Aldir de Araújo Cabral

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CABRAL, Aldir
Nome Completo: Aldir de Araújo Cabral

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CABRAL, Aldir

*dep. fed. RJ 1991-1995, 1996-2003, 2005-2007

 

 Aldir de Araújo Cabral nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 12 de março de 1948, filho de Arlindo Araújo e de Deolinda Cabral de Araújo.

Iniciou o curso de direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1977, diplomando-se em 1981. Nos anos seguintes ocupou os cargos públicos de agente e delegado da Polícia Federal do Rio de Janeiro e de chefe de seção de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteira, em Nova Iguaçu (RJ).

Em 1990 filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), elegendo-se deputado federal no pleito de outubro do mesmo ano, vindo a integrar o grupo de parlamentares neopentecostais da Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo. Empossado em fevereiro seguinte, participou como titular de diversas comissões, destacando-se a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, da qual se retirou em junho de 1991, e as comissões de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias (1991-1992) e de Defesa Nacional (1991-1995). Como suplente, integrou a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (1991-1992).

Em 29 de setembro de 1992, foi um dos 441 deputados que votaram a favor da abertura de processo de impeachment do presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade durante a CPI instaurada no Congresso Nacional para investigar denúncias de corrupção contra Paulo César Farias, ex-tesoureiro de sua campanha presidencial. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro de 1992, antes mesmo da conclusão do processo pelo Senado. Foi substituído na chefia do Executivo pelo vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Ainda em 1992, Cabral foi membro da comissão especial da Câmara que analisou o projeto de emenda constitucional que modificava a estrutura policial. No ano seguinte integrou a CPI do Sistema Penitenciário Brasileiro e a Comissão de Minas e Energia.

Nas principais votações ocorridas ao longo deste mandato, pronunciou-se favoravelmente à criação do Fundo Social de Emergência (FSE), ao fim do voto obrigatório e à revisão do conceito de empresa nacional. Esteve ausente da sessão que instituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que, ao lado do FSE, serviu para financiar o programa de estabilização econômica (Plano Real) do ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso.

Em outubro de 1994 reelegeu-se à Câmara dos Deputados na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), para o qual se transferira neste último ano, firmando-se como representante da Igreja Universal do Reino de Deus na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Anulado este pleito por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, por suspeita de fraude, também saiu vitorioso na nova eleição, ocorrida em 15 de novembro do mesmo ano.

Iniciou novo mandato em fevereiro de 1995, mas logo em seguida, aceitando convite de Marcelo Alencar, recém-empossado no governo do estado do Rio de Janeiro, assumiu o cargo de secretário de Trabalho e Ação Social, licenciando-se da Câmara dos Deputados. Em seu lugar assumiu o suplente Paulo Feijó, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

No final de novembro de 1996, foi afastado da pasta e reassumiu o mandato de deputado federal. Nesse mesmo mês, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu anular o pleito de novembro de 1994 e restabelecer o resultado de outubro. Considerando que as denúncias de fraude não tinham sido devidamente comprovadas pelo TRE, o tribunal determinou nova diplomação da bancada do Rio de Janeiro, de acordo com o resultado da primeira eleição. Vitorioso nos dois pleitos, Cabral foi reempossado na Câmara em 17 de fevereiro de 1997, continuando a exercer normalmente seu mandato. Também em 1997 integrou a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Ainda no mesmo mês, votou favoravelmente à emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores de estado e presidente da República. Em novembro seguinte, foi também a favor do destaque ao projeto de reforma administrativa do Executivo federal que aprovou o fim da estabilidade no serviço público em caso de mau desempenho do servidor ou toda vez que os gastos com pessoal fossem superiores a 60% da arrecadação do Estado.

Em outubro de 1998 foi reeleito deputado federal na legenda do PFL. No mês seguinte manifestou-se favoravelmente aos destaques da reforma da previdência que propunham o estabelecimento de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e a adoção dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição para a concessão de aposentadorias no setor privado. Ainda em 1998, foi membro da Comissão de Direitos Humanos. Assumiu seu novo mandato na Câmara em fevereiro de 1999 e foi eleito vice-líder do PFL na Câmara, cargo que ocupou até o ano de 2000. No pleito de outubro de 2002 disputou a reeleição na legenda do PFL. Obteve uma suplência. Exerceu o mandato de janeiro de 2005 a abril de 2006 e, novamente, de outubro a janeiro de 2007. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro ao final da legislatura, sem que tivesse concorrido à reeleição.

Nessas legislaturas, foi Primeiro-Vice-Presidente, Segundo-Vice-Presidente da Comissão Permanente de Defesa Nacional e titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação, da Comissão de Defesa do Consumidor, da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, da Comissão de Direitos Humanos, da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Comissão de Minas e Energia, da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, e da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Ainda em 2007, filiou-se ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), e em outubro de 2008, disputou uma cadeira na Câmara de Vereadores de Niterói na legenda do PRB, mas não foi eleito. Em 2009 foi nomeado administrador regional de Jurujuba, Niterói, na gestão do prefeito José Roberto da Silveira. Assumiu ainda a vice-presidência nacional e a presidência da agremiação em Niterói.

No pleito de 2012, foi novamente candidato a vereador em Niterói e ficou com a suplência.

Casou-se com Celina Marcelina de Araújo, com quem teve dois filhos.


FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Jornal Estado de S. Paulo (27/12/1994); Jornal Folha de S. Paulo (21/06/1991, 18/09/1994, 5/02/1999, 29/09/1999, 10/10/1998 e 2/02/1999); Jornal O Globo (27/11/1994, 25/12/1994, 20/03/1996 e 06/12/1996); Jornal do Brasil (25/12/94); Revista Isto e/ Perfil (1991); Portal do Jornal Folha Online. Disponível em <http//www.folha.com.br>. Acesso em 9/10/2009; Portal TSE. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 01/07/2013. 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados