Programa Canal Livre (título atribuído).

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Audiovisual

Identificação

Classificação: TN vídeo 027
Série: vídeo - Vídeos

Tipo: vídeo (Imagens em movimento)

Título: Programa Canal Livre (título atribuído).

Data de produção: 1981 (Data provável)

Quantidade de documentos: 1

Descrição física: Fita VHS 19: sonoro, cor, 98 min. 06 seg.

Arquivo:

Autoridades:

  • Chagas, Carlos (Entrevistador)
  • D'Ávila, Roberto (Apresentador)
  • Garcia, Alexandre (Entrevistador)
  • Gutemberg, Luís (Entrevistador)
  • Holanda, Tarcísio (Entrevistador)
  • Lima, Rubem Azevedo (Entrevistador)
  • Neves, Tancredo de Almeida (Entrevistado)
  • Stuff, André Gustavo (Entrevistador)
  • TV Bandeirantes (Emissora de televisão)

Resumo:

Tancredo Neves fala sobre sua infância e adolescência e os motivos que o levaram a se lançar na política. Fala sobre a reunião que antecedeu ao suicídio de Getúlio Vargas e diz que a crise de 1954 não era política e sim militar, assim como a vivida naquele período. Tancredo Neves explica que apoiou a atitude de resistência de Getúlio Vargas porque acreditava na necessidade de fixação da consciência da legalidade democrática. Em seguida, fala dos possíveis desfechos para a crise político-militar que o Brasil estava vivendo. Perguntado se considera o governo vigente ditatorial responde que não é uma ditadura plena pois, salvo a imprensa alternativa, havia liberdade de imprensa no país. Em seguida, fala sobre a aparente contradição entre o fato de ter sido perseguido e até preso durante o Estado Novo e de na década de 50 ter se transformado em ministro do segundo governo de Getúlio Vargas. Diz que, na fase democrática, Getúlio Vargas foi um exemplar presidente constitucional e que por esse motivo caiu, pois não quis fazer uso da força. Diz também que o presidente tinha complexo de ditador. Alexandre Garcia interfere perguntando em que situação uma ditadura era justificável e Tancredo Neves explica que aquele era um momento terrivelmente conturbado mundialmente, em que se gestava a Segunda Guerra Mundial. Em seguida fala sobre o pessedismo, sobre moderação e recorda o tempo em que foi primeiro ministro. Fala sobre a constituição de 1946 e o quanto ela era inadequada ao país na década de 60. Menciona o atentado à bomba no Rio Centro e a necessidade de haver uma polícia tecnicamente equipada para combater o terrorismo. Diz que se fosse presidente da república convocaria a Assembléia e reformaria a política econômica rompendo com a dependência externa e criaria um modelo nacional de desenvolvimento econômico. Fala sobre a legalização do Partido Comunista Brasileiro, sobre a infiltração de comunistas nos partidos e legendas oficiais e sobre a atualidade de Jânio Quadros na política brasileira. Encerrando a entrevista fala sobre a sucessão do governo do estado de Minas Gerais e diz que não é candidato. Fala também sobre a influência do PSD e da UDN na política mineira, sobre radicalismo e tolerância na política brasileira e faz críticas severas à política anti-inflacionária do governo, condenando principalmente a descontinuidade da mesma.

Notas:

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