ALBERTO FRANCISCO TORRES

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Nome: TORRES, Alberto
Nome Completo: ALBERTO FRANCISCO TORRES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TORRES, ALBERTO

TORRES, Alberto

*jornalista; dep. fed. RJ 1955-1959.

 

Alberto Francisco Torres nasceu em Niterói (RJ) no dia 9 de setembro de 1912, filho de Antônio Francisco Torres e de Maria Zulmira Torres. Seu irmão, o general Paulo Francisco Torres, foi governador do Acre no período de 1955 a 1956 e do Rio de Janeiro de 1964 a 1966, e senador pelo Rio de Janeiro de 1967 a 1975. Seu outro irmão, Acúrcio Torres, foi deputado à Assembléia Nacional Constituinte em 1934 e 1946 e deputado federal de 1935 a 1937 e de 1946 a 1951.

Estudou no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil.

Jornalista, foi sucessivamente eleito deputado estadual no estado do Rio de Janeiro nos pleitos de 1947 e outubro de 1950, na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Paralelamente exerceu a advocacia nas comarcas de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em 1951 tornou-se conselheiro e presidente seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no antigo estado do Rio de Janeiro, permanecendo nessas funções até 1953. Em 1954 tornou-se diretor-presidente do Grupo Fluminense de Comunicação — grupo que engloba o jornal O Fluminense e a Rádio Difusora Fluminense. Em outubro desse mesmo ano foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda da UDN.

Deixando sua cadeira na Assembléia Legislativa, assumiu seu mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1955. Neste ano, acumulou ao seu mandato de deputado federal, as funções de jornalista e a de professor titular de direito constitucional na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Petrópolis. Em abril de 1958 tornou-se vice-líder da UDN. Nessa legislatura foi ainda vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os efeitos ocasionados sobre a economia brasileira pela Instrução nº 113 da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), em 1958.

No pleito de outubro desse ano foi eleito suplente de deputado federal, deixando a Câmara dos Deputados em fevereiro de 1959, ao final de seu mandato. Em 1961, no governo de Jânio Quadros, foi nomeado chefe de gabinete do ministro da Educação, Brígido Tinoco.

No pleito de outubro de 1962, foi novamente eleito suplente de deputado federal pelo Rio de Janeiro na legenda da UDN. Após o movimento político-militar de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar. Nessa legenda foi sucessivamente eleito deputado estadual nos pleitos de novembro de 1966, novembro de 1970 e novembro de 1974. Permaneceu na Assembléia fluminense até janeiro de 1979.

Em 1980, foi eleito secretário-geral do Instituto de Advogados Brasileiros, função que exerceu até 1981. Em 1984, tornou-se membro do conselho de administração da Associação Nacional de Imprensa (ANI), e membro do conselho universitário da Universidade Federal Fluminense.

Foi, também, presidente da Academia Fluminense de Letras, e da Associação de Empresas de Radiodifusão do Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de sócio honorário e benemérito de diversas instituições e entidades, dentre elas a União dos Professores Primários Estaduais, a Associação de Assistência Judiciária, a Academia Niteroiense de Letras e a Ordem dos Velhos Jornalistas.

Faleceu em Niterói no dia 25 de novembro de 1998.

Era casado com Dolores Brochado Torres, com quem teve uma filha.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados federais. Inventário; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; ENTREV. BIOG.; Globo (26/11/98); INF. Alexandre Torres Amora; NÉRI, S. 16; SALES, D. Razões; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1 2, 3, 4, 6, 8 e 9).

 

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