ALUISIO PALHANO PEDREIRA FERREIRA

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Nome: PALHANO, Aluísio
Nome Completo: ALUISIO PALHANO PEDREIRA FERREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PALHANO, ALUÍSIO

PALHANO, Aluísio

*pres. Contec 1963-1964.

 

Aluísio Palhano Pedreira Ferreira nasceu em Pirajuí (SP), filho de João Alves Pedreira Ferreira e de Henise Palhano.

Funcionário do Banco do Brasil desde 1942, diplomou-se em direito em 1948.

Presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro por dois mandatos consecutivos, liderou em 1961 a greve geral de sua categoria em defesa de aumento salarial e do 13º salário. Em agosto de 1963, elegeu-se presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Crédito (Contec), associação sindical de âmbito nacional criada em julho de 1958. Nesse mesmo período, tornou-se um dos dirigentes do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), organização intersindical, também de âmbito nacional, fundada em 1962 com o objetivo de coordenar e dirigir o movimento sindical brasileiro.

Como presidente da Contec, participou das campanhas reivindicatórias e em defesa das reformas de base, que caracterizaram o governo de João Goulart (1961-1964). Em fevereiro de 1964 assinou manifesto de convocação para o comício presidido por Goulart, a ser realizado no dia 13 de março seguinte em frente à estação da Central do Brasil, no Rio, em defesa das liberdades democráticas, da extensão do voto aos analfabetos e soldados e da implementação das reformas de base. Em março, também como representante da Contec, participou de um congresso da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na República Democrática Alemã, de onde regressou no dia 15, dois dias após o chamado Comício da Central.

Com a vitória do movimento político-militar que depôs o governo Goulart em 31 de março do mesmo ano, a Contec, assim como outras associações sindicais, sofreu intervenção do Ministério do Trabalho. No dia 10 de abril Palhano teve seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 1, editado no dia anterior. Em junho, solicitou asilo político na embaixada do México, país onde permaneceu até o final de 1964 como editor do jornal dos exilados, Correio Brasiliense. Em dezembro, viajou para Cuba, onde trabalhou na Rádio de Havana, e, em 1969, presidiu o congresso da Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS).

Segundo dossiê preparado pelo Comitê Brasileiro de Anistia do Rio de Janeiro (CBA-RJ) e a carta-denúncia do ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Altino Rodrigues Dantas Júnior, então detido por motivos políticos no presídio Barro Branco, em São Paulo, Palhano retornou ao Brasil em 1970 como militante da organização clandestina Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), tendo sido preso no dia 9 de maio do ano seguinte em São Paulo. Segundo essas fontes, foi torturado nas dependências do Centro de Informações da Marinha (Cenimar) e transferido uma semana depois para o Departamento de Operações Internas do Centro de Operações para a Defesa Interna (DOI-CODI) de São Paulo, órgão do II Exército onde, após novas torturas, veio a falecer no dia 21 de maio de 1971.

No entanto, Aluísio Palhano foi dado oficialmente como desaparecido, situação em que permaneceu, mesmo após a divulgação, em agosto de 1978, das mencionadas denúncias.

Era casado com Leda Pimenta Pedreira Ferreira, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CABRAL, R. Desaparecidos; CORRESP. CONF. NAC. TRAB. EMPRESAS DE CRÉDITO.

 

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