ADALBERTO LELIS FILHO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: LÉLIS, Beto
Nome Completo: ADALBERTO LELIS FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LÉLIS, BETO

LÉLIS, Beto

*dep. fed. BA 1995-1997.

Adalberto Lélis Filho nasceu em Ibipeba (BA) no dia 19 de julho de 1956, filho de Adalberto Lélis Silva e Felisbela Barnabé da Silva.

Órfão de pai aos nove anos de idade, foi menino de rua em Brasília (DF) até os 14 anos, vivendo de engraxar sapatos e lavar carros.

Em 1973 formou-se técnico em edificações no Centro de Ensino Técnico de Brasília (Ceteb). Entre 1974 e 1977 trabalhou como desenhista industrial e depois projetista e encarregado técnico em empresas de esquadrias metálicas localizadas nas cidades-satélites de Gama e Taguatinga, no Distrito Federal. Ainda em 1976 concluiu o segundo grau no Centro de Ensino Médio Ave Branca, em Taguatinga. Como projetista, trabalhou, entre 1977 e 1985, na Alcan Alumínio do Brasil S.A., em Brasília, Salvador e Belém.

Em 1985 filiou-se ao Partido da Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). No mesmo ano, tornou-se sócio-proprietário da Alumínio Nobre Ltda. (Alunobre), em Salvador, onde permaneceria até 1988. Um ano antes, em 1987, transferiu-se para o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e, em 1988, tornou-se presidente do diretório municipal em Ibipeba (BA), cargo que ocuparia até 1989.

 Em novembro de 1988, elegeu-se prefeito de Ibipeba. Empossado em janeiro do ano seguinte, exerceu a função até dezembro de 1992. No PSB, foi ainda delegado do Diretório Municipal de Ibipeba, em 1990 e 1991, e membro do Diretório Regional da Bahia.

Em outubro de 1994, elegeu-se deputado federal pela Bahia, tendo como base eleitoral a microrregião do Irecê. Tomou posse em fevereiro de 1995 e participou, durante a legislatura, da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, foi a favor das teses defendidas pela oposição, votando contra a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, a revisão do conceito de empresa nacional, a quebra do monopólio estatal nas telecomunicações, na exploração do petróleo e na distribuição de gás canalizado pelos governos estaduais, e a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), substituto do antigo Fundo Social de Emergência (FSE), criado na legislatura anterior com o objetivo de financiar o plano de estabilização econômica do Executivo (Plano Real).

Na sessão de 24 de julho de 1996, foi contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — sucessora do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, tributo criado como fonte de financiamento da área de saúde.

Elegendo-se prefeito de Irecê em outubro de 1996, foi empossado em 1º de janeiro de 1997, interrompendo seu mandato de deputado federal. Sua vaga na Câmara foi ocupada por Luís Alberto dos Santos, do Partido dos Trabalhadores (PT).

No pleito de 2000, concorreu novamente à prefeitura de Irecê, na legenda do PSB, e venceu a disputa com 50% dos votos válidos, contra os 48, 92% dos votos recebidos pela candidata Ivone Moreira Pimentel, do Partido Social Cristão (PSC).

Em 2004, último ano do seu mandato na prefeitura de Irecê, renunciou para candidatar-se à prefeitura de Ibipeba, desta vez na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em agosto daquele ano, foi flagrado e preso pela polícia em uma praça de Ibipeba, enquanto prometia a populares que se organizavam em fila, medicamentos e exames médicos gratuitos no Hospital Jesus de Nazaré, do qual um de seus filhos era sócio, com o objetivo de obter votos nas próximas eleições. Beto Lélis e sua companheira, Isidora Alves de Souza, foram detidos e, em seguida, denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia à Justiça, por compra de votos. No pleito realizado em outubro, Beto Lélis foi derrotado pelo candidato Nei Amorim de Sousa, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

No pleito de 2006, candidatou-se ao cargo de deputado federal, na legenda do PDT, mas obteve apenas uma suplência. E nas eleições de 2008, voltou a disputar a prefeitura de Irecê, mas desta vez não recebeu nenhum voto válido.

Foi casado com Eliene Vieira Silva, com quem teve seis filhos. Atualmente, está casado com Isidora Alves de Souza.

FONTES: ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA BAHIA. A política dos jornais. (25/9/2009; disponível em: http://www.lideranca.ba.gov.br/index.asp?site=jornais/ver.asp&codigo=13205 ; acessado em: 3/12/2009); Bahia Notícias. (17/11/2009; disponível em: http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2009/11/17/51542,beto-lelis-e-condenado-por-corrupcao-eleitoral.html; acessado em: 3/12/2009); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95 e 14/2/96); Ministério Público do Estado da Bahia. Notícias. (3/8/2004; disponível em: http://www.mp.ba.gov.br/noticias/2004/set_03_crime.asp; acessado em: 3/12/2009).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados