ALMEIDA, JAIME DE

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Nome: ALMEIDA, Jaime de
Nome Completo: ALMEIDA, JAIME DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALMEIDA, JAIME DE

ALMEIDA, Jaime de

*militar; ch. Dir. Mat. Bél. Ex. 1956; comte. III Ex. 1956-1958; ch. Depto. Prov. Ger. Ex. 1959-1960.

Jaime de Almeida nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 19 de agosto de 1895, filho de Alberto Maximino de Almeida e de Maria da Glória Pereira Pinto de Almeida.

Sentou praça em novembro de 1911 no 2º Regimento de Infantaria (2º RI), na Vila Militar de sua cidade natal, tendo servido na secretaria dessa unidade. Em abril de 1912 foi transferido para o Grupo Provisório de Obuses, na mesma cidade, sendo ali graduado aspirante-de-alçada e, logo depois, cabo artilheiro. Em outubro desse mesmo ano foi promovido a terceiro-sargento, chegando no mês seguinte ao posto de segundo-sargento. Ainda em 1912 passou a integrar o efetivo da Escola de Artilharia e Engenharia Civil, sendo transferido, em maio do ano seguinte, para a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, em virtude da extinção daquele estabelecimento militar de ensino. Em junho de 1917 passou a sargento, sendo declarado aspirante-a-oficial de artilharia em dezembro do ano seguinte. Em dezembro de 1919 recebeu a patente de segundo-tenente e no mês seguinte, tendo concluído o curso da Escola Militar do Realengo, passou a servir no 4º Regimento de Artilharia Montada (4º RAM) sediado em Itu (SP). Promovido a primeiro-tenente em janeiro de 1921, foi transferido no mês de março seguinte para o 2º Grupo de Artilharia de Costa, sediado na Fortaleza de São João, no Rio, ali exercendo as funções de secretário da 3ª Bateria e de comandante da 1ª Bateria. Em julho do mesmo ano, passou a servir no 1º Grupo de Artilharia de Montanha (1º GAM), sediado em Campinho (ES), onde comandou as 1ª e 2ª baterias e, interinamente, em outubro, a fiscalização do grupo.

Em junho de 1922 foi removido para o 1º RAM, na Vila Militar do Rio, onde realizou até agosto seguinte o curso de oficiais orientadores de antena, sendo em seguida transferido para o 6º Regimento de Artilharia, em Cruz Alta (RS). Nessa unidade comandou a 2ª Bateria do 1º Grupo, o 2º Grupo, a 6ª Bateria e a fiscalização do regimento. Em janeiro de 1923 passou para o 1º GAM e em fevereiro do mesmo ano recebeu a patente de capitão. No mês seguinte foi nomeado auxiliar do gabinete técnico do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, função na qual permaneceu até abril do ano seguinte. Em junho de 1924 voltou a Itu para servir no 4º RAM, chegando ao comando do 1º Grupo dessa unidade.

Permaneceu de janeiro de 1929 a maio do ano seguinte adido ao Departamento de Pessoal de Guerra (DPG), no Rio de Janeiro, ingressando depois na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). Retornando ao DPG em outubro de 1930, foi transferido em janeiro do ano seguinte para o 4º GAM, em Juiz de Fora, onde passou a comandar a partir de junho a 1ª Bateria dessa guarnição. Participou da repressão à Revolução Constitucionalista de São Paulo, irrompida em julho de 1932, que teve origem na marginalização imposta pelo Governo Provisório de Getúlio Vargas à oligarquia política paulista após a vitória da Revolução de 1930. Essa oligarquia, concentrada especialmente no Partido Democrático (PD), que tinha tomado parte no movimento revolucionário, aliou-se, durante os anos de 1931 e 1932, a outros setores oligárquicos e passou a fazer acirrada oposição às forças tenentistas que apoiavam o governo federal. Jaime de Almeida participou de diversos combates aos rebeldes na região de Passa Quatro, Manacá e no Túnel da Mantiqueira, onde prestou socorro ao 2º RI e ao 4º Regimento de Cavalaria Divisionária (4º RCD). Nessa oportunidade recebeu elogios do comandante da 4ª Divisão de Infantaria (4ª DI), com sede em Juiz de Fora, general Francisco Jorge Pinheiro. Em setembro de 1932 recebeu a patente de major, sendo nomeado comandante da artilharia do 1º Grupo de Destacamentos da 4ª DI e posteriormente comandante do 4º GAM, função que exerceu até novembro seguinte.

Em janeiro de 1933 foi novamente transferido para o 4º RAM, ali exercendo por diversas vezes o subcomando do regimento. Deixando essa guarnição em março do mesmo ano, foi removido para o 2º Grupo de Artilharia Pesada (2º GAP), em Quitaúna (SP), onde exerceu o comando do grupo. Em fevereiro de 1934 foi para o 7º GAP, permanecendo nessa unidade até março do ano seguinte, quando ingressou na Escola de Estado-Maior. Depois de concluir seu curso em março de 1937, tornou-se oficial estagiário no quartel-general da 8ª Região Militar (8ª RM), sediada em Belém. Em maio desse mesmo ano foi promovido a tenente-coronel, retornando em julho seguinte ao Rio de Janeiro para estagiar na 4ª Seção do Estado-Maior do Exército (EME). Em novembro de 1937 foi transferido para o quartel-general da 5ª RM, em Curitiba, tendo chefiado interinamente o estado-maior regional em janeiro e de fevereiro a junho de 1938. Voltando ao Rio de Janeiro em outubro do mesmo ano, passou a chefiar interinamente o estado-maior da 1ª RM, função que exerceu até maio de 1939. De maio a dezembro desse ano comandou o 1º Regimento de Artilharia Mista, sediado em Curitiba.

A partir de julho de 1940 passou a servir na Inspetoria do 2º Grupo de Regiões Militares, no Rio de Janeiro, tendo ali desempenhado as funções de fiscal e chefe do estado-maior. Em dezembro de 1941 chegou ao posto de coronel. Removido para Cruz Alta em janeiro do ano seguinte, serviu até o mês de abril na Artilharia Divisionária da 3ª RM, sediada em Porto Alegre, cuja chefia exerceu interinamente. Deixando essa função, transferiu-se para o 5º RAM, em Santa Maria (RS), onde exerceu interinamente, por diversas vezes, os comandos da guarnição e do regimento. Em março de 1943 foi transferido para o 1º RAM, no Rio de Janeiro, tendo comandado esse regimento e a Artilharia Divisionária da 1ª RM até junho desse mesmo ano. De julho a dezembro de 1944 desempenhou as funções de adido militar junto à embaixada do Brasil na Inglaterra, sendo posteriormente designado para servir no EME.

Em maio de 1946 recebeu a patente de general-de-brigada e em junho seguinte deixou o EME para ingressar dois meses depois na 2ª DI, em São Paulo, onde comandou, até dezembro de 1948, a Artilharia Divisionária. Exerceu ainda interinamente o subcomando da 2ª DI e o comando da 2ª RM. Em fevereiro do ano seguinte, transferiu-se para o Rio de Janeiro, a fim de comandar a Artilharia Divisionária da 1ª DI, função que exerceu até junho de 1952. Nesse mesmo mês assumiu o comando da 1ª DI. Promovido a general-de-divisão em agosto de 1952, em 1954 fez o curso da Escola Superior de Guerra (ESG), tendo visitado nessa ocasião os Estados Unidos, a convite do governo norte-americano. Ainda em 1954 exerceu novamente o comando da 1ª DI e da guarnição da Vila Militar.

Removido para o quartel-general da 4ª DI, em março de 1955 passou a comandar essa unidade e, interinamente, a guarnição da capital mineira. Retornando em março de 1956 ao Rio de Janeiro, exerceu até outubro desse ano o cargo de chefe da Diretoria Geral do Material Bélico do Exército. Nesse mesmo mês chefiou ainda o Departamento Geral de Administração. Ainda em outubro de 1956 foi nomeado comandante do III Exército, sediado em Porto Alegre, em substituição ao general-de-exército Edgar do Amaral. Em dezembro do mesmo ano chegou ao posto de general-de-exército.

Em agosto de 1958 deixou o comando do III Exército, sendo substituído pelo general-de-divisão Osvino Ferreira Alves. Voltando ao Rio de Janeiro, passou a servir no Departamento Geral de Pessoal, exercendo ali, interinamente, de agosto a setembro de 1958 e de fevereiro a março do ano seguinte, a sua chefia. Neste último mês passou a chefiar o Departamento de Provisão Geral do Exército, atualmente Departamento Geral de Serviços do Exército, em substituição ao general-de-exército Nicanor Guimarães de Sousa, ali permanecendo até dezembro de 1960, quando foi substituído pelo general-de-exército João de Segadas Viana. Nesse mesmo mês passou para a reserva de primeira classe no posto de marechal.

Casou-se com Julieta Sovatini de Almeida, com quem teve três filhos.

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; COUTINHO, A. Brasil; MIN. GUERRA. Almanaque (1959 e 1960).

 

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