AIRES, DARCILIO

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Nome: AIRES, Darcílio
Nome Completo: AIRES, DARCILIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AIRES, DARCÍLIO

AIRES, Darcílio

*dep. fed. RJ 1975-1986.

 

Darcílio Aires Raunheitti nasceu em Nova Iguaçu (RJ) no dia 24 de abril de 1924, filho de José Raunheitti e de Ducelília de Moura Raunheitti. Seu irmão Fábio Raunheitti também seguiu a carreira política, exercendo o mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1987 e 1994.

Serventuário da Justiça, disputou em 1962 uma cadeira na Assembléia Legislativa fluminense na legenda da União Democrática Nacional (UDN), obtendo a quinta suplência. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2) em 27 de outubro de 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964, elegendo-se deputado estadual para a legislatura de 1971 a 1975.

Membro do diretório regional da Arena fluminense, foi vice-líder do partido, membro das comissões de Educação e Cultura e de Orçamento, e presidente do Instituto de Previdência e Aposentadoria da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Em novembro de 1974, elegeu-se deputado federal exercendo o mandato de fevereiro de 1975 a janeiro de 1979. Nesse período, integrou a Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Reeleito em 1978, iniciou novo mandato em 1979, retornando à mesma comissão.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu a Arena. Em abril de 1981, defendeu a prorrogação dos mandatos dos governadores, senadores e deputados e o adiamento das eleições de 1982 para 1986. Nas eleições de novembro de 1982, elegeu-se mais uma vez deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro, assumindo o mandato em fevereiro.

Darcílio Aires opôs-se à emenda Dante de Oliveira apresentada na Câmara em 25 de abril de 1984, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis para sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado ao Senado — a sucessão do presidente João Figueiredo ficou para ser decidida através da realização de um Colégio Eleitoral, solução que vinha sendo adotada desde a instauração do regime militar.

Partidário da candidatura de Mário Andreazza à presidência da República, Aires integrou, no Rio de Janeiro, o grupo de coordenadores da campanha do então ministro do Interior, derrotado na convenção nacional do PDS realizada em agosto de 1984, que escolheu Paulo Maluf como candidato oficial do partido. No mesmo período, a oposição reunida na Aliança Democrática — coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal — lançou o nome do ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, e para a vice-presidência o senador José Sarney.

De acordo com a deliberação de seu partido, Aires votou em Maluf no Colégio Eleitoral de 15 de janeiro de 1985 que elegeu Tancredo Neves à presidência da República. Contudo, por motivo de doença, o ex-governador mineiro não assumiu a presidência, falecendo em 21 de abril. Foi substituído pelo vice-presidente José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Darcílio Aires faleceu em Nova Iguaçu no dia 11 de fevereiro de 1986, em pleno exercício do mandato de deputado federal.

Casou-se com Jaci Leal da Silva Raunheitti, com quem teve um filho.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979, 1979-1983, 1983-1987); Globo (23/4/81, 26/4/84, 16/1/85, 13/2/88); Jornal do Brasil (13/2/88); NÉRI, S. 16; Perfil (1980); Veja (2/5/84).

 

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