ALBERTO, LUIS

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Nome: ALBERTO, Luís (PR)
Nome Completo: ALBERTO, LUIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ALBERTO, Luís

*sen. PR 1992-1993 e 1995-1996.

 

Luís Alberto Martins de Oliveira nasceu em Clevelândia (PR) no dia 2 de julho de 1947, filho de Cândido Machado de Oliveira Neto e de Jupira Martins de Oliveira. Seu irmão, Cândido Martins de Oliveira, foi secretário da Educação e secretário de Segurança Pública do Paraná no governo Jaime Lerner (1995-2000).

Formou-se em direito pela Universidade Federal do Paraná.

Em 1965, iniciou a carreira no serviço público como funcionário efetivo da Assembléia Legislativa do estado. Já formado, exerceu o cargo de procurador da Assembléia, de 1972 a 1973. Nesse último ano, tornou-se chefe de gabinete da Fundação Educacional do Estado do Paraná e assessor especial do secretário de Educação e Cultura do governo Emílio Hoffmann, permanecendo nas duas funções até 1975.

Em novembro de 1974, foi eleito deputado estadual na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Foi reeleito em 1978 e, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979, e a posterior reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que sucedeu à Arena. Sucessivamente reeleito, foi líder do PDS na Assembléia de 1982 a 1990, e presidente do diretório regional do partido e da União Parlamentar Interestadual de 1986 a 1990.

Suplente de José Eduardo de Andrade Vieira, eleito senador em 1990 com apoio de coligação encabeçada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumiu o mandato em novembro de 1992, quando o titular foi nomeado ministro da Indústria, Comércio e Turismo do governo Itamar Franco (1992-1995). No Senado, participou das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania, de Assuntos Sociais e de Relações Exteriores.

Em novembro de 1993, atuando na Subcomissão de Patrimônio da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento, solicitou o sequestro dos bens daqueles que tivessem “indícios suficientes de enriquecimento ilícito, sonegação fiscal e corrupção”. No mês seguinte, a partir de diligências no Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS), concluiu que diversos sindicatos haviam recebido subvenções do Orçamento da União destinadas a instituições filantrópicas. Considerando irregulares os repasses e a prestação de contas, defendeu a investigação nessas instituições e apresentou à CPI do Orçamento uma lista de 40 parlamentares que estariam envolvidos na liberação daquelas verbas. Sugeriu a realização, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de uma auditoria por amostragem em um sindicato rural e um urbano de cada estado. Propôs ainda que, se fosse constatada irregularidade, fosse solicitada à CPI a quebra do sigilo bancário dos diretores dessas instituições.

Em 23 de dezembro de 1993, licenciou-se do Senado para presidir a Companhia Telefônica do Paraná (Telepar). Voltou a assumir o mandato em janeiro de 1995, com a nomeação de José Eduardo Andrade Vieira para o Ministério da Agricultura do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1999). Atuou, então, nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e de Fiscalização e Controle. Com a saída de Andrade Vieira da pasta da Agricultura em 30 de abril de 1996, cedeu-lhe o lugar no Senado.

Em 1997, foi nomeado secretário especial pelo governador do Paraná, Jaime Lerner (1995-1999). No início de 1998, assumiu a chefia da Casa Civil do governo paranaense. Deixou o cargo no começo de 1999, quando teve início o segundo governo de Jaime Lerner. Desde então, passou a se dedicar à atividade agropecuária em suas fazendas no sudoeste do Paraná.

Casou-se com Elizabeth Maria de Aguiar Maia, com quem teve quatro filhos.

Publicou Verdades políticas (1984) e A UPI e o poder constituinte nos estados (1987).

 

FONTES: Estado de S. Paulo (14/12/93); Folha de S. Paulo (18/11/93); Globo (12 e 14/12/93, 2/6/96); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (14 e 15/12/93, 5/3/96); SENADO. Dados biográficos (1995).

 

 

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