BNDE (1958-1959); informações sobre o Grupo Misto de Estudos BNDE - Cepal (1953).

4ª Entrevista: 10.08.1992
Fita 6-B: O BNDE: origem da equipe diretiva; criação do Fundo de Reaparelhamento Econômico (1952); mecanismos de gerenciamento dos recursos levantados pelo Fundo de Reaparelhamento Econômico; comentários sobre a defesa da criação de uma autarquia governamental, em vez de um banco, como foi o BNDE; saída do entrevistado e de Glycon Paiva do BNDE em 1952-1953; divergências com o jornalista José Soares Maciel Filho, amigo e secretário informal de Getúlio Vargas.
Fita 7-A: Divergências com José Soares Maciel Filho (cont.); motivos da indicação de José Soares Maciel Filho para o cargo de superintendente do BNDE (1952) e Ari Frederico Torres para a presidência (1952-1953); indicação de Maciel Filho para o cargo superintendente da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) (1953-1954); comentários sobre Maciel Filho; principais figuras do BNDE durante o período de 1953 a 1954 e as tendências políticas e econômicas que representavam; controvérsias ideológicas do segundo governo Vargas (1951-1954): desenvolvimento e nacionalismo; enfrentamento entre as tendências desenvolvimentista nacionalista e desenvolvimentista não nacionalista em relação ao monopólio do petróleo e da energia elétrica; tendências políticas em relação à exploração de energia elétrica; Getúlio Vargas: aspectos políticos e econômicos; reação do entrevistado à morte de Getúlio Vargas, em agosto de 1954; interesses americanos e latino-americanos na conferência da Cepal no Rio de Janeiro (1954); reação do entrevistado à sua transferência para o consulado brasileiro em Los Angeles (1953).
Fita 7-B: Indicação para o cargo de subsecretário da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de assuntos econômicos (1953); mudanças no BNDE após o retorno do entrevistado, em 1955; motivos de Eugênio Gudin ter convidado o entrevistado a retornar ao BNDE (1953); semelhanças e divergências entre os pontos de vista do entrevistado e Eugênio Gudin no tocante à economia; reforma financeira no BNDE (1955); comentários sobre o fim do envio de recursos do Banco Mundial ao BNDE (1955); interesse do entrevistado e do presidente Juscelino Kubitschek na participação de Celso Monteiro Furtado no BNDE; resultado positivo do Grupo Misto de Estudos BNDE – Cepal; ineficácia das projeções de desenvolvimento da economia executadas pelo BNDE; formação de quadros técnicos para o BNDE: da crença do planejamento global, intervenção governamental na economia, teoria estruturalista da inflação e pessimismo em relação às exportações; inflação como causa de questões monetárias; saída de Gudin do ministério da Fazenda (1955); política antinflacionária de José Maria Whitaker (1955); a reforma cambial; liberação da taxa de câmbio e reação do Fundo Monetário Internacional; comentários sobre taxa de câmbio flutuante.
Fita 8-A: Comentários sobre taxa de câmbio flutuante (cont.); proposta de extinção do Fundo de Compensação; contribuição de Eduard Bernstein para a reforma Whitaker; saída de Whitaker do Ministério da Fazenda (1955); opinião de Otávio Gouveia de Bulhões sobre a taxa de câmbio flutuante; participação do entrevistado na campanha presidencial de Juscelino Kubitschek (1955): Plano de Metas, programa de estabilização monetária e reforma cambial; considerações acerca da opinião de Juscelino sobre as tendências políticas da equipe econômica de sua campanha; interesse de Juscelino em atrair capitais estrangeiros; comentários sobre a posição política do entrevistado na eleição presidencial de 1955; visitas de Juscelino ao exterior.
Fita 8-B: Visita de Juscelino aos Estados Unidos (1956): interesse norte-americano na abertura da exploração de petróleo e apoio ao “perigo comunista”; atuação de Juscelino frente à imprensa e aos políticos norte-americanos; encontro de Juscelino com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Exim bank durante a visita aos Estados Unidos; resultados da visita aos Estados Unidos; diálogo entre Juscelino e seus assessores; impressão causada pelo entrevistado e Edmundo Barbosa Silva junto ao presidente; opinião sobre Juscelino Kubitschek; visita do entrevistado à Inglaterra, Luxemburgo e Paris com Juscelino (1956); polêmica sobre a Comunidade Européia de Defesa e a eleição de René Coty para a presidência da França em 1953; visita à Alemanha (1956): contatos empresariais e governamentais.
Fita 9-A: Japão no mercado internacional de produtos civis após a Segunda Guerra Mundial; visita à Itália, Espanha e Portugal (1956).

5a Entrevista: 28.08.1992.
Fita 9-A: Debate sobre a reforma cambial durante o governo do presidente João Café Filho (1954-1955); exposição da política econômica de Juscelino Kubitschek (1956-1960) à missão norte-americana em 1956; filosofia privatista do presidente norte-americano Dwight David Eisenhower (1953-1956); motivos do fim dos financiamentos aos projetos da Comissão Mista Brasil – Estados Unidos (1951-52); viagem do vice-presidente João Belchior Marques Goulart (1956-1960) a Washington (1956) e seus resultados; debate sobre a reforma cambial, entre representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do governo brasileiro durante o governo JK; conseqüências da fixação cambial para o Brasil; oportunidade criada pelo Plano de Metas para investimentos estrangeiros diretos no país; surgimento dos “Tigres Asiáticos” (1964); comentário sobre a sustentação dos preços do café; funções desempenhadas por João Goulart na vice-presidência; Programa de Estabilização Monetária (PEM) (1958): segunda tentativa de reforma cambial, no sentido de flexibilizar o câmbio.
Fita 9-B: Câmbio de custo, câmbio especial e câmbio geral; realização da reforma cambial (1961) já no governo do presidente Jânio da Silva Quadros (jan-ago/1961); encontro entre o entrevistado, Lucas Lopes (ministro da Fazenda-1958-1959) e Per Jacobsson (presidente do corpo executivo do FMI) em 1958; comprometimento de Lucas Lopes em introduzir mudanças cambiais; intransigência do FMI quanto à questão cambial; tensão entre o governo brasileiro e o FMI: doença de Lucas Lopes em 1959, retorno da comissão brasileira em Washington; argumentação de Per Jacobsson quanto às condições para o desenvolvimento do Plano de Metas (1956-1960); opinião do entrevistado em relação aos argumentos de Per Jacobsson e a ação de Lucas Lopes; tensão entre o entrevistado e Juscelino Kubitschek; projeto de exploração de petróleo na Bolívia e seu fracasso; endurecimento da posição de Juscelino Kubitschek frente às pressões do FMI pela reforma cambial; manifestações nacionalistas em oposição ao FMI, ao entrevistado e a Lucas Lopes; relato de episódios em que a oposição ao entrevistado se acentuou; opinião do entrevistado sobre o nacionalismo brasileiro; recordações sobre carta de intenção de José Maria Alkmin (ministro da Fazenda – 1956-1958) ao FMI para pedir empréstimos.
Fita 10-A: Carta de José Maria Alkmin (ministro da Fazenda – 1956-1958) (cont.); participação de Inácio Tosta Filho nas negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI); problemas do Plano de Metas (1956-1961); participação do entrevistado na montagem de grupos administrativos durante o Plano de Metas; comentários sobre o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia) (1956); início das atividades da indústria automobilística no Brasil; implantação da Mercedes-Benz no Brasil (1953); comentário sobre o Geia e o Grupo Executivo da Indústria de Construção Naval (Geicon) (1958); investimentos japoneses no Brasil; comentário sobre o Grupo Executivo da Indústria Química (Geiquim) (1964) e o Grupo Executivo de Mecânica Pesada (Geimap) (1959); contatos de Juscelino Kubitschek com países europeus; conflito entre investidores franceses e o Geia; divergência dentro do Geia em relação ao ritmo da industrialização brasileira; considerações sobre os investidores estrangeiros; incentivos fiscais às empresas americanas; a Willis-Overland do Brasil S.A.; financiamento do BNDE à Volkswagen do Brasil (1957); proposta da Ford Companhia de Motores de abertura de capital, da indústria matriz, a empresas brasileiras; tendência do Geia em adotar a rápida industrialização; comentários sobre o engenheiro Eros Orosco, então chefe da Divisão de Indústrias Metalúrgicas; seriedade do trabalho do Geia; diplomacia paralela do Planalto ao Itamarati.
Fita 10-B: Diplomacia paralela do Planalto ao Itamarati (cont.); opinião do entrevistado sobre a Operação Pan-americana (OPA) (1958) e a Aliança para o Progresso (1961); debilidade da hegemonia norte-americana na América Latina e o lançamento da OPA; ideologia privatista do presidente norte-americano Dwight David Eisenhower (1956-1959) e a argumentação latino-americana; flexibilização da política econômica do governo Eisenhower; considerações sobre a Aliança para o Progresso; aspectos negativos e resultados da OPA; motivo da adoção do nome “Aliança para o Progresso”; preocupação de Juscelino em relação ao cumprimento do Plano de Metas (1956-1961) em detrimento do Plano de Estabilização Monetária (1958); a construção de Brasília (1956-1960).

6a Entrevista: 31.08.1992
Fita 10-B: Pontos positivos do governo JK (1956-1961); papel das multinacionais na industrialização brasileira; concentração de investimentos em setores estruturais da economia; aspectos negativos do período JK: problema agrícola, exportação, incipiência do sistema financeiro; reforma financeira do governo do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967); orçamento estatal sobrecarregado no governo JK; preferência de Juscelino por negócios com capital de risco a empréstimos diretos; causas dos problemas no balanço de pagamento no período JK; Plano de Metas como resultado dos trabalhos da Comissão Mista Brasil - Estados Unidos.
Fita 11-A: Ceticismo do entrevistado em relação ao planejamento econômico após o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961); adesão à Escola Econômica Austríaca de Hayek no final da década de 1950; retomada de conceitos econômicos globais durante a formulação do Programa de Ação Econômico do Governo (Paeg) (1964-1966) e o Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico (1967); visões econômicas durante a formulação do Plano de Metas (1956-1961); dificuldades do planejamento global da economia; comentários sobre Estado assistencial e revolução monetarista; opinião do entrevistado sobre o planejamento econômico japonês; surgimento da tecnocracia brasileira; visão a respeito da democracia brasileira e a tecnocracia; motivos do apoio a Jânio da Silva Quadros; consideração a respeito da diferenciação apontada por Celso Monteiro Furtado entre técnico e tecnocrata; panorama político-partidário do período JK; desapontamentos e simpatia com a União Democrática Nacional (UDN); opinião e classificação do nacionalismo no Brasil; pontos de discordância entre o entrevistado e as correntes nacionalistas; controle patrimonial, gerencial e regulatório e concedente; áreas onde os recursos governamentais deveriam ser empregados; teoria do investimento governamental: investimento expiatório, investimento de defesa, exploração de recursos minerais por empresas estrangeiras.
Fita 11-B: Exploração de recursos minerais por empresas estrangeiras; exportação de minério de ferro; problema na exploração do petróleo boliviano e concorrência entre multinacionais; nacionalismo brasileiro na década de 1950; o Plano de Estabilização Monetária (PEM) (1958); objeções de Juscelino ao PEM e argumentação de seus criadores; compatibilização financeira do Plano de Metas (1956-1961) e do PEM; efeitos do PEM sobre o Plano de Metas; receptividade do plano entre os partidos políticos, empresários, cafeicultores, nacionalistas e o próprio presidente; comentário sobre a reação do Banco do Brasil ao plano; saída do entrevistado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) em 1959.
Fita 12-A: Saída do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) em 1959 (cont.); participação do entrevistado em comissão de estudos sobre tendências do mercado internacional para o Acordo Geral de Tarifas e Comércio/ General Agreement on Tariffs and Trade (Gatt) (1957); criação da Consultec (1960); participantes do grupo formador da Consultec; finalidade da Consultec; objetivos do Comitê dos 21 (1960); projeto de criação de uma zona franca de comércio em Santa Cruz (RJ) e criação da Companhia de Desenvolvimento Guanabara (1960); a Consultec: envolvimento no jogo político, projetos, participantes, contribuição na área de projetos, acusações de lobismo; apoio e participação na campanha de Jânio Quadros para a presidência da República (1961); relacionamento com Jânio Quadros; convite para o cargo de embaixador em Paris e Bonn (Alemanha); intenção de Jânio Quadros em desenvolver um eixo de negócios alternativo em Bonn; questão da ocupação de Berlim Ocidental (Alemanha) (1961); convite para o cargo de embaixador especial para negociações financeiras; propostas de Jânio Quadros para solucionar a crise financeira; contatos com Clemente Mariani Bittencourt (ministro da Fazenda – jan-set/1961).
Fita 12-B: Discussão dos argumentos de divulgação da Instrução 204 (mar/1961) entre o entrevistado e Jânio Quadros; participação na formulação da Instrução 204; comentários sobre Clemente Mariani; tensão entre Clemente Mariani e Jânio Quadros; Conferência de Ministros da Fazenda em Punta del Este (ago/1961); opinião do entrevistado sobre a Aliança para o Progresso (1961); revisão da Carta de Punta del Este e objeção do Uruguai; presença de Ernesto Guevara na Conferência de Ministros da Fazenda em Punta del Este; tensão entre Clemente Mariani e Leonel de Moura Brizola (governador do Rio Grande do Sul 1959-1963); saída de Leonel Brizola da delegação brasileira em Punta del Este; demissão de Clemente Mariani.

7a Entrevista: 11.09.1992.
Fita 13-A: Avaliação da Carta de Punta del Este (1961); enfoque da Carta de Punta del Este sobre reformas sociais; obsessão de Juscelino pela industrialização; motivos do fracasso da Aliança para o Progresso; opinião do entrevistado sobre o Plano Trienal (1963-1965); otimismo em relação ao projeto da Aliança para o Progresso; crítica à política externa e interna de Jânio da Silva Quadros (jan-ago/1961); influência da Revolução Cubana (1959) e da Operação Pan-americana (OPA) (1958) no relacionamento entre Estados Unidos e América Latina; estratégia de Jânio Quadros para tornar o país independente política e economicamente dos Estados Unidos; relacionamento do entrevistado com Afonso Arinos de Melo Franco (ministro das Relações Exteriores – 1961); considerações sobre a invasão da Baía dos Porcos (1961); lançamento do primeiro homem ao espaço (1961); rivalidade econômica entre Estados Unidos e Japão; comentários sobre a Conferência de Viena (1961).
Fita 13-B: Conferência de Viena (1961) (cont.); construção do Muro de Berlim (1961); explicações sobre o incidente de Pankov (1961); comentário sobre a Aliança para o Progresso; política externa de Jânio Quadros; política externa brasileira na África; relação entre o Itamarati e a presidência da República; diferenças entre o “Clube de Haia” e o “Clube de Paris”; considerações sobre a tecnocracia francesa; informações sobre o sistema de recrutamento do Itamarati, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Brasil S.A. e Forças Armadas; renúncia de Jânio Quadros e comparação com Fernando Collor de Mello (presidente da República - 1990-1992); fracasso da reforma cambial iniciada em 1961; superação da crise do petróleo (1973); acordo entre o Fundo Monetário Internacional e Tancredo de Almeida Neves (presidente eleito - 1985).
Fita 14-A: Política de informática durante o governo militar (1964-1985); enumeração dos equívocos político-econômicos no Brasil após o fim do regime militar; a Constituição de 1988; posse de João Belchior Marques Goulart (presidente da República 1961-1964); motivos da participação no governo Jango (1961-1964); comentários sobre Francisco Clementino de San Tiago Dantas (ministro das Relações Exteriores 1961-1962); convite para assumir a embaixada brasileira em Washington (1961); situação da Aliança para o Progresso no momento em que Jango assume a presidência da República; principais tarefas na embaixada em Washington; opinião sobre San Tiago Dantas, Válter Moreira Sales (ministro da Fazenda 1961-1962) e Tancredo de Almeida Neves (primeiro-ministro 1961-1962); críticas do entrevistado à eficácia econômica da implantação do regime parlamentarista no Brasil em 1961; motivos do golpe militar de 1964; comparação entre parlamentarismo e presidencialismo quanto à implementação de ajustes fiscais; postura do governo norte-americano em relação à América Latina, de Franklin Delano Roosevelt a John Fitzgerald Kennedy (1933-1963); política externa de Dwight David Eisenhower (presidente norte-americano 1953-1959); o governo Kennedy (1960-1963); dificuldades nas negociações financeiras entre Brasil e Estados Unidos durante o governo de Jango.
Fita 14-B: Objetivos da visita de Jango a Washington (1962); proposta de nacionalização negociada das empresas norte-americanas do sul do Brasil encampadas durante o governo de Leonel de Moura Brizola (governador do Rio Grande do Sul 1959-1963); relação entre o governo brasileiro e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial – Bird) durante o período Jango; contatos do entrevistado em Washington e seus principais assessores na embaixada brasileira.
Fita 15-A: Balanço de seus contatos e amizades na embaixada em Washington; problemas da Lei de Remessa de Lucros (Decreto no. 9 025 - 1945); motivos do rompimento com o governo do presidente João Goulart (1963); saída da embaixada brasileira em Washington (1963); comentários sobre a entrada de João Augusto de Araújo Castro para o Ministério das Relações Exteriores (1963-1964).

8a entrevista: 18.09.1992.
Fita 15-A: Objetivos dos diversos planos econômicos propostos pelos governos brasileiros; programa econômico proposto a Tancredo Neves (primeiro-ministro 1961-1962); características do Plano de Ação Econômica do Governo (Paeg) (1964-1966); comentários sobre a necessidade de uma reforma no mercado de capitais; dificuldades em alcançar as taxas de crescimento estipuladas pelos planos econômicos; crescimento demográfico e o problema do alcance da taxa de crescimento econômico; oposição de setores sociais a um programa de controle demográfico.
Fita 15-B: Motivos da tímida abordagem da política salarial nos planos anteriores ao Paeg; política salarial no governo de Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967); desinteresse dos sindicatos em calcular índices de produtividade; política salarial e trabalhista instituída pelo Paeg: nova fórmula salarial, benefícios indiretos em detrimento do aumento salarial, criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) (1966), sistematização do crédito de consumo, política agrária, política de habitação; opinião do entrevistado quanto à eficácia da política trabalhista instituída pelo Paeg; considerações sobre o Estatuto da Terra (Lei no. 4.504 de 1964); crítica à política civil de desapropriação de terras; motivo da não implementação do Estatuto da Terra; ceticismo em relação à resolução do problema inflacionário; crítica do Fundo Monetário Internacional (FMI) a programas gradualistas de combate à inflação; análise das medidas radicais de combate à inflação recomendadas pelo FMI e sua eficácia e reflexos na economia brasileira; motivos da adoção de uma política antinflacionária gradualista; comentários sobre a correção monetária implantada em 1964.
Fita 16-A: Objetivos da correção monetária (1964) (cont.); avaliação da experiência do entrevistado na embaixada brasileira em Washington (1961-1964); visão norte-americana sobre a infiltração comunista na América Latina: tendência militar, financeira e política; dificuldades nas negociações com o FMI; acompanhamento da crise política brasileira pelos Estados Unidos a partir de 1963; longos comentários sobre a operação Brother Sam (1964); explicações sobre a imagem do entrevistado nos Estados Unidos e no Brasil; considerações sobre o nacionalismo brasileiro.
Fita 16-B: Possibilidade de moratória ao FMI durante a missão brasileira em Washington (1963), chefiada por San Tiago Dantas (ministro da Fazenda jan-jun/1963), para negociação da dívida externa; comentários sobre a relação do entrevistado com San Tiago Dantas; esquerda negativa e esquerda positiva; resistência do entrevistado à entrada na vida política; motivo da entrada na vida política (1964); os motivos do abandono do seminário pelo entrevistado; candidatura de San Tiago Dantas ao cargo de primeiro-ministro e opinião do entrevistado sobre sua atuação como ministro das Relações Exteriores (1961-1962) e ministro da Fazenda (jan-jun/1963); opinião sobre a atuação de Válter Moreira Sales (1961-1962) e Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto (jun-dez/1963) como ministros da Fazenda; viagem pela Ásia Oriental (1964) e impressões sobre Taipei (cidade localizada na região Norte da Ilha de Formosa/Taiwan); ambiente político brasileiro ao retornar ao Brasil em 1964; preocupação norte-americana com uma possível radicalização esquerdista da política do Brasil na década de 1960; importância de Humberto de Alencar Castelo Branco para a implementação do Plano de Ação Econômica do Governo (Paeg) (1964-1966); comentários sobre a aprovação de medidas econômicas e administrativas pelo governo após 1964.


9a entrevista: 26.10.1992.
Fita 17-A: Motivos da insistência em votar o impeachment de Fernando Afonso Collor de Melo (presidente da República 1990-1992); opinião do entrevistado sobre o governo Collor; relato da visita a Fernando Collor dias antes da votação do impeachment; contatos com alguns ministros do gabinete do governo Collor; opinião quanto à continuidade da modernização econômica iniciada no governo Collor; opinião sobre a implementação de uma reforma fiscal; possibilidade de transferência de encargos do poder federal para os poderes estadual e municipal; defesa da criação de impostos de tipo não declaráveis; comentários sobre imposto de renda; corrupção do sistema fiscal; impostos sobre produtos de grande circulação e serviços; o imposto único e suas controvérsias; substituição dos impostos sociais pelo imposto sobre transações financeiras; perspectivas quanto ao imposto sobre transações financeiras; recepção do ministro da Relações Exteriores Raul Fernandes (1946-1951) em 1949; situação econômica brasileira em 1949; função assumida no Itamarati após sua volta ao Brasil em 1949.
Fita 17-B: Tendência em toda a América Latina de investir o capital acumulado durante a Segunda Guerra na nacionalização de empresas de serviços; acordos de comércio do Brasil com a Alemanha; controvérsia americana quanto ao destino da Alemanha após a Segunda Guerra: pastoralização ou reconstrução; relações comerciais entre Brasil e Alemanha após a Segunda Guerra; trajetória da Comissão Mista Brasil – Estados Unidos, de sua idealização no pós-Segunda Guerra até sua implantação em 1951; período entre o pedido formal de desligamento da embaixada brasileira em Washington (1963) e a baixa efetiva, em 1964; viagem pela Ásia Oriental em 1964 e comentários sobre a situação economia e política de Taipei, Cingapura, Coréia do Sul e Hong-Kong; comparação entre a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e a Far-Easter Economic Comission; desejo de inserir-se profissionalmente na iniciativa privada e convite para integrar o quadro ministerial após o golpe de 1964; impressões sobre o movimento golpista de 1964; a Associação Nacional de Programação Econômica e Social (Anpes) (1964); motivos de o entrevistado não ter participado do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipês) (1962); razões da criação da Consultec – Consultoria Técnica (1958); críticas ao livro de René Dreiffuss, O Golpe de 1964 – A conquista do Estado; diferenciação entre a Anpes, o Ipês e a Consultec; considerações sobre a aliança entre civis e militares no movimento golpista de 1964; observações sobre o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb) (1955).
Fita 18-A: Perspectivas econômicas e políticas quanto aos rumos do governo de João Goulart (1961-1964); convite para o cargo de ministro do Planejamento (1964); grupos políticos participantes do movimento golpista de 1964 e suas ações no governo após o golpe; simpatia de Humberto Castelo Branco pela União Democrata Nacional (UDN); comentários sobre a tensão entre Castelo Branco e a tendência chamada de “linha dura”; postura política e econômica de Castelo Branco; comparação do modelo de desenvolvimento econômico introduzido por Castelo Branco com os modelos econômicos das autocracias asiáticas; luta do entrevistado contra tendências estatizantes dentro do governo após 1964; hipóteses de estrutura de planejamento discutidas com Castelo Branco; criação do Ministério do Planejamento (1964) e seu funcionamento junto aos outros ministérios; aprovação de seu nome para a pasta do Planejamento por Otávio Gouveia de Bulhões e os motivos da escolha.
Fita 18-B: Afinidade do entrevistado com Castelo Branco; influência do Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (Ipês) no governo Castelo Branco; relacionamento com Otávio Bulhões; o Paeg (1964-1966): formulação e principais pontos de ação, os formuladores; medidas para a contenção de oferta; criação de fundos de incentivo ao desenvolvimento industrial; intervencionismo asiático e intervencionismo brasileiro; comentários sobre o monopólio do petróleo exercido pela Petrobrás; opinião do entrevistado sobre a estatização das empresas de energia; considerações sobre a criação da Embratel em 1972; motivos do apoio do entrevistado ao movimento golpista de 1964.
Fita 19-A: Justificativas do apoio ao movimento golpista de 1964 (cont.); identificação da mentalidade militar com os princípios capitalistas; inelegibilidade do presidente da República instituída pelo Ato Institucional nº2 (1965); participação do entrevistado na Constituição de 1967; reforma tributária de 1964; crítica à reforma fiscal de 1988; fracasso do imposto territorial rural (Estatuto da Terra - Lei no. 4.504 de 1964); críticas da opinião pública à reforma tributária de 1964 e importância da partilha da arrecadação fiscal; impressões sobre a conduta política de Castelo Branco e composição ministerial; relacionamento do entrevistado com outros ministros; reação dos amigos a atitude do entrevistado em servir a um regime autoritário; reforma econômica do Paeg; comentários sobre a criação da correção monetária no governo militar; defesa da política antinflacionária gradualista.
Fita 19-B: Observações sobre a política antinflacionária gradualista e a correção monetária; estudo de modelos de mercado de capitais: escolha do modelo anglo-americano; explicações sobre o fracasso dos bancos de investimentos na década de 1960; proposta de viabilização dos bancos de investimentos através dos mecanismos de repactuação; utilização de fundos de pensão privada como fonte de capitalização privada; comentário sobre a compra de empresas estatais por fundos de pensões estatais.

10a entrevista: 06.11.1992.
Fita 20-A: Ciclos republicanos e democratas na política norte-americana; perspectivas em relação ao governo de William Jefferson Clinton (presidente norte-americano 1993-1996); motivo da ênfase à pesquisa tecnológica; intervencionismo do governo japonês no direcionamento da pesquisa tecnológica na área industrial; influência do desenvolvimento japonês sobre o governo americano; comentários sobre a vitória da economia de mercado sobre o socialismo; oscilação de correntes governistas na Inglaterra entre as décadas de 1970 e 1980; considerações sobre o neoliberalismo no Brasil; comparação entre os governos militares e os governos civis a partir de 1985; artificialidade em relação à discussão sobre heterodoxia e ortodoxia do controle inflacionário no Brasil; caráter heterodoxo dos planos econômicos dos governos civis a partir de 1985; critérios ortodoxos da economia brasileira e latino-americana; patamares inflacionários latino-americanos atuais; críticas do entrevistado ao nacionalismo, populismo, estruturalismo, estatismo e protecionismo; tipo de intervencionismo estatal durante o governo Castelo Branco; crítica à ação dos sindicatos quanto à política salarial em 1964; política salarial do governo Castelo Branco e comparação com a situação à época da entrevista.
Fita 20-B: Comentários sobre livre negociação de salários e fixação do salário mínimo; motivo da intervenção nos salários da iniciativa privada durante o governo Castelo Branco; diferenças entre o intervencionismo asiático, o latino-americano e o brasileiro (a partir de 1964); comentário sobre o intervencionismo estatal no governo Ernesto Geisel (1974-1979); a nacionalização de empresas prestadoras de serviços durante o governo Castelo Branco; comentários sobre Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) (1956) e a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas) (1956); polêmica da internacionalização de refinarias durante o governo Castelo Branco; crítica ao modelo administrativo tripartite adotado pela indústria petroquímica e dependência em relação à Petrobrás; comentários sobre a política de preços e a Petrobrás; inviabilidade política do fim do monopólio estatal do petróleo em 1964 e do programa de controle de natalidade; observações sobre a herança deixada por Juscelino Kubitschek; estabilidade monetária como fator condicionante de melhorias econômicas e sociais e percepção deste fato por Castelo Branco; rivalidade entre o Banco do Brasil S.A. e o Banco Central; criação do Banco Central: formulação do projeto e seus participantes, participação de Ulysses Guimarães como articulador no Congresso, oposição do Banco do Brasil; poder político do Banco do Brasil e da Petrobrás; proposta de criação de um banco rural e argumentação contrária dos partidários do Banco Central (1964); motivos da precariedade funcional do Banco Central.
Fita 21-A: Motivos da precariedade funcional do Banco Central (cont.); interferência de Artur da Costa e Silva (presidente da República 1967-1969) na presidência do Banco Central; comparação entre Costa e Silva e Castelo Branco; impressões sobre a Constituição de 1967: autoritarismo, projetos econômicos, projetos sociais; considerações sobre as reformas econômicas dos governos Kubitschek (1956-1961), João Goulart (1961-64) e Castelo Branco (1964-1967); comentário sobre origem das reformas castelistas; relacionamento com Otávio Gouveia de Bulhões; a lei de greve (Lei nº 4.330 - 1964); considerações sobre o direito de greve; comentário sobre a Lei nº 4.357 do imposto de renda (1964).
Fita 21-B: Reformas econômicas de 1964; reformas administrativas do governo Castelo Branco: proposta de criação do Ministério da Defesa, atraso na implantação, desentendimentos entre os ministérios da Aeronáutica, dos Transportes, Viação e Obras Públicas e da Marinha; comentário sobre a criação do Ministério da Defesa nos Estados Unidos em 1948; motivos do apoio à criação do Ministério da Defesa; comparação entre os militares da Sorbonne (corrente moderada) e os linha-dura (corrente conservadora); pressões da linha-dura sobre o entrevistado; apoio da linha-dura à manutenção do monopólio da Petrobrás e à lei de greve; motivos das pressões da linha-dura; comentário sobre Dílson Domingos Funaro, ministro da Fazenda (1985-87); cassação de Ademar Pereira de Barros e indicação de Antônio Delfim Neto para a Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo (1966); comentário sobre a escolha do secretário de Fazenda de São Paulo por Roberto Costa de Abreu Sodré (1967-1971); considerações sobre a gestão de Delfim Neto na secretaria de Fazenda de São Paulo; convite de Costa e Silva para o entrevistado apresentar conferência sobre assuntos econômicos; observações sobre a escolha de Delfim Neto para o Ministério da Fazenda (1967-1974).

11a Entrevista: 11.11.1992.
Fita 22-A: Localização da equipe econômica nos meios de comunicação; lembranças do transporte aéreo em 1964; comentário sobre a centralização política em Brasília; o entrosamento da equipe econômica do Programa de Ação Econômica do Governo (Paeg); relação entre sindicatos e governo após 1964; criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) (1966); escolha de José Garrido Torres para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) (1964-1967); oposição de setores empresariais e governistas à política econômica castelista; situação econômica brasileira no fim do governo Goulart e crescimento monetário de 1965; resultados econômicos do governo Castelo Branco; oposição de Carlos Lacerda (governador da Guanabara 1960-1965) e Ademar Pereira de Barros (governador de São Paulo 1963-1966) à política econômica castelista.
Fita 22-B: Autoritarismo durante o período castelista; motivos da cassação de Ademar de Barros (1966); comentários sobre as relações entre líderes civis do movimento golpista de 1964 e Castelo Branco; pressões empresariais e cobrança de Castelo Branco sobre a equipe econômica; considerações sobre atividades empresariais em períodos inflacionários; desejo de Castelo Branco em lançar um candidato civil à sucessão presidencial e candidatura de Artur da Costa e Silva; abandono da idéia da candidatura híbrida (militares com experiência civil); cassação de Juscelino Kubitschek (jun/1964); impressões sobre a prática de cassação de direitos políticos e civis; pressões de militares e de Carlos Lacerda pela cassação de Kubitschek; comentários sobre o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Democrático Social (PDS); perspectiva de continuidade do governo militar; questões econômicas pendentes entre Brasil, Estados Unidos e Inglaterra e tentativas de reatamento de relações entre o governo brasileiro e o FMI após o rompimento no governo Juscelino Kubitschek (1959).
Fita 23-A: Mudanças nas relações entre o Brasil e o FMI após o golpe militar de 1964; oposição do FMI quanto à política antinflacionária brasileira; comentários sobre Alexandre Kafka, ex-diretor executivo do Brasil no FMI; esfriamento das relações entre Brasil e Estados Unidos em 1952 e reaproximação a partir de 1958; Estados Unidos como defensor da democracia e da economia de mercado; comentários sobre a ambivalência política brasileira; teoria dos círculos concêntricos; San Tiago Dantas e a política externa castelista.
Fita 23-B: San Tiago Dantas e a política externa castelista (cont.); Estados Unidos e União Soviética: defesa de áreas de influência; intervenção brasileira na República Dominicana (1965); vocação de independência política brasileira; solidariedade mútua entre Brasil e Terceiro Mundo; relações comerciais do Brasil com o Leste Europeu; tentativas de negócios com a União Soviética (1965); João Augusto de Araújo Castro e a teoria dos "Três D"; opinião do entrevistado sobre a questão do desarmamento nuclear; teoria do "congelamento de poder"; desenvolvimento nuclear e pobreza atual da Rússia.
Fita 24-A: Recordações do Tratado de Tlatelolco (1967) e Tratado de Não Proliferação Nuclear (1968); negociações comerciais do Brasil com a União Soviética; negócios com a Europa durante o governo Castelo Branco; desejo do entrevistado de se tornar ministro das Relações Exteriores e planos para o ministério; crítica ao projeto de Magalhães Pinto e Sérgio Correia da Costa para o Itamarati; manipulação da energia atômica no Brasil; balanço sobre o governo Castelo Branco: economia, política interna, continuidade do regime militar, reforma jurídica.
Fita 24-B: Poder dos ministérios subordinado à personalidade dos ministros; combate à inflação e crescimento econômico no governo Costa e Silva; a importância do Banco Central; comentários sobre a oposição ao governo Costa e Silva; proposta de civilização política; participação do entrevistado na imprensa; explicações sobre o sistema de mini-desvalorizações; endividamento externo; comentários sobre a Resolução no 63, que diminuiu o poder de controle econômico do Banco Central (1967); relação entre swap bancário e Instrução no 289 (1965), formação de conglomerados financeiros durante o ministério de Antônio Delfim Neto (ministro da Fazenda 1967-1974).
Fita 25-A: Dificuldades no Banco Nacional de Habitação (BNH) (1964); investimentos estatais durante o governo Geisel; abandono da disciplina imposta pelo Grupo Executivo para a Integração da Política de Transportes (Geipot) (1965); comentários sobre a seca do Nordeste; motivos do surto de investimentos estatais e expansão de empresas públicas durante o governo Emílio Garrastazu Médici (1970-1974).

12a Entrevista: 23.11.1992.
Fita 25-A: Prioridades do governo Castelo Branco; prioridades, dificuldades e benefícios do governo Costa e Silva; desejo em manter a política contencionista do governo Castelo Branco durante o governo Costa e Silva; dificuldades do entrevistado com a “linha dura”; o Ato Institucional no 5 (AI-5) (1968); justificativas para as reformas castelistas; polêmica com Hélio Marcos Pena Beltrão (ministro do Planejamento 1967-1969): crítica à Instrução no 289 (1965), nacionalização e desnacionalização de empresas.
Fita 25-B: Confinamento de bancos comerciais ao crédito de curto prazo; surgimento dos conglomerados financeiros e surgimento dos bancos múltiplos; discriminação à entrada de bancos estrangeiros no Brasil; considerações sobre desenvolvimento tecnológico no Brasil; necessidade de modificação na legislação de patentes; mentalidade militar estatista e nacionalista dos governos e suas conseqüências; motivos da imagem centralista do sistema de arrecadação fiscal após as reformas castelista e crítica à política fiscal do governo Costa e Silva; reação do entrevistado à nomeação de José de Magalhães Pinto para o Ministério das Relações Exteriores (1967).
Fita 26-A: Esvaziamento do Itamarati durante os governos militares pós-1964 e conseqüências da política externa desenvolvida a partir do governo Costa e Silva; experiências do entrevistado no setor privado: criação do Investbanco (1967); formação do Banco União Comercial (BUC) (1972/73); proposta de criação dos Certificados de Valores Mobiliários e criação do Decreto Lei no 157, sobre resgate de quotas dos fundos fiscais (1967); tentativa de fazer o BNDE lançar-se no mercado de capitais; utilização de fundos de previdência privada como fonte de financiamento para investimentos privados; saída da iniciativa privada (1974): divergências com a direção do BUC.
Fita 26-B: Saída da iniciativa privada (1974): divergências com a direção do BUC (cont.); crise no BUC após saída do entrevistado; acusações de o entrevistado ter levado o BUC à falência; considerações sobre sua atuação na administração nos setores público e privado; comentários sobre sua recepção no setor privado; pressões governamentais, proposta de redemocratização política e campanha para sucessão presidencial (1964-1967); comentários sobre suas experiências no setor privado internacional; crítica ao nacionalismo e ao populismo.
Fita 27-A: Crítica ao nacionalismo, populismo, protecionismo e estruturalismo e proposta de um modelo econômico liberal; mecanismos liberais de estímulo à industrialização; teoria de estagnação industrial de Celso Furtado e argumentos contrários a ela; sugestões para a implantação de um modelo econômico liberal no Brasil; considerações sobre a possibilidade de combate à pobreza dentro de um modelo econômico liberal; balanço da atuação de regimes autoritários na América Latina e as vantagens de um regime democrático.

13a Entrevista: 30.11.1992.
Fita 27-B: Semelhanças e diferenças nos processos brasileiro e coreano de adaptação à crise do petróleo; motivos da adoção de uma política de substituição de importações no Brasil; problemas com a correção monetária e proposta de eliminá-la; aplicação da acidentalidade (1976); considerações e críticas à política de substituição de importações; recurso ao mercado eurodólar; divergências no governo Geisel (1974-1979): monopólio estatal do petróleo e política tecnológica (informática e energia nuclear); comentários sobre a visita do economista Paulo Nogueira Batista a Londres (1975).
Fita 28-A: Comentários sobre a visita do economista Paulo Nogueira Batista a Londres (1975) (cont.); indústria petroquímica durante o governo Geisel (1974-79): contratos de risco com a Inglaterra (1976), a polêmica sobre a fundação da Paulipetro (1980); crítica quanto à exploração da bacia de Campos pela Petrobrás; importação de armamentos e radares pelo Brasil; recomendação pelo entrevistado do nome Mario Henrique Simonsen para o Ministério da Fazenda (1974); surpresa quanto à nomeação de Antônio Francisco Azeredo da Silveira para o Ministério das Relações Exteriores (1974-1979); volta do entrevistado ao Itamarati (1974) e indicação dele e de Antônio Delfim Neto, respectivamente, para as embaixadas brasileiras em Londres (1974-1982) e Paris (1975-1978); impressões e expectativas do entrevistado sobre o cargo de embaixador em Londres.
Fita 28-B: Impressões e expectativas do entrevistado sobre o cargo de embaixador em Londres (cont.); comentários sobre o relacionamento com Delfim Neto; pretensões políticas de Delfim Neto na época em que foi nomeado embaixador em Paris, durante o governo de Ernesto Geisel; comentários sobre as restrições à entrada de tecnologia do setor de informática no Brasil; comparação entre Londres e Washington como postos diplomáticos; primeiro contato com ministro britânico das Relações Exteriores James Callagham (1974-1979); polêmica sobre a visita de Ernesto Geisel à Inglaterra (1976); crise econômica inglesa em 1979: auxílio do FMI, pacto social, política salarial; objetivos da visita de Geisel à Inglaterra: financiamentos para o setor siderúrgico e transporte ferroviário.
Fita 29-A: Objetivos da visita de Geisel à Inglaterra: financiamentos para o setor siderúrgico e transporte ferroviário (cont.); relacionamento entre Estados Unidos, Europa e América Latina: direitos humanos e energia nuclear; repercussão em Londres do “Pacote de abril” (1977) e da morte do jornalista Vladimir Herzog (1975); diplomacia e imagem do Brasil no exterior; vida social e cultural em Londres; atividade de órgãos repressores dentro da embaixada brasileira em Londres; comentários sobre a representação de comodities pela embaixada brasileira em Londres; considerações sobre a contratação pelo Itamarati de Zélia Cardoso de Melo, como pesquisadora (1980); reação à eleição de Margaret Thatcher para o cargo de primeiro-ministro Britânico (1979) e sua política econômica; burocracia britânica e perspectivas políticas para a década atual (1990); fatores que retardariam os êxitos da política econômica de Thatcher (1979-1990).
Fita 29-B: Fatores que retardariam os êxitos da política econômica de Thatcher (cont.); modificações na política sindical britânica; postura de Thatcher em relação ao desarmamento nuclear; fatores que marcaram a ascensão e queda de Margaret Thatcher; encontro com Thatcher ao deixar a embaixada em Londres (1982); reflexão sobre sua função como embaixador em Washington; dívida externa nos governos Geisel (1974-1979), Figueiredo (1979-1985) e Sarney (1985-1990); política econômica de Antônio Delfim Neto (ministro do Planejamento 1979-1985) no governo Figueiredo (1979-1985); observações sobre as diferentes fases do governo Figueiredo.
Fita 30-A: Interesse de Figueiredo (presidente da República 1979-1985) na formulação da Lei no. 7.232 (Lei de Informática - 1984); conseqüências da Lei de Informática; candidatura do entrevistado para o Senado pelo estado de Mato Grosso (1982); candidatura e campanha eleitoral para a Câmara Federal pelo Rio de Janeiro (1990); campanha eleitoral de 1982: relação com proprietários de terra, campanha corpo a corpo, impopularidade do Partido Democrático Social (PDS) entre o eleitorado; isolamento político do entrevistado no Senado.

14a Entrevista: 07.12.1992.
Fita 30-B: Motivos da filiação ao PDS (1980); comentários sobre o PDS; considerações sobre o bipartidarismo; crítica ao funcionamento do Legislativo brasileiro; influência do Legislativo na elaboração do orçamento; motivos da incapacidade técnica do Legislativo brasileiro; trabalho nas comissões do Senado e recepção dos senadores; apoio político na eleição de 1982; comentários sobre corrupção política.
Fita 31-A: Sugestão do nome de Tancredo de Almeida Neves (governador de Minas Gerais 1983-84) para a eleição presidencial de 1985; considerações sobre os demais candidatos à presidência da República; motivos do apoio do entrevistado a Paulo Salim Maluf (governador de São Paulo 1979-1982); opinião sobre o movimento para eleições presidenciais diretas; proposta de instituição de um regime presidencial parlamentar e necessidade de modificação no sistema eleitoral brasileiro; justificativa do entrevistado, dada a Tancredo Neves, quanto ao apoio a Maluf; comentários sobre o programa de governo de Maluf; considerações sobre Tancredo Neves; comentários sobre o ministério de Tancredo; relacionamento com José Sarney (presidente da República 1985-1990) e impressões quanto a seu posicionamento político-econômico; oposição à escolha de Dílson Domingos Funaro para o Ministério da Fazenda (1985-1987).
Fita 31-B: Crítica à política econômica de Dílson Funaro e proposição de continuidade da política econômica iniciada no governo Figueiredo (1979-1985); observações sobre a dívida externa brasileira; condição política de José Sarney; posição contraditória de Tancredo Neves quanto à política econômica; crescimento econômico brasileiro em 1984; perspectivas de sucesso do Plano Cruzado (1986); motivo do desemprego gerado pelo Plano Color I (1991); motivos do insucesso do Plano Cruzado na contenção da inflação; críticas à concepção de que se combate a inflação através do congelamento de preços; governo Sarney (1985-1990): aproximação entre Brasil e Argentina, avanços na formulação do Mercosul, relacionamento com Estados Unidos e Europa, dívida externa e moratórias de 1987 e 1989, legislação de informática, a Constituição (1988), expansão dos monopólios nacionais.
Fita 32-A: Necessidade de iniciar o processo de liberação econômica na década de 1980 com o governo Sarney; considerações sobre voto do analfabeto, legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1996; observações sobre a Constituinte; implicações da falta de planejamento familiar; funções do Senado e participação, do entrevistado em 1987, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e na Comissão de Assuntos Econômicos (comissões permanentes); Constituição de 1988: necessidade de um anteprojeto, oposição à formulação de uma nova constituição, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e o Partido da Frente Liberal (PFL); a Comissão da Ordem Econômica (1987); questão da diferenciação entre empresa nacional e empresa estrangeira e possíveis efeitos dessa medida no mercado internacional; explicações sobre lobismo.

15a Entrevista: 08.01.1993.
Fita 32-A: Balanço das correntes de pensamento econômico na década de 1950: correntes brasileiras, conceito de desenvolvimento econômico, Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e planejamento econômico; correntes econômicas resultantes dos anos 1950 e 1960; o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) (1964); disputa de poder entre os ministérios do Planejamento e da Fazenda na década de 1970.
Fita 33-A: Influência norte-americana na formação de economistas brasileiros; avanço da economia de mercado – da Grande Depressão de 1930 ao colapso do socialismo em 1989 e do neoliberalismo; discutível ressurgimento do intervencionismo estatal na figura de William Jefferson Clinton (presidente norte-americano 1993-1996); desacordo entre a política econômica da Nova República e a economia de mercado; diferenças entre capitalismo e socialismo; função do economista e infalibilidade do mercado; motivos do fracasso econômico brasileiro na década de 1980; motivos do fracasso do governo de José Sarney; comentários sobre receio da vitória de Leonel de Moura Brizola nas eleições presidenciais de 1989; equívocos econômicos do governo Sarney e motivos da moratória da dívida externa em 1987; eleição presidencial de 1989 e candidatura de Paulo Salim Maluf.
Fita 33-B: Possível participação no governo caso Maluf tivesse sido eleito presidente em 1989; impressões sobre Fernando Collor de Melo (presidente da República 1990-1992) e sua futura política econômica; motivos da escolha de Zélia Cardoso de Melo para o Ministério da Economia (1990-1991) e do fracasso do programa econômico; relação entre Collor e o Congresso; reação ao Plano Collor (1991); o Bloco da Economia Moderna (BEM) (1991); críticas ao relacionamento entre o governo Collor e o Congresso; crítica à política de informática do governo Collor (1990-1992); objetivos do BEM à época da entrevista; várias faces dos liberais no Congresso; comentário sobre a legislação trabalhista; caráter dirigista do governo Itamar Franco (1992-1994).
Fita 34-A: Considerações sobre o comportamento dos chefes de Estado na América Latina à época da entrevista; impeachment de Fernando Collor de Melo; orçamento federal; opinião sobre o plebiscito para mudança de regime e sistema de governo (1993); implantação do sistema parlamentarista no Brasil; perspectivas sobre o plebiscito; recordações da entrada para o Seminário de Nossa Senhora Auxiliadora, em Guaxupé (MG – 1926-1937); parentesco e relacionamento com o engenheiro Luís Hildebrando Horta Barbosa.
Fita 34-B: Origens familiares; lembranças paternas; infância passada em uma fazenda em Mato Grosso; relacionamento com a mãe; saída do Seminário de Nossa Senhora Auxiliadora, de Belo Horizonte (MG – 1937), início da vida profissional no Rio de Janeiro (1938): estadia próxima à Polícia Central e à Casa de Detenção, tentativa de encontrar Filinto Müller (chefe de polícia do Distrito Federal 1933-1942); trabalho como professor; companheiros de pensão; busca de estabilidade profissional através de emprego público e o concurso para o Itamarati; Luís Hidelbrando Horta Barbosa; relacionamento com a mãe após a transferência de ambos para o Rio de Janeiro.
Fita 35-A: Entrada no Itamarati (1939); comentários sobre Maurício Hilário Barreto Nabuco de Araújo (secretário geral do Ministério das Relações Exteriores 1939); motivos que o levaram a abandonar a vida eclesiástica.
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