Agostinho César Valente

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Nome: VALENTE, Agostinho
Nome Completo: Agostinho César Valente

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

VALENTE, Agostinho

*dep. fed. MG 1991-1995.

Agostinho César Valente nasceu em Alvorada (MG) no dia 28 de agosto de 1948, filho do escrivão Antônio D’Oliveira Valente e de Geralda Alves Valente.

Em 1968 concluiu o curso secundário no Colégio Estadual Euclides da Cunha, em Vitória da Conquista (BA), e dois anos depois iniciou o curso de direito na Faculdade Cândido Mendes no Rio de Janeiro, concluído em 1974.

Advogado do Banco do Brasil em Juiz de Fora (MG) e, posteriormente, presidente do sindicato dos bancários do município, em 1980 foi membro fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) na cidade. Dois anos depois, em novembro, candidatou-se por essa legenda a prefeito de Juiz de Fora, mas foi derrotado. No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado estadual constituinte de Minas Gerais. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos legislativos como vice-líder (1987) e líder (1988) do PT na Assembléia Legislativa, vice-presidente da Comissão de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, membro titular da Comissão de Serviço Público, da Comissão de Constituição e Justiça, da Comissão de Defesa do Consumidor, da Comissão Mista para estudos de leis complementares, da Comissão de Administração Pública e representante do PT na Comissão Preparatória da Constituição Mineira.

No pleito de outubro de 1990, candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, pela legenda do PT. Eleito, deixou o mandato estadual em janeiro seguinte, ao final da legislatura, e em fevereiro, assumiu sua cadeira na Câmara, participando dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.

Na sessão da Câmara dos Deputados, em 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com esquema de corrupção comandado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, e foi efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Ainda nessa legislatura, nas votações importantes no Congresso Nacional, Valente votou a favor do fim do voto obrigatório (rejeitado) e contra a instituição do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), contribuição de 0,25% que incidia sobre operações bancárias, e do Fundo Social de Emergência (FSE), que concedeu ao Executivo margem de autonomia na alocação de recursos, autorizando-o a retirar verbas originalmente destinadas aos ministérios da Saúde e da Educação.

Candidatando-se à reeleição no pleito de outubro de 1994, pela legenda do PT, não foi bem-sucedido, obtendo apenas a quarta suplência. Com isso, deixou a Câmara dos Deputados ao final da legislatura em 31 de janeiro de 1995. Neste ano, tornou-se assessor parlamentar do prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias, permanecendo no cargo até 2003. Em outubro de 1998, candidatou-se a uma vaga na Assembléia Legislativa mineira, pelo PT, mas não foi eleito. Em janeiro de 1999, após a posse de Itamar Franco no governo de Minas Gerais, tornou-se assistente da Diretoria de Gestão Empresarial de Central Energética de Minas Gerais (Cemig).

Em 2000 tentou se eleger prefeito de Juiz de Fora, sempre pelo PT, mas não obteve êxito.

Casou-se com Margareth Lacerda Mouço Valente, com quem teve dois filhos.

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, 1995-1999); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); Portal da ALMG. Diário do Legislativo; Tribuna de Minas (18/2/03); TRIB.SUP. ELEIT. Eleições (2000).

 

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