AGUINALDO BOULITREAU FRAGOSO

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Nome: FRAGOSO, Boulitreau
Nome Completo: AGUINALDO BOULITREAU FRAGOSO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FRAGOSO, BOULITREAU

FRAGOSO, Boulitreau

*diplomata; emb. Bras. Argentina 1958-1963; emb. Bras. Portugal 1964-1966.

 

Aguinaldo Boulitreau Fragoso nasceu em Recife no dia 3 de março de 1907, filho do diplomata Luís Eulálio Fragoso e de Maria Luísa Boulitreau Fragoso.

Ingressou na carreira diplomática em 1934 como cônsul de terceira classe, tornando-se no mesmo ano oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, José Carlos de Macedo Soares (1934-1936). Em 1936 foi promovido a cônsul de segunda classe e designado segundo-secretário da legação brasileira em Berna (Suíça). No ano seguinte passou a servir, no mesmo cargo, na embaixada brasileira no Peru. Em 1938, ainda na mesma função, trabalhou na embaixada brasileira nos Estados Unidos e em 1940 integrou a delegação do Brasil à II Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada em Havana (Cuba).

Em 1942 voltou ao Brasil para assumir o cargo de oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores Osvaldo Aranha (1938-1944). Em janeiro desse mesmo ano foi auxiliar de secretaria na III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, dessa vez realizada no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Essa reunião recomendou a todos os países do continente a ruptura de relações diplomáticas com os países do Eixo (Alemanha, Itália, Japão) envolvidos na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Já no dia 28 daquele mês, o Brasil cumpriu a recomendação, também prontamente acatada pela maioria das nações americanas.

Promovido a primeiro-secretário em 1943, passou a exercer a função no ano seguinte na embaixada do Brasil em Washington. Ainda em 1944 foi secretário-geral da delegação brasileira à Conferência Monetário-Financeira das Nações Unidas, realizada em Bretton Woods (EUA). Em 1945 foi secretário das delegações brasileiras participantes da Conferência Internacional sobre Problemas da Guerra e da Paz, realizada na Cidade do México, e da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em São Francisco (EUA). Entre os dias 5 e 21 de setembro desse mesmo ano exerceu interinamente a função de encarregado de negócios na embaixada brasileira em Washington. Em 1946 passou a integrar a Comissão Consultiva de Emergência para a Defesa Política do Continente, reunida em Montevidéu, e a partir de fevereiro do ano seguinte tornou-se assessor do delegado do Brasil nessa comissão. Ainda em 1947 foi assistente do secretário-geral da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente, realizada no Rio de Janeiro, e exerceu interinamente a função de primeiro-secretário na embaixada do Brasil no Uruguai. No ano seguinte foi efetivado nessa função, deixando de integrar a comissão.

Foi promovido a conselheiro em 1949, função que exerceu na embaixada brasileira em Montevidéu. Ainda nesse mesmo ano voltou ao Brasil para chefiar a Divisão de Pessoal do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e foi promovido a ministro de segunda classe. Em 1950 passou a chefiar a Divisão de Cerimonial do Itamarati e no ano seguinte integrou a comissão organizadora do I Congresso da União Latina, realizado no Rio de Janeiro. Em 1952 integrou a comissão organizadora da VIII Assembléia Interamericana de Mulheres, reunida no Rio de Janeiro, e foi delegado substituto do Brasil à VII Sessão da Assembléia Geral da ONU, realizada em Nova Iorque. Em 1953 deixou a Divisão de Cerimonial para assumir a chefia do gabinete do ministro das Relações Exteriores Vicente Rao (1953-1954). No mesmo ano tornou-se chefe do Departamento de Administração do MRE, cargo que exerceu até 1955, quando foi promovido a ministro de primeira classe, tornando-se embaixador do Brasil no Panamá. Deixou o Panamá em 1958 e em setembro do mesmo ano foi designado embaixador brasileiro na Argentina, em substituição a Marcos Tancredo Borges da Fonseca. Chefiou a delegação do Brasil à Reunião de Salto Grande, realizada em 1960, e foi delegado brasileiro à VII Assembléia Geral do Instituto Pan-Americano de Geografia e História, realizada em Buenos Aires em 1961. Deixou a embaixada brasileira na Argentina em 1963, substituído por Luís Leivas Bastian Pinto, retornando ao Brasil para assumir a Secretaria Geral de Política Exterior do MRE.

Durante o governo do presidente da República João Goulart (1961-1964), exerceu interinamente a função de ministro das Relações Exteriores, em substituição a João Augusto de Araújo Castro (1963-1964), de agosto a setembro e de outubro a novembro de 1963 e em março de 1964, quando foi deflagrado o movimento político-militar que depôs o presidente Goulart. Nesse período, exerceu também a presidência da Comissão de Planejamento Político.

Em junho de 1964 foi nomeado embaixador do Brasil em Portugal e no ano seguinte participou da missão comercial brasileira à África. Em 1966 deixou o cargo, retornando ao Brasil. No ano seguinte representou o MRE no Conselho Deliberativo Superior da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e participou da comissão encarregada da revisão das normas do cerimonial da República. Ainda em 1967 foi nomeado embaixador do Brasil na Venezuela, e no ano seguinte assumiu cumulativamente a mesma função em Port of Spain (Trinidad e Tobago). Deixou essas representações em 1969, tornando-se no ano seguinte embaixador do Brasil na Suíça, posto em que permaneceu até 1971.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de março de 1978.

Era casado com Corina Ifigênia Pessoa, com quem teve um filho.

 

 

FONTES: Encic. Mirador; ENTREV. BIOG.; Jornal do Brasil (19/3/78); MIN. REL. EXT. Anuário (1971).

 

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