ALUISIO MARIA TEIXEIRA FILHO

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Nome: TEIXEIRA, Aluísio
Nome Completo: ALUISIO MARIA TEIXEIRA FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
TEIXEIRA, Aloysio

TEIXEIRA, Aluísio

*dep. fed. RJ 1983-1990; const. 1987-1988.

 

Aluísio Maria Teixeira Filho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 1º de setembro de 1944, filho do desembargador Aluísio Maria Teixeira e de Ieda Martins Maria Teixeira. Seu avô, Paulo Dias Martins, foi deputado federal entre 1935 e 1937.

Entre 1965 e 1968, Aluísio Teixeira foi auxiliar técnico e engenheiro da Superintendência de Urbanização e Saneamento do Estado da Guanabara (Sursan). Formado em engenharia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro em 1967, foi também engenheiro-chefe do 6º Distrito de Obras, na Lagoa, e administrador regional de Copacabana, no período de 1971 a 1974. Atuou ainda como colaborador do jornal O Dia. Em 1972, formou-se em administração pela Faculdade de Administração de Empresas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Seguidor da liderança política de Antônio de Pádua Chagas Freitas – governador do estado da Guanabara (1971-1975) e mais tarde governador do Rio de Janeiro (1979-1983) –, no pleito de novembro de 1974 elegeu-se deputado estadual na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, pelo novo estado do Rio de Janeiro, que resultou da fusão da Guanabara com o antigo estado do Rio.

Empossado em fevereiro de 1975, no ano seguinte formou-se em direito pela Faculdade de Direito Cândido Mendes. No pleito de novembro de 1978, foi reeleito deputado estadual na legenda peemedebista, assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que sucedeu ao MDB.

Em novembro de 1982 elegeu-se deputado federal. Empossado em fevereiro do ano seguinte, tornou-se presidente da Comissão de Redação da Câmara.

Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha a volta das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve a votação necessária para ser encaminhada ao Senado, decidiu apoiar, no Colégio Eleitoral reunido a 15 de janeiro de 1985 para escolher o novo presidente do país, a chapa vitoriosa Tancredo Neves/José Sarney lançada pela Aliança Democrática, coligação do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) denominada Frente Liberal. Tancredo, no entanto, não chegou a assumir o cargo em 15 de março de 1985, data marcada para sua posse. Acometido por uma grave enfermidade, veio a falecer em 21 de abril seguinte, sendo substituído na presidência por Sarney.

No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal e participou dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Empossado em fevereiro seguinte, tornou-se membro titular da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e suplente da Subcomissão dos Direitos e Garantias Individuais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.

Ainda em 1987, com o apoio do governador Wellington Moreira Franco (1987-1991), substituiu o deputado Paulo Ramos na coordenadoria da bancada federal do PMDB fluminense na Constituinte. Durante as principais votações do período, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países de orientação racista, da adoção da pena de morte, da manutenção da unicidade sindical e do sistema presidencialista, da nacionalização do subsolo, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da anistia aos micro e pequenos empresários e da legalização do jogo do bicho. Votou contra a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva e a estabilidade no emprego. Com a promulgação da nova Carta em 5 de outubro de 1988, continuou no exercício de seu mandato ordinário como deputado federal.

Em dezembro de 1990, renunciou ao mandato para assumir uma cadeira no Conselho de Contas dos Municípios do Rio de Janeiro, órgão criado pela Constituinte estadual de 1989, e sua vaga na Câmara foi então ocupada pelo suplente Jorge Gama.

Com a extinção do conselho em agosto de 1991, retirou-se da vida pública, passando a se dedicar às atividades de empresário do ramo hoteleiro.

Solteiro, Aluísio Teixeira teve dois filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A.  Nova; Globo (15/8/85 e 8/4/87); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (23/11/74; 20/1 e 4/4/87).

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