ALCEU BARROSO DE CARVALHO

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Nome: CARVALHO, Alceu
Nome Completo: ALCEU BARROSO DE CARVALHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO, ALCEU

CARVALHO, Alceu

*dep. fed. SP 1963-1971.

Alceu Barroso de Carvalho nasceu em Jaú (SP) no dia 24 de julho de 1923, filho de Júlio de Carvalho e de Leonor Barroso de Carvalho.

Estudou no Ginásio Municipal de Jaú, no Instituto Granbery de Juiz de Fora (MG) e no Colégio Osvaldo Cruz, na capital paulista. Em 1941, por concurso, tornou-se escriturário do Ministério da Viação, transferindo-se depois para o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC), onde exerceu a função de cobrador.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Niterói em 1947 e, ao se formar, deixou o serviço público e transferiu-se para Botucatu (SP), onde passou a advogar. Ao cabo de dois anos, mudou-se para Birigüi (SP), onde ingressou na carreira política, elegendo-se inicialmente vereador e, em 1958, vice-prefeito do município.

No pleito de outubro de 1962, elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do Partido Republicano (PR). Assumindo o mandato em fevereiro de 1963, rompeu em seguida com o PR, ingressando no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Católico, “doutrinariamente social-democrata e ideologicamente esquerdista”, como se declarava em 1963, foi favorável às reformas de base propostas durante o governo de João Goulart e defendeu a extensão do direito de voto ao analfabeto e o monopólio estatal das riquezas do subsolo, das fontes de energia e das telecomunicações.

Em junho de 1964, após a derrubada de Goulart, tornou-se vice-líder do PTB na Câmara, onde já era membro da Comissão de Constituição e Justiça e suplente da Comissão de Política Rural. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Vice-líder do novo partido na Câmara a partir de maio de 1966, em novembro do mesmo ano reelegeu-se deputado federal por São Paulo.

Na nova legislatura, iniciada em fevereiro de 1967, permaneceu na Comissão de Justiça e tornou-se membro da Comissão de Legislação Social. Em junho, foi novamente escolhido vice-líder do MDB na Câmara, e durante o mandato integrou diversas comissões parlamentares de inquérito (CPI), principalmente as da carne congelada, da indústria cinematográfica, da energia nuclear e do sistema bancário.

Candidato a nova reeleição em novembro de 1970, conquistou apenas uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1971 e a ela não retornou.

Casou-se com Maria Ferrari de Carvalho, com quem teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; DEP. PESQ. EST. SP; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

 

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