Sérgio Werlang I

Entrevista

Sérgio Werlang I

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. O entrevistado foi aluno de Mario Henrique Simonsen.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 28/11/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Sérgio Ribeiro da Costa Werlang
Nascimento: 23/6/1959; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenheiro Naval pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981), mestre em Economia Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) (1982) e doutor em Economia pela Universidade de Princeton, EUA (1986).
Atividade: Professor da escola de pós-graduação em economia (EPGE) da Fundação Getulio Vargas a partir de 1983; pesquisador e professor do Impa (1986-1988); professor do departamento de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1988-1990); diretor de ensino da EPGE (1990-1993);Diretor Executivo Sócio do Banco IBM; diretor de política monetária do Banco Central do Brasil (1999-2000); Vice-Presidente de Finanças e Risco do Banco Itaú (2000-2002).

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe;
Economia;
Economistas;
Fundação Getulio Vargas;
Inflação;
Instituições financeiras;
Mário Henrique Simonsen;
Planos econômicos;
Política econômica;

Sumário

Entrevista: 28.11.2000
Origem familiar; formação escolar; motivações da escolha pela carreira de engenharia naval; interesse pela matemática; surgimento do interesse pela economia em fins da década de 1970 e importância da leitura da obra de Mário Henrique Simonsen; entrada para a Escola de Pós-graduação em Economia (EPGE) (1981); ida para Princeton após o mestrado em economia matemática no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) (1982-1986); breve comentário sobre a experiência de ter sido aluno de Simonsen na EPGE; a importância da matemática na economia e os contornos do campo da economia matemática, linha seguida por Simonsen em seus cursos no IMPA; a importância dos quadros da escola de engenharia - como Simonsen e Maurício Peixoto - na instrumentalização sistemática da matemática pela economia; caráter inovador da obra de Simonsen no campo da programação linear e na abordagem dos temas da micro e macroeconomia; comentários sobre o planejamento temático dos cursos de Simonsen; breve comentário sobre a qualidade e o alcance do livro Dinâmica Macroeconômica de Mário Henrique Simonsen; considerações sobre a identificação da EPGE e da Fundação Getulio Vargas (FGV) com uma linha ideológica de direita e a saída da EPGE da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduados de Economia (Anpec); a escolha do objeto da tese de doutorado; a EPGE na década de 1980, professores, desenvolvimento de pesquisas e cursos esporádicos dados pelo entrevistado; considerações sobre a firma de consultoria aberta por Mário Henrique Simonsen e outros: Simpósio Consultoria Serviços Técnicos Ltda. e revista Simposium; atividades profissionais do entrevistado quando volta do doutorado em Princeton (1986): IMPA e EPGE; breve comentário sobra as razões que levaram o entrevistado a deixar o IMPA em fins de 1988; conteúdo e abordagem do curso de Economia brasieira no período de 64 a 88, que o entrevistado deu no Lauder Institute de Wharton; economia brasileira anterior às reformas de 1964-65: o caráter frágil das instituições (como o Banco Central) e crítica à teoria econômica da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina; opinião de MHS sobre a independência do Banco Central; a relação entre os centros de economia no Rio de Janeiro a partir da década de 1970 e especializações: PUC, EPGE e IBMEC; a transformação de MHS num "guru" da economia na década de 1980 e a procura por parte de diversos governos de sua opinião sobre assuntos econômicos; a capacidade de MHS em abordar questões econômicas de um ponto de vista estritamente técnico (não passional); inserção de MHS nas discussões anteriores à concepção do plano cruzado e sua postura enquanto crítico do Plano Cruzado e do Plano Collor; a originalidade de MHS na abordagem do tema da inflação no livro Inflação, gradualismo X tratamento de choque os projetos de MHS para a EPGE na década de 1990: torná-la auto-sustentável; avaliação do legado de MHS: formação da elite econômica brasileira, compreensão da inércia inflacionária e formação das instituições brasileiras; breve comentário sobre o desinteresse de MHS em traduzir seus livros.
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