Edson Antônio Edinho da Silva

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Nome: SILVA, Edinho
Nome Completo: Edson Antônio Edinho da Silva

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

SILVA, Edinho

*min.-ch. Sec. Comunic. Social 2015-2016.

Edson Antônio Edinho da Silva nasceu em Pontes Gestal (SP) no dia 20 de junho de 1965. 

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, fez mestrado em engenharia de produção na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 

Ingressou na política filiando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1985, ano da redemocratização do país com o fim do período de governos militares. Foi eleito vereador em Araraquara no pleito de outubro de 1992, assumindo sua cadeira na Câmara Municipal em janeiro do ano seguinte. Foi reeleito no pleito de outubro de 1996 e em outubro de 2000 foi eleito prefeito de Araraquara, sempre na legenda do PT. Encerrando seu mandato na Câmara dos Vereadores em dezembro desse ano, assumiu sua cadeira no Executivo Municipal em janeiro de 2001 e foi reeleito no pleito de outubro de 2004. Permaneceu à frente da Prefeitura de Araraquara até janeiro de 2009, quando se encerrou seu mandato.

No pleito de outubro de 2010 foi eleito deputado estadual com 184.397 votos na legenda do PT coligada ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), ao Partido da República (PR) e ao Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB). Nesse mesmo pleito a candidata do PT, Dilma Rousseff, foi eleita presidente da República no segundo turno.  Assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo em fevereiro de 2011. Em 2014 participou da coordenação da campanha à reeleição da então presidente Dilma Rousseff e não concorreu a novo mandato estadual. Com a reeleição da presidente Dilma no segundo turno do pleito de outubro desse ano, Edinho Silva concluiu seu mandato na Assembleia Legislativa paulista em janeiro de 2015.

Em 27 de março seguinte, foi convidado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. Assumiu a pasta no dia 31 seguinte, em substituição a Thomas Traumann.

Com a crise política que se instalou no país em decorrência da insatisfação da oposição com a reeleição da presidente, capitaneada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) do candidato derrotado, o senador mineiro Aécio Neves, e do pedido de impeachment da presidente Dilma pelo jurista Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, e da advogada Janaína Paschoal, por crime de responsabilidade, protocolado na Câmara dos Deputados em setembro de 2015 e aceito em dezembro seguinte pelo então presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adversário do Governo, o processo foi instaurado e os deputados federais o aprovaram no dia 17 de abril de 2016. Encaminhado, em seguida, para o Senado, esta casa do Congresso aprovou a admissibilidade do processo no dia 12 de maio. Com este resultado, a presidente teve que deixar o governo em caráter provisório até o julgamento definitivo no Senado. Nesse contexto, Edinho Silva também deixou a Secom. Foi sucedido por Márcio de Freitas Gomes. O vice-presidente Michel Temer, naquele momento, assumiu interinamente a Presidência da República e seria efetivado no último dia de agosto após a aprovação do impeachment da presidente Dilma pelo Senado.

Em junho desse ano, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos processos da Lava Jato, enviou ao juiz federal Sérgio Moro a investigação que apurava se o ex-ministro havia recebido propina da empreiteira UTC para abastecer a campanha da presidente Dilma em 2014, de acordo com delação premiada de executivos dessa empresa. Edinho Silva negou as acusações.

Com sua saída do Governo, lançou-se candidato à Prefeitura de Araraquara com o apoio da coligação “O Melhor para Araraquara”, comandada pelo PT e integrada pelo PR, Partido Progressista (PP) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB). No pleito de 2 de outubro de 2016 foi eleito prefeito da cidade pela terceira vez, com 41.220 votos, correspondentes a 41,71% dos votos válidos, derrotando a candidata do PSDB, Edna Sandra Martins, sua ex-mulher, que obteve 28.595 votos, o que corresponde a 28,93% desses votos válidos. Como a cidade possui menos de 200.000 eleitores, não houve necessidade de segundo turno. Com essa vitória, Edinho ganhou foro privilegiado para ser julgado no caso da Lava Jato. A Constituição Federal estabelece que prefeitos somente podem ser julgados por tribunais superiores – e não de primeira instância.

Assumiu sua cadeira no Executivo Municipal no dia 1º de fevereiro de 2017.

 

Alan Carneiro

 

FONTES: http://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/investigado-na-lava-jato-edinho-e-eleito-prefeito-de-araraquara/ (Acessado em 25/02/2017);

 http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/eleicoes/2016/noticia/2016/10/edinho-silva-pt-e-eleito-prefeito-de-araraquara-sp.html (Acessado em 25/02/2017);

 http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/eleicoes/2016/apuracao/araraquara.html (Acessado em 25/02/2017);

http://eleicoesepolitica.com/prefeito2016/candidatos-a-prefeito-2016/araraquara-sp/ (Acessado em 25/02/2017);

http://veja.abril.com.br/blog/maquiavel/edinho-se-elege-em-araraquara-e-sai-das-maos-de-moro/ (Acessado em 25/02/2017);

http://eleicoes.terra.com.br/apuracao/2010/1turno/sao-paulo/#/deputado-estadual/ (Acessado em 25/02/2017);  

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-05/com-x-votos-x-votos-senado-abre-processo-de-impeachment-de-dilma (Acessado em 25/02/2017).

 

 

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