Roberto Salmeron

Entrevista

Roberto Salmeron

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou, entre outros, por seu trabalho desenvolvido no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Tjerk Franken
Data: 27/7/1977 a 29/7/1977
Local(ais):
Paris ; -- ; França

Duração: 7h5min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Roberto Aureliano Salmeron
Formação:
Atividade: Pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (Cbpf); trabalhou no Centre Europeén de Recherches Nucléaires (Cern), em Genebra; diretor do Instituto de Física e coordenador geral dos Institutos de Ciências da Universidade de Brasília (UnB); pesquisador da escola politécnica de Paris.

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Bolsas de estudo e de pesquisa;
Carreira acadêmica;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Cooperação científica e tecnológica;
Cooperação internacional;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Energia nuclear;
Ensino superior;
Escola Politécnica;
Europa;
Física;
Formação profissional;
Governos militares (1964-1985);
História da ciência;
Inglaterra;
Instituições acadêmicas;
Itália;
Matemática;
Metodologia de pesquisa;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Política nuclear;
Política salarial;
Professores estrangeiros;
Roberto Salmeron;
Sistema educacional;
UNESCO;
Universidade de Brasília;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: os primeiros estudos no Ginásio Estadual de São Paulo; o curso de matemática de Cândido Gonçalves Gomide e a influência desse professor em sua formação; a experiência como professor de cursinhos pré-universitários; origem familiar e a escolha da carreira; o interesse pela física; a contratação como assistente de Cintra do Prado na cadeira de física da Escola Politécnica da USP; o ingresso no curso de física da Faculdade de Filosofia da USP; a obtenção de bolsa da Universidade para trabalhar com Gleb Wataghin no Departamento de Física; a responsabilidade pela construção de contadores Geiger-Müller: a colaboração de Marcelo Damy; a contratação pelo recém-criado Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), a convite de Cesare Lattes; as condições de pesquisa do CBPF; os trabalhos desenvolvidos nessa instituição: o estudo dos ciclotrons e a construção da Câmara de Wilson; a colaboração na instalação do laboratório de raios cósmicos de Chacaltaya; o simpósio de física organizado pelo CNPq no Rio de Janeiro em 1952: o apoio ao projeto de construção de um ciclotron no país; o veto de Álvaro Alberto à sua participação nesse projeto e nas pesquisas desenvolvidas por Marcel Schein em Chacaltaya; o estágio no laboratório de Blackett na Universidade de Manchester: a bolsa da UNESCO, as relações com os pesquisadores, a especialização nas técnicas da Câmara de Wilson com Joe Utley, as experiências com a Câmara de Wilson nas montanhas suíças; a importância da física de partículas; a tese de doutoramento; a contratação pelo Centre Européen de Recherches Nucléaires (CERN); os trabalhos desenvolvidos nessa instituição; a demissão do CERN em 1964 para participar da organização da UnB; a comissão organizadora da nova universidade; o auxílio da UNESCO à UnB; a crise da Universidade em 1965 e a demissão em massa do corpo docente; as linhas de pesquisa do Instituto de Física da UnB; a contratação pela Escola Politécnica de Paris; o ensino e a pesquisa na Faculdade de Filosofia e na Escola Politécnica da USP; os discípulos de Wataghin.

Fita 2: a formação do engenheiro na Escola Politécnica da USP; o papel do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo e do Instituto de Eletrotécnica da USP; as pesquisas aplicadas realizadas no Instituto de Eletrotécnica, sob a orientação de Luís Valente Boff; as linhas de pesquisa do Departamento de Física da USP; a atração pela física dos raios cósmicos; a contribuição de Wataghin à física teórica e à física experimental; o início da física de aceleradores de partículas no país: a instalação do bétatron da USP por Marcelo Damy; o declínio das atividades no campo dos raios cósmicos após a saída de Wataghin; as relações entre a Escola Politécnica e a Faculdade de Filosofia da USP; a criação da FAPESP: a iniciativa dos professores da Politécnica e do IPT; o curso de física da Universidade do Brasil: as aulas de Plínio Sussekind da Rocha; a criação do CBPF e do Instituto de Física Teórica, independentes da estrutura universitária; a física teórica e a física experimental; a produção científica do CBPF; o desenvolvimento acelerado da física de partículas e a competitividade dos trabalhos brasileiros nesse campo; os líderes científicos; o laboratório de Blackett na Universidade de Manchester; as orientações de Blackett e de Wataghin; a frustração dos jovens físicos brasileiros.

Fita 3: a física brasileira contemporânea: a dispersão dos programas de pesquisa; a responsabilidade social dos cientistas; a formação do físico na Inglaterra e na Itália; a participação na organização da UnB e a transferência para essa universidade em 1964; a experiência como coordenador-geral dos institutos de ciências da UnB: a organização dos institutos e laboratórios, o convênio com instituições estrangeiras; a gestão de Zeferino Vaz na UnB; a intervenção do governo militar na Universidade; o auxílio da Cia. Camargo Correia à construção da UnB; a instalação dos primeiros laboratórios; a contratação de professores estrangeiros; os recursos da Universidade e os salários dos docentes; a demissão de Zeferino Vaz e sua substituição por Laerte Ramos de Carvalho.
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