AGUINALDO TIMOTEO PEREIRA

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Nome: TIMÓTEO, Aguinaldo
Nome Completo: AGUINALDO TIMOTEO PEREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Timóteo, Aguinaldo

TIMÓTEO, Aguinaldo

* dep. fed. RJ 1983-1987 e 1995-1996.

 

Aguinaldo Timóteo Pereira nasceu em Caratinga (MG) no dia 29 de outubro de 1936, filho do funcionário público José Timóteo Pereira e de Catarina Maria Passos.

De origem humilde, estudou até o terceiro ano primário na Escola Técnica de Comércio Nossa Senhora das Graças. Torneiro mecânico, exerceu o ofício no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), em Caratinga, no ano de 1962, e no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em Governador Valadares (MG). Ainda na década de 1960, após ter trabalhado como motorista da cantora Ângela Maria, iniciou carreira artística, tornando-se, também, um cantor de sucesso.

Morador no Rio de Janeiro, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e ganhou, com mais de 500 mil votos, a eleição para deputado federal em novembro de 1982. Sua estréia na tribuna da Câmara, em fevereiro de 1983, ficou foi marcada pela frase “Alô mamãe”, ao simular um telefonema para sua própria casa.

Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição – faltaram 22 votos para que fosse elevada à apreciação do Senado – no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Timóteo, que já vinha destoando da linha oposicionista do partido pelo qual foi eleito, votou no candidato do PDS, Paulo Maluf, favorável ao regime militar.

Rompido com o líder máximo do PDT, o então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, e expulso do partido, ingressou no PDS, cumprindo o restante de seu mandato. Sem ter postulado a reeleição no pleito de novembro de 1986, deixou a Câmara no fim da legislatura, em janeiro de 1987, retornando à vida artística.

Voltou a disputar mandato eletivo em outubro de 1990, quando se candidatou ao governo do Rio de Janeiro, perdendo justamente para Brizola, vencedor no primeiro turno.

Em abril de 1993 transferiu-se para o Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Um ano depois foi acusado pelo Ministério Público de ter recebido doações do jogo do bicho para sua campanha eleitoral. Na ocasião, foi divulgada uma lista de propinas apreendida na residência do contraventor Castor de Andrade e da qual constava o seu nome. Sem negar o fato, declarou que o bicheiro era o seu “pai branco” e se apresentou como vítima de discriminação racial.

O inquérito acabou arquivado. Em outubro de 1994 candidatou-se novamente a deputado federal, obtendo votação inexpressiva. Diante da suspeita de fraude, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) impugnou as eleições e convocou novo pleito. Em 15 de novembro do mesmo ano, seu desempenho nas urnas foi melhor, suficiente para conquistar a primeira suplência, o que lhe permitiu chegar à Câmara em maio de 1995.

Substituindo o deputado Amaral Neto licenciado por motivos de saúde, Timóteo atuou como titular nas comissões de Defesa do Consumidor, de Meio Ambiente e das Minorias, e junto à comissão especial criada para analisar a proposta de abertura de cassinos no país. Adversário dos partidos de esquerda, ainda no início da legislatura chamou o presidente  do  Partido  dos  Trabalhadores (PT), Luís Inácio Lula da Silva, também torneiro mecânico, de “incompetente”, por este ter perdido um dos dedos num acidente de trabalho quando ainda exercia a profissão.

Em agosto de 1995 filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), surgido da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP). Em outubro, com a morte de Amaral Neto, foi efetivado na Câmara. Ainda neste ano, esteve ausente da sessão que aprovou o fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado, mas apoiou a quebra do monopólio nas telecomunicações e na exploração de petróleo. Também votou a favor da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; da revisão do conceito de empresa nacional; e da prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), antigo Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiria ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados à saúde e à educação

Em 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), sucessora do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte de recursos suplementares destinados à saúde. Em julho tornou-se membro das comissões de Viação e Transportes e de Direitos Humanos.

Em outubro de 1997, concorreu a uma cadeira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pela legenda do PPB, alcançando a maior votação do partido. Renunciando ao mandato federal, assumiu a cadeira de vereador em janeiro de 1997. Foi substituído na Câmara dos Deputados pelo suplente Osmar Leitão.

Solteiro, Agnaldo Timóteo não teve filhos.

Publicou  Alô, mamãe - o garoto de Caratinga (1983) e A verdade, doa a quem doer.

 

Verônica Veloso/Luís Otávio de Sousa

 

Fontes: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987 e 1995-1999); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1995-1999); Folha de São Paulo (4/5/95, 14/1/96 e 30/1/97); Globo (1 e 26/4/94; 16/1 e 3/5/95); Jornal do Brasil (4/5 e 18/10/95).

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