Antônio Saturnino de Mendonça Neto

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Nome: MENDONÇA NETO
Nome Completo: Antônio Saturnino de Mendonça Neto

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MENDONÇA NETO

*dep. fed. AL 1979-1983, 1991-1995.

 

Antônio Saturnino de Mendonça Neto nasceu em Rio Novo (MG) no dia 10 de março de 1945, filho de Antônio Saturnino de Mendonça Júnior e Cloripes Matos Mendonça. Seu pai foi deputado federal por Alagoas entre 1951 e 1959.

Ainda jovem, sua família passou a residir em Maceió.  Posteriormente, mudam-se para o Rio de Janeiro. Nesta cidade, iniciou seus estudos superiores em 1961 na Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas, onde, cinco anos mais tarde, formou-se em ciências jurídicas e sociais. Em 1970, ainda no Rio, lecionou na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) durante dois anos.

Mudou-se para Maceió e candidatou-se em 1974 a uma vaga na Assembléia Legislativa de Alagoas pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Eleito em novembro desse mesmo ano, tomou posse em fevereiro de 1975. Durante essa legislatura foi membro da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Orçamento e de Finanças e Tomada de Contas e líder da bancada do seu partido. Foi ainda primeiro-vice-presidente do diretório regional do MDB.

Em novembro de 1978, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados. Eleito, tomou posse no início do ano seguinte. Em novembro de 1979, com a extinção do bipartidarismo e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), fundado, entre outros e na grande maioria, pelos membros do antigo MDB. Ao longo desse mandato, foi membro e segundo-vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, membro da Comissão de Trabalho e Legislação Social, suplente da Comissão de Relações Exteriores, membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o empobrecimento dos municípios, da CPI sobre as irregularidades nos órgãos da administração direta e indireta da União e vice-líder da bancada do PMDB.

Em novembro de 1982, voltou a disputar uma cadeira para o Legislativo alagoano. Foi eleito e tomou posse no início do ano seguinte, tendo deixado a Câmara dos Deputados em janeiro de 1983. No exercício desse mandato, foi presidente da CPI sobre as irregularidades no Departamento de Estradas e Rodagem (DER), presidente da CPI sobre a distribuição do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias (ICM) no estado e segundo-vice-presidente da mesa. Em 1984, viajou à Espanha como professor convidado da Universidade de Salamanca e foi a Madri como observador parlamentar pela Assembléia Legislativa.

Retirou-se da Assembléia em janeiro de 1987 ao final da legislatura, não tendo disputado a reeleição em novembro do ano anterior. Ainda em 1987, assumiu a Secretaria de Planejamento do governo de Fernando Collor (1987-1989). Por conta dessa atribuição, presidiu o Conselho Estadual de Informática e o Conselho de Programação Financeira do governo alagoano.

Em novembro de 1990, depois de filiar-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), tornou a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Vitorioso, assumiu seu mandato no início do ano seguinte. Nessa legislatura, foi vice-líder do PDT, titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

No processo político desencadeado pelo Poder Legislativo federal durante o ano de 1992 e que resultou no afastamento de Collor da presidência, sob a acusação de envolvimento em esquema de corrupção e tráfico de influência organizado pelo ex-tesoureiro de sua campanha eleitoral, Paulo César Farias, Mendonça Neto votou a favor da abertura do processo de impeachment na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Em maio de 1993, com a saída do deputado federal Valdir Pires, acusou a direção nacional do PDT de “incompetência política”, por não impedir que parlamentares baianos deixassem o partido. Nesse mesmo mês, iniciou coleta de assinaturas para a criação de uma CPI para investigar as atividades do ministro Eliseu Resende no governo, suspeito de estar praticando tráfico de influência em função do cargo que ocupava.

Permaneceu até o fim do mandato em janeiro de 1995, e não concorreu à reeleição em outubro de 1994. Voltou a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PDT em outubro de 1998, obtendo, contudo, apenas a suplência.

Faleceu no dia 10 de novembro de 2010.

Foi casado com Ângela Maria Moreira Canuto Mendonça, filha de Rubens de Mendonça Canuto, que foi deputado estadual de 1958 a 1970, e que nas eleições de 1994 foi candidata a governador, pelo PDT. Teve dois filhos.

Publicou inumeros livros, entre os quais A luta continua (1979), Um olhar no coração (1986), Alagoas: histórias de um sobrevivente (1992), Em nome de Alagoas (1994); Pequeno Tratado das Vontades Humanas (2000), Do Alto da Gávea (2001), Os Contos de Alagoas: uma Antologia (2001), O Emparedado (2004) e O Ministro que virou garçon (2006).

 

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (12/11/10); INF. Francisco Amorim.

 

 

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