Simon Schwartzman II

Entrevista

Simon Schwartzman II

Entrevista realizada no contexto do projeto "Visões sobre a Capes: 50 anos de história", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) entre abril e dezembro de 2001. O projeto resultou na publicação do livro Capes, 50 anos: depoimentos ao CPDOC/FGV. (Orgs. Marieta de Moraes Ferreira e Regina da Luz Moreira. Brasília, CAPES, 2002) onde a entrevista pode ser encontrada. Para acessar a entrevista na Estante virtual: clique aqui. A escolha do entrevistado justificou-se por ser ser um especialista em ensino superior, pós-graduação (avaliação) e ciência & tecnologia, apesar de não ter ocupado nenhum cargo na Capes.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: CAPES, 50 anos: depoimentos ao CPDOC/FGV/ Organizadoras: Marieta de Moraes Ferreira & Regina da Luz Moreira. Brasília,DF.: CAPES, 2002. 343p.il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Regina da Luz Moreira
Data: 9/11/2001
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 0h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Simon Schwartzman
Nascimento: 3/7/1939; Belo Horizonte; MG; Brasil;

Formação: Mestre em Sociologia pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - Flacso (1963) e doutor em Ciência Política pela Universidade de Berkeley (1973).
Atividade: Lecionou na FGV e no Iuperj. Pesquisador do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC/FGV). Técnico da FINEP (1976-80), foi professor de ciência política e diretor do Nupes da USP, da qual se afastou entre maio de 1994 e dezembro de 1998 para exercer a presidência do IBGE. Professor visitante das universidades de Berkeley (Califórnia), Columbia (Nova York) e de vários centros e institutos internacionais, como o Woodrow Wilson International Center for Scholars (EUA, 1978), o Instituto de Estudos Avançados da USP (1987) e o St. Anthony`S College de Oxford (Inglaterra, 1994). Em 1985 foi relator da Comissão Presidencial de Avaliação do Ensino Superior, e mais tarde, (1993-94), coordenou o grupo criado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e financiado pelo Banco Mundial para estudar a política brasileira de ciência e tecnologia. É membro da Academia Brasileira de Ciências.

Equipe

Levantamento de dados: Regina da Luz Moreira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Helena Maria Bousquet Bomeny;Regina da Luz Moreira;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia;
Estados Unidos da América;
Financiadora de Estudos e Projetos;
Formação acadêmica;
Formação profissional;
Ministério da Ciência e Tecnologia;
Ministério da Educação e Cultura;

Sumário

Conhecimento externo da Capes: trabalhou na Finep, nunca participou dos comitês de assessores da Capes; Pós-graduação segue das trilhas diferentes: a do Ministério da Ciência e Tecnologia e a do Ministério da Educação; Política da Finep era de apoiar iniciativas mais pontuais, como no caso da Coppe; Capes tinha outro propósito, o de criar um sistema; Diferença de atribuições criava tensões devido às críticas ao sistema universitário; O sistema de avaliação da Capes: uma experiência positiva e pioneira; seu modelo acabou incorporado pelo Ministério da Educação; Capes tinha uma cultura própria, dentro do MEC; Dificuldades da avaliação para a graduação; Necessidade, para a avaliação, de parâmetros e dados comparáveis - a auto-avaliação não possibilita a comparação;
Peso na avaliação do modelo da universidade de pesquisa; Independência dos comitês deve ser relativizada: muitos membros agem como representantes das instituições; Associação entre avaliação e recursos é inevitável, não há outro critério para distribuição dos recursos;
Analisa a reformulação do sistema de avaliação da Capes nos últimos anos; Destaca a importância da avaliação qualitativa; Avaliação traz problemas, mas estes são menores que os criados pela ausência de avaliação; Avalia a associação entre pós-graduação e pesquisa e as dificuldades que este modelo cria para a áreas profissionais; Cita o exemplo do modelo norte-americano, onde as formações acadêmica e profissionais estão bem separadas; Mestrado funciona como compensação para cursos de graduação que foram esvaziados; Título de mestrado funciona como uma credencial a mais para competir no mercado; Estímulo do sistema para generalizar a titulação entre os professores, embora positivo, gerou distorções e problemas de acomodação; Os cursos de pós-graduação lato sensu, embora não regulados, cumprem papel importante, o que se constata pela procura que têm; Avaliando o sistema de pós-graduação brasileiro, constata-se o papel muito importante cumprido pela Capes; Discorda que a Capes deva se envolver na avaliação dos programas lato sensu: devem ser regulados pelo mercado, já que é para ele voltado - inclusive porque o sistema de avaliação é muito caro e devem ser estabelecidas prioridades.
FITA 1-A: Considerações iniciais sobre a formação superior em Administração Pública: sobre o currículo do curso; a entrada na EBAP em 1968; novos comentários sobre o início de sua formação superior; o auto-exílio em 1964 e o posterior retorno ao Brasil; o trabalho simultâneo no IUPERJ e na EBAP: a atuação na EBAP; análise sobre a atuação da Escola: o curso de graduação; sobre a discussão em torno da existência de uma ciência administrativa; breves comentários sobre o fim da graduação da EBAP no início dos anos 80; sobre as atividades iniciais na EBAP: o setor de processamento de dados, a atuação junto a um dos departamentos da Escola; breves comentários a respeito da estrutura departamental da Escola; sobre a implantação da pós-graduação na Escola em 1970: a origem no PRONAPA, a proposta teórica do curso; novos comentários sobre a discussão em torno da existência de uma ciência administrativa.

FITA 1-B: Novos comentários sobre a discussão em torno da existência de uma ciência administrativa (cont.); novos comentários sobre a proposta teórica da pós-graduação da Escola; considerações a respeito dos rumos tomados pela Escola no que tange à atuação distante das políticas públicas; considerações a respeito do enfoque em Ciências Sociais na formação oferecida pela EBAP: comentários sobre a formação da primeira geração de professores da Escola; breves comentários a respeito da atuação de Kleber Nascimento à frente da diretoria da Escola (1970-73); sobre o formato "DASPiano" da estrutura administrativa da Fundação Getúlio Vargas: o IBRE, a EPGE e a EBAP; sobre a ascensão da EPGE no âmbito interno da Fundação; breves comentários a respeito da participação de alunos egressos na EBAP na montagem da FINEP; considerações a respeito do fim da graduação da EBAP (1983): as motivações, a perda de prestígio da EBAP; a saída da EBAP e a entrada na FINEP (1976 ou 1977).

FITA 2-A: A saída da EBAP e a entrada na FINEP (1976 ou 1977) (cont.); breves comentários sobre a volta para a Fundação Getúlio Vargas (CPDOC) em 1979; comentários a respeito do retorno da graduação da Escola em 2002: as expectativas.
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