Diva Moreira

Entrevista

Diva Moreira

Entrevista realizada no contexto do projeto "História do Movimento Negro no Brasil", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o South-South Exchange Programme for Research on the History of Development (Sephis), sediado na Holanda, a partir de setembro de 2003. A pesquisa tem como objetivo a constituição de um acervo de entrevistas com os principais líderes do movimento negro brasileiro. Em 2004 passou a integrar o projeto "Direitos e cidadania", apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. As entrevistas subsidiaram a elaboração do livro "Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC." Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007. A escolha da entrevistada se justificou por ser militante do Movimento Negro e pela fundação da Casa Dandara - Projeto de Cidadania do Povo Negro, entidade do movimento negro em Belo Horizonte.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC. Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Amilcar Araujo Pereira
Data: 29/3/2007
Local(ais):
Belo Horizonte ; MG ; Brasil

Duração: 3h46min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Diva Moreira
Nascimento: 8/6/1946; Bocaiuva; MG; Brasil;

Formação: Formada em comunicação social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1970, e mestre em ciência política pela mesma universidade, em 1973, fez um curso de especialização no Instituto de Política Social da Universidade Johns Hopkins, EUA, em 1993, e participou do Programa de Pós-doutorado sobre Raça, Direitos e Recursos nas Américas, no Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade do Texas, entre 2001 e 2002.
Atividade: Foi técnica de pesquisa e planejamento da Fundação João Pinheiro, em Belo Horizonte, entre 1975 e 1988. Participou de vários movimentos sociais, alguns ligados à Igreja católica, desde a década de 1960 e foi integrante do Partido Comunista Brasileiro entre 1968 e 1987, quando fundou a Casa Dandara - Projeto de Cidadania do Povo Negro, uma entidade do movimento negro em Belo Horizonte. Foi presidente da Casa Dandara entre 1987 e 1995 e titular da Secretaria Municipal para Assuntos da Comunidade Negra de Belo Horizonte, criada por lei em 1998 e extinta em 2000. Entre 2003 e 2006 foi oficial de programa e ponto focal em raça e gênero do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD. Foi também empreendedora social da Ashoka e consultora independente na área da diversidade racial e de gênero.

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;

Transcrição: Amilcar Araujo Pereira;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Fabrício Almeida;

Temas

Anos 1960;
Atividade acadêmica;
Ciência política;
Família;
Favela;
Florestan Fernandes;
Formação escolar;
Gênero;
Golpe de 1964;
Igreja Católica;
Jornalismo;
Língua estrangeira;
Militância política;
Minas Gerais;
Movimento negro;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Poder legislativo;
Racismo;
São Paulo;
Sistema de cotas;
Teologia da libertação;

Sumário

Entrevista: 29/03/2007

Disco 1: Origens familiares; a trajetória de sua mãe, Maria Moreira, como empregada doméstica no interior de Minas Gerais; a mudança para Belo Horizonte; o despertar de uma consciência racial na família Moreira; origens dos avós; os estigmas raciais sofridos pela entrevistada em sua juventude; as relações sociais nas pensões em que sua mãe trabalhava; a formação escolar; o racismo enfrentado na escola; a bolsa de estudos na Aliança Francesa; o ginasial no Colégio Estadual de Minas Gerais; a relação afetiva com sua mãe; a mudança para um cortiço; as experiências religiosas pessoais e a aproximação com a teologia da libertação; a recepção do golpe de 1964 pela entrevistada.

Disco 2: A trajetória em São Paulo iniciada aos 19 anos de idade; o percurso acadêmico no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); os impactos da conjuntura política externa e interna da década de 1960 durante a graduação; a militância política e a conscientização política de sua mãe; a consciência racial no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política na UFMG; os percursos iniciais para a militância no movimento negro; as mobilizações do movimento negro na esquerda; a leitura sobre a questão racial em “A integração do negro na sociedade de classes”, de Florestan Fernandes; a fundação da Casa Dandara; o contato com Lélia Gonzalez a partir da Conferência Mundial sobre a Mulher em 1985; o trabalho na Fundação João Pinheiro; a luta pela reforma sanitária no Brasil; a atuação intelectual na Casa Dandara; o trabalho com crianças na Casa Dandara; os problemas de captação de recursos para entidades negras.

Disco 3: O conflito com a Secretaria de Educação e a Casa Dandara; as disputas de memória pelas distintas entidades de representação negra e o eventual distanciamento das organizações de militância; conflitos com o Movimento Negro Unificado; embates com o Grupo União e Consciência Negra (Grucon); a criação da Secretaria Municipal para Assuntos da Comunidade Negra (SMACON) durante o governo de Célio de Castro em Minas Gerais; as articulações realizadas com a Câmara dos Vereadores para a aprovação de uma nova Secretaria; a criação da Escola Profissionalizante Raimunda da Silva Soares na favela Pedreira Padro Lopes; acordos da Secretaria com integrantes das diversas entidades negras; dissidências dentro da SMACON; as articulações do Partido dos Trabalhadores na administração de Célio de Castro; a extinção da SMACON.

Disco 4: A votação na Câmara dos Vereadores para a extinção da Secretaria Municipal para Assuntos da Comunidade Negra; a breve experiência nos Estados Unidos e o regresso ao Brasil em 2003; o trabalho no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o enfoque do trabalho nas categorias de raça e gênero; opinião da entrevistada acerca das cotas raciais e políticas afirmativas.
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