Rômulo Almeida III

Entrevista

Rômulo Almeida III

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e Desempenho das Elites Políticas Brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação, em 1975. A escolha do entrevistado se justificou por, entre outros cargos relevantes, ter sido assessor econômico da presidência (1951-1953); deputado federal pelo estado da Bahia (1955-1957) e presidente do Banco do Nordeste do Brasil.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Dulce Chaves Pandolfi
Daniela Maria Moreaux
Data: 25/7/1984
Local(ais):
Salvador ; BA ; Brasil

Duração: 2h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Rômulo Barreto de Almeida
Nascimento: 18/8/1914; Salvador; BA; Brasil;

Falecimento: 23/11/1988; Belo Horizonte; MG; Brasil;

Formação: Bacharelado na Faculdade de Direito da Bahia (1933).
Atividade: Dirigiu o departamento de geografia e estatística do território do Acre em 1941. Foi admitido nos quadros do Ministério do Trabalho, passando a assessorar o ministro Otávio Marcondes Ferraz. Elaborou um projeto para o Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial (CNPIC). Organizou o departamento econômico da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Assessorou a comissão de investigação econômica e social da Assembléia Nacional Constituinte em 1946 e participou de subcomissões da Missão Abbink entre 1948 e 1949. Em 1950, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e participou da campanha eleitoral. Chefiou a assessoria econômica da Presidência da República no início do segundo governo Vargas. Em 1953, tornou-se consultor econômico da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) e assumiu a presidência do Banco do Nordeste Brasileiro (BNB). Foi secretário da Fazenda da Bahia. Exerceu por breve período a vice-presidência da rede ferroviária federal S.A. (RFFSA). Deputado federal BA (1955-57). Diretor de planejamento da área industrial do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Equipe

Levantamento de dados: Dulce Chaves Pandolfi;Daniela Maria Moreaux;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Dulce Chaves Pandolfi;Daniela Maria Moreaux;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Heloísa Fesch Menandro;

Temas

Antônio Balbino;
Assessoria Econômica da Presidência da República;
Bahia;
Clemente Mariani;
Economia;
Governo estadual;
Integralismo;
Juracy Magalhães;
Movimento estudantil;
Política estadual;
Política nacional;
Rômulo de Almeida;
Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene);

Sumário

Fitas 1, 2 e 3: Origens familiares; os estudos; a formação da Faculdade de Direito (1930 - 33); o movimento estudantil em solidariedade à Revolução Paulista de 1932; a entrevista com o governador Juraci Magalhães como repórter do Estado da Bahia ; as prisões; a caravana estudantil a São Paulo (dezembro de 1933); a participação de Agildo Barata em Alagoinhas; posição ideológica na juventude; participação e decepção nas reuniões da ANL no Rio de Janeiro; o ingresso na Universidade do DF no curso de Ciências Sociais e outros cursos no Rio de Janeiro; contatos com elementos do Centro Dom Vital e integralistas; a inscrição e participação no integralismo; considerações sobre Plínio Salgado e o movimento integralista ; a prisão em 1937; as perseguições da polícia no Rio de Janeiro e na Bahia; a volta ao Rio e os biscates no jornalismo; a participação anterior na Sociedade Alberto Torres; o convite para trabalhar no censo e a ida para o Acre (1940); a volta ao Rio para o escritório de advocacia de San Tiago Dantas; o concurso para o Ministério do Trabalho Indústria e Comércio e o trabalho como colaborador do ministro Marcondes Filho; a criação do Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial; a exposição de motivos ao presidente da República aprovando o parecer do conselheiro Roberto Simonsen; o convite de Simonsen para assessoramento na FIESP; a indicação para participar da Conferência Internacional das Câmaras de Comércio em Nova York como observador do governo brasileiro (1944); a permanência no gabinete Marcondes; o projeto frustrado do SENEPIQUE ; participação na UDN; o convite para organizar o Departamento Econômico da CNI (setembro / 1945); a participação na Comissão de Investigação Econômica e Social do São Francisco durante a Constituinte (1946); o acompanhamento às conferências do GATT e da Organização Internacional do Comércio; o ingresso no PTB; a eleição como 3o suplente a senador (1950); os primeiros contatos com Getúlio; o convite para o gabinete do presidente (fevereiro / 1951); as incumbências da assessoria econômica do presidente; o petróleo baiano e a idéia de royalty; o projeto da Reynolds de Alumínio e a posição de Clemente Mariani; os contatos entre a Universidade e o Banco da Bahia para pesquisas sobre a economia do estado (1952); a implantação do Banco do Nordeste; as iniciativas de Tosta Filho para a organização econômica regional; a renúncia à presidência de Banco (1954); a eleição para deputado federal pela Bahia; a vitória de Antônio Balbino para governador; os estudos e coletas de subsídios antes da posse de Balbino (novembro / 1954 - abril / 1955); secretário de Fazenda no governo Balbino; a implantação da Comissão do Planejamento Econômico (CPE); o caráter multidisciplinar do Plano de Desenvolvimento Econômico da Bahia (Plandeb) e seu funcionamento; a implementação do Fundo de Desenvolvimento Agro-Industrial (Fundagro); o Instituto de Economia e Finanças da Bahia (1957 - 59) e sua incorporação à Universidade da Bahia; a estrutura da CPE: a Comissão de Planejamento e o Departamento de Projetos; o debate organizado pelo jornal A Tarde sobre o "enigma baiano" na Associação Comercial (1958); a idéia da criação da SIBRA no governo Juraci Magalhães; considerações sobre o "enigma baiano": a época áurea da Bahia e sua decadência; o projeto da indústria "Nitrogênio"; a experiência na SUDENE como secretário sem pasta para assuntos do Nordeste no governo Juraci: o adiantamento do planejamento baiano em relação ao da SUDENE; a Instrução 204 da SUMOC do ministro da Fazenda Clemente Mariani (1961) e o favorecimento das exportações baianas; a criação da firma Empreendimentos da Bahia: histórico e vinculações com a CPE; assessor do presidente Jânio Quadros; secretário executivo da ALALC; o centro industrial da Bahia e sua importância; o Pólo Petroquímico baiano como gerador de uma nova etapa econômica; o esquema inicial do Pólo apresentado pelo Plandeb em 1959 e o projeto de 1969; impressões sobre Clemente Mariani.
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