Tomás Pompeu Borges

Entrevista

Tomás Pompeu Borges

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde a sua criação em 1975. Entrevista realizada para a 1ª edição do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, com vistas à preparação do verbete sobre a Revolta de 1935 e a Aliança Nacional Libertadora (ANL), que contaram com a participação do entrevistado. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coord.); Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. e no livro: BELOCH, Israel e ABREU, Alzira Alves de (coord.) Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. Rio de Janeiro: Ed. FGV, Ed. Forense-Universitária, Finep, 1984.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: DICIONÁRIO Histórico-Biográfico Brasileiro. BELOCH, Israel e ABREU, Alzira Alves de (coord.) Rio de Janeiro: Ed. FGV, Ed. Forense-Universitária, Financiadora de Estudos e Projetos-FINEP, 1984. GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Alzira Alves de Abreu
Data: 11/1/1982 a 1/2/1982
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h10min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Tomás Pompeu Accioli Borges
Nascimento: 17/12/1908; Fortaleza; CE; Brasil;

Falecimento: 18/9/1986; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Formado em Engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro (1925-29).
Atividade: Participação na ANL e na Revolta de 1935; chefe do Centro de Inquéritos e Análises da FGV (1945); chefe da seção de Obras e Equipamentos do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (1946-48); chefe do Centro de Estudos Sociais/ FGV (1948-58).

Equipe

Levantamento de dados: Alzira Alves de Abreu;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Alzira Alves de Abreu;

Transcrição:  ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Verena Alberti;Maria Alice Mendes De Sousa;

Temas

Agildo Barata Ribeiro;
Aliança Nacional Libertadora (1935);
Comunismo;
Eliezer Montenegro Magalhães;
Ernesto Geisel;
Estado Novo (1937-1945);
Exílio;
Fundação Getulio Vargas;
Getúlio Vargas;
Juracy Magalhães;
Luís Carlos Prestes;
Paraíba;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido Comunista do Brasil - PCdoB;
Pedro Ernesto;
Política estadual;
Repressão política;
Revolução de 1930;

Sumário

1ª Entrevista: 11.01.1982
Fitas 1, 2-A: Razões para o ingresso na Aliança Nacional Libertadora (ANL) em abril/maio de 1935; atuação na Paraíba após a Revolução de 1930; a sensibilidade para o problema da terra; breve menção às impressões de Ernesto Geisel sobre o interior da Paraíba; influências sobre o entrevistado de Agildo Barata, na Paraíba, e de Eliezer Magalhães, no Rio; atuação no Sindicato Nacional de Engenheiros e Arquitetos, no Rio, em 1935; algumas atividades da ANL; opiniões do entrevistado sobre a ANL na época em que nela ingressou; mudanças na Aliança com o ingresso de Luís Carlos Prestes em abril de 1935; referência à correspondência de Prestes e o episódio de apreensão de uma carta de João Alberto; perfil de Eliezer Magalhães e sua atuação na ANL; a estrutura da ANL e sua direção; o Partido Comunista Brasileiro (PCB) na ANL; os dois encargos do entrevistado na ANL - a cessão da caixa postal e os encontros com Olga Prestes - e sua participação na Aliança; atuação de Gustavo Corção na ANL; referências a Válter Osvaldo Cruz e a Ilvo Meireles; a surpresa com a eclosão do movimento e a reação de Eliezer Magalhães; opiniões do entrevistado acerca do movimento; fechamento da ANL; posições de Herculino Cascardo e de Roberto Sisson com relação ao movimento; comentário sobre a participação de alunos do Colégio Militar na ANL; a autocrítica na prisão; referência à atuação de Carlos da Costa Leite e à malograda tentativa de convencer Ernesto Geisel a ingressar na ANL; reação de Geisel ao movimento; referências a outros militares que aderiram à Aliança; breves referências à relação de Juraci Magalhães com Filinto Müller e Getúlio Vargas; empenho de João Marques dos Reis e de Juraci Magalhães para evitar a prisão de Tomás Pompeu e de Eliezer Magalhães; a prisão em abril de 1936; o caso de Miranda e Elsa Fernandes com o PCB; os companheiros de prisão; comentários sobre a tortura, as condições de vida e o ambiente na prisão; os grupos formados entre os presos; a criação do Tribunal de Segurança e seus efeitos sobre os aliancistas; breve menção ao habeas-corpus com o fim do estado de guerra e ao asilo após a condenação.


2ª Entrevista: 18.01.1982
Fitas 2-B, 3: O episódio da fuga malograda do navio-presídio Pedro I em 1936; os grupos formados entre os presos no Pavilhão dos Primários; a análise do fracasso do movimento pelos dirigentes da ANL; referência à posição de Graciliano Ramos; os depoimentos de Miranda e o caso de Elsa Fernandes; perfil de Agildo Barata, sua participação e prestígio nos movimentos de 1930 e 1935; comentário sobre a atuação dos dirigentes do PCB quando da eclosão do movimento militar de 1935; a posição de Barreto Leite com relação à ANL; a revolta nas casas de Correção e Detenção quando da expulsão de Olga Prestes; as atividades na prisão; os efeitos da criação do Tribunal de Segurança entre os aliancistas presos: a divisão entre os que concordavam em comparecer e os que defendiam o boicote ao tribunal; a saída da prisão; novos julgamentos e condenações pelo Tribunal Militar após o golpe do Estado Novo; o asilo na embaixada do Peru e a fuga para o exílio em 1937 com o auxílio de Juraci Magalhães e de outros amigos e parentes; em Paris; de volta à América do Sul: Chile e Buenos Aires; a vida em Buenos Aires e o grupo de exilados brasileiros; referência a Jorge Amado e à tradução de O Caveleiro da Esperança; a volta ao Brasil com outros exilados em 1943; nova prisão: o convívio e a vida no presídio da ilha Grande; a grande cisão entre os presos aliancistas em torno da colaboração do PCB com Getúlio Vargas: o grupo de Agildo Barata e o grupo de Costa Leite; a posição intermediária do entrevistado; a posição de Prestes a esse respeito; em liberdade: o trabalho na Fndação Getulio Vargas e as divergências nessa instituição.


3ª Entrevista: 25.01.1982
Fita 4-A: Extinção do Centro de Estudos Sociais da Fundação Getulio Vargs em 1958 em decorrência das posições de Eugênio Gudin e Alexandre Kafka; demissão da Fundação Getulio Vargas em 1958 e trabalhos posteriores; as contribuições de Pedro Ernesto à ANL e sua relação com Eliezer Magalhães; a posição de Juraci Magalhães face à ANL e a relação com o irmão, Eliezer Magalhães; breve menção à relação de Juraci Magalhães com Filinto Müller; a troca de correspondência entre a esposa do entrevistado, em Buenos Aires, e Luís Carlos Prestes, no presídio, no Rio, durante o Estado Novo; o teor das cartas de Prestes; o caráter reservado de Prestes por ocasião das visitas do casal Tomás Pompeu e de Eliezer Magalhães na prisão.


4ª Entrevista: 01.02.1982
Fitas 4-B, 5: O encontro malogrado de Juraci Magalhães, Agildo Barata e Tomás Pompeu com Luís Carlos Prestes com vistas a organizar uma frente de oposição a Getúlio Vargas; comentário sobre a inabilidade política de Prestes e sua reserva emocional; o grupo de exilados brasileiros em Buenos Aires durante o Estado Novo; a posição política de Eliezer Magalhães de volta ao Brasil e suas críticas ao governo soviético; os contatos do entrevistado com Olga Prestes antes da eclosão do movimento de 1935; comentários sobre o grau de envolvimento político do entrevistado; as contribuições financeiras dos simpatizantes para o PCB; a viagem à China em 1960 e a visita a Moscou; a cisão entre os presos na ilha Grande durante o Estado Novo devido a divergências acerca da colaboração do PCB com o governo Getúlio e seus efeitos sobre a reorganização do partido; a posição de Prestes a esse respeito; breve menção ao rompimento de Silo Meireles com Prestes; informações sobre o Brasil no exílio; breve referência ao deputado baiano João Falcão e a sua visita à Argentina durante o Estado Novo; perfil de Agildo Barata e sua atuação na Revolução de 1930, na Paraíba; detalhes do movimento de 1930 no 22º Batalhão de Caçadores na Paraíba: participações de Juraci Magalhães, Jurandir Mamede e Paulo Cordeiro e a morte do general Alberto Lavenère Wanderley; atuação de Afonso de Alburquerque Lima no movimento de 1930; o desgosto de Agildo Barata após a vitória do movimento de 1930; contatos com Agildo após 1945 e suas opiniões acerca do movimento comunista internacional; ligeira menção à relação de Agildo com Ernesto Geisel; o seminário de física nuclear na Fundação Getulio Vargas em 1954 e a presença de Vinícius de Morais na sessão de encerramento; o jogo de xadrez no Pavilhão dos Primários em 1936; outros comentários sobre jogos de xadrez; impressões da viagem à China em 1960.


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