ALBUQUERQUE, EPITACIO PESSOA CAVALCANTI DE

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Nome: ALBUQUERQUE, Epitácio Pessoa Cavalcanti de
Nome Completo: ALBUQUERQUE, EPITACIO PESSOA CAVALCANTI DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALBUQUERQUE, EPITÁCIO PESSOA CAVALCANTI DE

ALBUQUERQUE, Epitácio Pessoa Cavalcanti de

*jornalista; sen. PB 1950-1951.

 

Epitácio Pessoa Cavalcanti de Albuquerque nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 22 de junho de 1911, filho de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Luísa Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Seu tio-avô, Epitácio da Silva Pessoa, foi presidente da República de 1919 a 1922. Seu pai, presidente da Paraíba de 1928 a 1930 e candidato derrotado à vice-presidência da República na chapa da Aliança Liberal, foi assassinado em Recife em 27 de julho de 1930. Esse episódio contribuiu para a eclosão da Revolução de 1930, na qual seus tios Aristarco Pessoa Cavalcanti de Albuquerque e José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, ambos militares, desempenharam importantes papéis. Também era sobrinho de Cândido Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1935 e 1937.

Depois de fazer seus estudos básicos nos colégios Santo Inácio e Anglo-Americano, em sua cidade natal, em 1932 “Epitacinho”, como era conhecido, foi comissionado no posto de tenentes da Força Pública da Paraíba, integrando o destacamento comandado pelo general Valdomiro Lima que combateu a Revolução Constitucionalista de São Paulo até a assinatura do armistício em outubro desse ano. Retornando aos estudos no Rio de Janeiro, bacharelou-se pela Faculdade Nacional de Direito em 1937, ano em que Getúlio Vargas implantou o Estado Novo. Apesar de grande amigo do presidente e defensor do regime, Epitácio Pessoa de Albuquerque manteve-se na oposição ao governo da Paraíba entre 1935 e 1940 — período em que Argemiro Figueiredo exerceu a chefia do Executivo paraibano —, denunciando a Vargas o que considerava desmandos da administração estadual. Nas comemorações do quarto aniversário do Estado Novo, pronunciou conferência no Teatro Santa Isabel, em Recife, intitulada “Getúlio Vargas e o Brasil de após 1930”.

Em 1945, com o fim do Estado Novo, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em cuja legenda elegeu-se, em 1947, suplente de senador pela Paraíba, com o apoio da União Democrática Nacional (UDN). Assumiu o mandato pela primeira vez entre 10 de novembro de 1950 e 12 de fevereiro de 1951, retornando definitivamente ao Senado no mês seguinte em virtude da renúncia do titular da cadeira, Adalberto Jorge Rodrigues Ribeiro, nomeado procurador da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Epitácio Pessoa Cavalcanti de Albuquerque faleceu no Rio de Janeiro em pleno exercício do mandato, no dia 24 de agosto de 1951.

No decurso de sua vida, desempenhou também as funções de oficial-de-gabinete no Ministério da Agricultura e secretário de Educação do governo da Paraíba. Foi ainda depositário de justiça, oficial do 5º Ofício de Registro Civil, presidente do Banco Nacional de Depósitos e proprietário dos jornais Folha Trabalhista, editado na Paraíba, e Diário Popular.

Era casado com Ana Clara Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.

Publicou Getúlio Vargas: esboço de biografia (1938) e João Pessoa: o sentido de uma vida e de uma época (1979).

O arquivo de Epitácio Pessoa Cavalcanti de Albuquerque encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc), da Fundação Getulio Vargas.

 

FONTES: ALBUQUERQUE, E. João; CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; Grande encic. portuguesa; RIBEIRO FILHO, J. Dic.; SENADO. Relação.

 

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