ADOLFO ANTONIO FETTER JUNIOR

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: FETTER JUNIOR
Nome Completo: ADOLFO ANTONIO FETTER JUNIOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FETTER JÚNIOR

FETTER JÚNIOR

*dep. fed. RS 1991-.

Adolfo Antônio Fetter Júnior nasceu em Pelotas (RS) no dia 21 de janeiro de 1954, filho de Adolfo Antônio Fetter e de Olenka Mota Fetter.

Iniciou sua atuação política em 1972, filiando-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Proprietário rural, no ano seguinte ingressou nos cursos de agronomia e de administração de empresas da Universidade Federal de Pelotas. Ainda em 1973, fundou um comitê do American Field Service em sua cidade natal, tendo sido seu presidente até 1976, ano em que se formou. Participou do movimento estudantil, tendo sido presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade local.

Em 1977, iniciou mestrado em administração pública na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, obtendo o título em 1978, ano em que se tornou membro da Assessoria e do Departamento de Planejamento e Coordenação do Banco Nacional da Habitação (BNH), também no Rio de Janeiro.

Em 1980, concluiu o doutorado em ciência política na Universidade René Descartes, em Paris, França. De volta ao Brasil, chefiou a divisão do plano de aplicações do departamento de planejamento e análises de custo do BNH, durante 1981 e 1982. No Rio de Janeiro, foi ainda professor da Faculdade Centro Educacional de Niterói e da Universidade Santa Úrsula, além de ter coordenado os cursos de pós-graduação em engenharia econômica das Faculdades Integradas Estácio de Sá. Retornando a Pelotas em 1982, tornou-se professor da Universidade Católica de Pelotas e assessor da Superintendência do Desenvolvimento da Região Sul (Sudesul).

Em novembro de 1982, elegeu-se vereador em Pelotas na legenda do Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Aliança Renovadora Nacional (Arena). Empossado em fevereiro, tornou-se um dos vice-líderes da bancada e membro da Comissão de Orçamento e Finanças e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a atuação do Executivo municipal. Teve o mandato de vereador prorrogado por dois anos pelo Congresso Nacional, medida que serviu para desvincular as eleições municipais dos pleitos estaduais e federais.

Em Pelotas, Fetter foi ainda presidente do Centro de Pesquisas da Agroindústria (1984-1985) e diretor da Associação de Engenheiros Agrônomos (1984-1987) e da Associação de Administradores (1985-1987), além de ter presidido o diretório do PDS local (1985-1986). Em novembro de 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte na legenda do PDS, mas só obteve uma suplência. Encerrou sua primeira experiência legislativa em 31 de dezembro de 1988, ao final de seu mandato como vereador. Voltou a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados em outubro de 1990, na legenda do PDS.

Eleito, quase teve seu registro cassado por ter feito propaganda na televisão antes do período permitido pela legislação. Superado o incidente, tomou posse em fevereiro de 1991, tornando-se membro titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara. Como suplente, integrou a Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior, a Comissão de Agricultura e Política Rural e a CPI criada para analisar a reforma administrativa do governo federal e o fechamento de agências e postos de serviço do Banco do Brasil.

Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro, antes mesmo da conclusão do processo pelo Senado, sendo substituído pelo vice-presidente Itamar Franco, que vinha exercendo a função interinamente desde 2 de outubro.

Também em 1992, Fetter tornou-se membro da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercado Comum do Sul (Mercosul) — da qual seria vice-presidente em 1994 — e foi suplente da CPI do Congresso que investigou denúncias de irregularidades envolvendo a Companhia Na-cional de Abastecimento.

Com a abertura dos trabalhos legislativos de 1993, foi indicado para presidir a Subcomissão de Política Agrícola da Câmara. Em abril, ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), nascido da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC), vindo a assumir, em Brasília, a presidência da Fundação Mílton Campos, vinculada à agremiação. Ainda em 1993, participou de missões oficiais na França e na Espanha e integrou a CPI do Congresso instituída para analisar possíveis irregularidades na execução do Programa Nacional de Desestatização do governo de Itamar Franco (1992-1994).

Em 1994, Fetter foi titular da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso e suplente da CPI que apurou denúncias de fuga de capitais e evasão de divisas do país. Votou contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e a favor do voto facultativo e da instituição do Fundo Social de Emergência (FSE). Criados com o objetivo de financiar o Plano de Estabilização Econômica do governo federal, o IPMF e o FSE seriam prorrogados na legislatura posterior.

Em outubro de 1994, Fetter Júnior reelegeu-se deputado federal na legenda do PPR. Em janeiro, ainda durante seu primeiro mandato, licenciou-se da Câmara para assumir a Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul, no governo de Antônio Brito, sendo substituído por Pratini de Morais.

Com o início da nova legislatura em fevereiro de 1995, Fetter tomou posse e solicitou nova licença para poder continuar atuando no governo gaúcho, e dessa vez seu lugar foi ocupado por Júlio Redecker. Em agosto de 1995, ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB), surgido da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP).

Reassumindo sua cadeira na Câmara em janeiro de 1996, foi suplente na Comissão de Agricultura e Política Rural e vice-presidente da Comissão de Finanças e Tributação.

Em fevereiro de 1997 votou a favor da emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores de estado e presidente da República e, em novembro, ao destaque ao projeto de reforma administrativa do Executivo federal que instituiu a possibilidade de demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal.

No ano seguinte, tornou-se membro da direção nacional do PPB e, em outubro de 1998, elegeu-se novamente à Câmara, na coligação formada pelo PPB e pelo Partido Liberal (PL). Em novembro, apoiou a adoção de um limite máximo para as aposentadorias do setor público e também foi favorável à instituição da idade mínima e do tempo de contribuição como critério nas concessões dos benefícios para os trabalhadores da iniciativa privada. Assumiu seu novo mandato em fevereiro de 1999.

Nas eleições de 2002 candidatou-se novamente ao cargo de deputado federal pelo PPB, mas apesar de receber cerca de 78 mil votos, não foi eleito.

Nas eleições municipais de 2004, já agora no Partido Progressista (PP), sigla que substituiu a do PPB, foi eleito vice-prefeito da cidade de Pelotas na coligação vitoriosa liderada por Bernardo de Sousa, do Partido Popular Socialista (PPS), e que reunia, além do PP, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Verde (PV). Em 2006, Fetter Júnior assumiu a prefeitura, devido à renúncia de Bernardo de Sousa por problemas de saúde.

Nas eleições de 2008, foi reeleito pelo PP prefeito da cidade, numa disputa acirrada. Segundo colocado no primeiro turno, Fetter virou na segunda volta e venceu o ex-prefeito da cidade Fernando Marroni, do Partido dos Trabalhadorees (PT).

Foi ainda funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF) em Pelotas.

Casou-se com Leila Maria Wulff Fetter, com quem teve quatro filhas.

Além de vários artigos sobre política para o jornal Diário da Manhã e sobre a Constituinte para o Diário Popular, publicou Administração para o desenvolvimento: conceitos, relações e estratégias; Modernização administrativa; A adequação e a significância da atuação do sistema financeiro da habitação à realidade habitacional urbana brasileira: período 1970-1978 (tese), e A representatividade da Câmara Municipal de Pelotas: período 1947-1983.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1995-1999); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1991-1995); Diário Popular (online). Disponível em : <http://srv-net.diariopopular.com.br/>. Acesso em 19 out. 2009; Folha de S. Paulo (18/9/94, 5/2, 29/9, 10/10 e 11/11/98, 2/2/99); Globo (6/12/90); IstoÉ/Senhor/Perfil parlamentar brasileiro; ; TRIB. REG. ELEIT.-RS. Candidatos (1998); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : < (http://www.camara.gov.br/>. Acesso em : 19 out. 2009;  acessado em 19/10/2009); PortalPortal do TER-RS. Resultado da eleição 1998. Disponível em : http://www.tre-rs.gov./eleicao/1998/ index.html>. Acesso em 19 out. 2009;  Diário Popular (http://srv-net.diariopopular.com.br/ acessado em 19/10/2009); Portal Zero Hora (online). Disponível em : < (http://zero hora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=capa_online>. Acesso em : 19 out. 2009. acessado em 19/10/2009)

.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados