Albérico Cordeiro da Silva

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Nome: CORDEIRO, Albérico
Nome Completo: Albérico Cordeiro da Silva

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CORDEIRO, Albérico

*jornalista; dep. fed. AL 1979-1987; const. 1987-1988; dep. fed. AL 1987-1991 e 1995-2000.

 

Albérico Cordeiro da Silva nasceu em Pilar (AL) no dia 28 de setembro de 1941, filho de José Correia da Silva e de Benedita Félix Cordeiro da Silva.

Iniciou os cursos de economia e de direito na Universidade de Brasília (UnB), sem chegar a completá-los. Graduado em comunicação social na mesma universidade, trabalhou como jornalista no Correio Brasiliense, no Jornal de Brasília, na TV Brasília e na TV Manchete. Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas de Brasília e, em 1974, tornou-se servidor público civil do Senado Federal. De volta a seu estado natal, trabalhou no Jornal de Alagoas e na Gazeta de Alagoas, em Maceió.

Em 1978 filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e candidatou-se deputado federal nas eleições de novembro. Eleito, assumiu uma cadeira na Câmara em fevereiro do ano seguinte. Foi titular da Comissão de Comunicação, suplente da Comissão de Serviço Público e membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Petrobras, a Light e o sistema energético. Após a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que ocupou o espaço da Arena. Participou da CPI que investigou as causas e consequências das cheias do rio São Francisco, foi suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e da Comissão do Interior da Câmara dos Deputados. Foi também vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor.

Reelegeu-se em novembro de 1982, quando afirmou ser favorável a uma reforma tributária, ao voto distrital puro, à legalização do jogo com restrições, às eleições diretas e à reforma agrária nos termos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Iniciando novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1983, foi suplente da Comissão de Educação e Cultura e segundo-vice-presidente da Comissão de Esporte e Turismo. Em 25 de abril de 1984, manifestou-se favorável à emenda Dante de Oliveira que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos necessários para sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal —, a sucessão presidencial foi mais uma vez decidida por via indireta. No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, apoiado pela Aliança Democrática, união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Eleito presidente da República, Tancredo não chegou contudo a ser empossado por motivo de doença, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já exercia interinamente o cargo desde 15 de março.

Transferindo-se para o Partido da Frente Liberal (PFL), ainda nessa legislatura Albérico Cordeiro foi titular da Comissão de Minas e Energia, suplente da CPI sobre o Polo Petroquímico do Sul, titular da Comissão de Comunicação e segundo-secretário do PFL. Apoiado pelo governador José Tavares, e tendo como principal reduto eleitoral a cidade de Arapiraca (AL), foi eleito deputado federal constituinte em novembro de 1986. Empossado em 1º de fevereiro de 1987, quando se iniciaram os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, participou da Subcomissão dos Direitos Políticos, da Comissão dos Direitos Coletivos e Garantias do Homem e da Mulher. Nas principais votações da Constituinte, manifestou-se contra a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a proibição do comércio de sangue, a estabilidade do dirigente sindical, o direito de greve irrestrito e a limitação dos encargos para a dívida externa. Votou a favor da estabilidade no emprego, do turno ininterrupto de seis horas, da nacionalização do subsolo, do rompimento de relações diplomáticas com países que adotam política de discriminação racial, da pena de morte, da criminalização do aborto, do aviso prévio proporcional, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do mandato de cinco anos para Sarney e da anistia aos micro e pequenos empresários. Com a promulgação da nova Carta em 5 de outubro de 1988, passou a exercer apenas o mandato ordinário.

Em janeiro de 1991, deixou a Câmara depois de ter obtido uma suplência na eleição de outubro do ano anterior. Voltou a exercer o mandato entre 5 e 31 de janeiro de 1995, no fim da legislatura, no lugar do deputado Luís Dantas, que assumiu a Secretaria de Indústria e Comércio de Alagoas no governo de Divaldo Suruagy. Como tinha sido eleito deputado federal em outubro de 1994, agora na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), voltou à Câmara para um novo mandato em fevereiro de 1995. Designado membro da Comissão de Orçamento, Desenvolvimento Urbano e Interior, foi também suplente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, assim como da CPI de Direitos Autorais. Foi ainda titular da comissão mista da medida provisória sobre o acordo antidumping,

Durante a votação das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), acompanhou a base parlamentar governista. Foi favorável à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo e ao fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado. Também apoiou a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e o fim de todas as diferenças jurídicas entre as empresas de capital nacional e de capital estrangeiro. Votou a favor da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar 20% da arrecadação de impostos sem que essas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação. Manifestou-se a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, em substituição ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF).

Em outubro de 1996 foi candidato a prefeito de Maceió numa coligação encabeçada pelo PTB, que reunia ainda o PMDB e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Classificado em terceiro lugar, apoiou no segundo turno a candidatura da vereadora Heloísa Helena, do Partido dos Trabalhadores (PT), que foi derrotada por Kátia Born, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ainda na Câmara, em 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos e da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Reeleito no pleito de outubro de 1998 na legenda do PTB, em novembro seguinte votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e contra o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens fundamentais para a definição da reforma da Previdência. Iniciou novo mandato na Câmara em fevereiro de 1999, mas, eleito prefeito de Palmeira dos Índios no pleito de outubro de 2000, em 29 de dezembro renunciou e em 1° de janeiro de 2001 foi empossado prefeito. Reeleito em 2004, deixou o cargo em janeiro de 2009 quando teve fim o mandato.

Faleceu em Coruripe (AL) em 23 de abril de 2010, vítima de acidente automobilístico.   

 

Fátima Valença

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1979-1983, 1983-1987, 1991-1995); Correio Brasiliense (18/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87, 18/9/94, 31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 29/9/98); Globo (24 e 26/9/96); Jornal do Brasil (5/12/96); Portal da Câmara dos Deputados http://www2.camara.gov.br/deputados/index.html/loadFrame.html acesso em 14/10/09; Portal Acha http://www.achanoticias.com.br/noticia.kmf?noticia=7175696 acesso em 14/10/09; http://tudoglobal.com/blog/capa/43006/alberico-cordeiro-morre-em-acidente.html acesso em 15/07/10.

 

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