ALCEDO BATISTA CAVALCANTI

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Nome: CAVALCANTI, Alcedo
Nome Completo: ALCEDO BATISTA CAVALCANTI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAVALCANTI, ALCEDO

CAVALCANTI, Alcedo

*militar; rev. 1930; rev. 1935.

 

Alcedo Batista Cavalcanti nasceu em Garanhuns (PE) no dia 6 de setembro de 1898, filho de Vicente Batista e de Maria Cavalcanti de Albuquerque Batista.

Sentou praça em maio de 1918, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, que o declarou aspirante-a-oficial da arma de engenharia em janeiro de 1921. Promovido a segundo-tenente em maio do mesmo ano e a primeiro-tenente em setembro do ano seguinte, chegou a capitão em janeiro de 1924.

Participou do movimento revolucionário de outubro de 1930, assumindo no dia 6 desse mês o comando da 1ª Companhia do 5º Batalhão de Engenharia, à frente do qual lutou ao lado dos rebeldes no Paraná. Comissionado no posto de tenente-coronel, chefiou o estado-maior da Inspetoria Geral da Força Pública de São Paulo, então comandada por Miguel Costa, de novembro a dezembro de 1930, assumindo nesse mês a Inspetoria Geral da Força Pública, que ocupou até junho de 1931. Deflagrada em julho do ano seguinte a Revolução Constitucionalista de São Paulo, colaborou na repressão aos rebeldes, integrando o Destacamento Mendes Teixeira. O movimento foi definitivamente derrotado em outubro de 1932.

Promovido a major em outubro de 1934, atuou como professor-adjunto do curso de engenharia e transmissões da Escola de Estado-Maior, no Rio de Janeiro, até 23 de novembro de 1935, quando passou a ausentar-se alegando doença. Quatro dias depois, eclodiu em unidades militares cariocas a tentativa de insurreição dirigida pelo Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), em nome da Aliança Nacional Libertadora (ANL). A operação já fora tentada sem êxito dias antes no Nordeste. Acusado de envolvimento com os comunistas e na preparação da insurreição, teve sua prisão decretada no dia 28 de novembro, depois que os rebeldes foram dominados.

Exilado no Uruguai, teve cassadas sua patente e condição de oficial do Exército por decreto de abril de 1936, sob acusação de participar do levante da ANL. Ainda em 1936, dirigiu-se à Europa juntamente com os oficiais Celso Tovar Bicudo de Castro e Paulo Machado Carrion a fim de participar, ao lado dos republicanos, da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Chegando a Paris, no entanto, os três desentenderam-se com as autoridades espanholas encarregadas de receber os voluntários e retornaram ao Uruguai.

Exilado na Argentina até 1945, foi anistiado em 1951. Nesse mesmo ano, foi promovido, retroativamente, a tenente-coronel (agosto de 1942) e a coronel (setembro de 1947). Comandou ainda o 6º Batalhão de Engenharia, sediado no Pará, de 1955 a 1957. Em julho desse ano passou à reserva no posto de general-de-brigada.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 20 de setembro de 1979.

Era casado com Mary Néri Batista Cavalcanti, com quem teve três filhos.

 

FONTES: INF. Alcedo Hartmann Cavalcanti e Rodrigo Câmara Ferraz; MIN. GUERRA. Almanaque (1934); PORTO, E. Insurreição; SILVA, H. 1937; Temas de Ciências Humanas (9).

 

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