ALUISIO TEIXEIRA GARCIA

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Nome: GARCIA, Aluísio
Nome Completo: ALUISIO TEIXEIRA GARCIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GARCIA, ALUÍSIO

GARCIA, Aluísio

*pres. IBC 1984-1985.

 

Aluísio Teixeira Garcia nasceu em Lavras (MG) no dia 27 de abril de 1944, filho de Antônio Teixeira da Silva e de Lazarina Garcia Teixeira. Seu primo, Hélio Garcia, foi governador de Minas Gerais entre 1984 e 1987 e entre 1991 e 1994.

Transferindo-se para Belo Horizonte, Aluísio Garcia completou, em 1963, a formação secundária no Colégio Marconi. Um ano antes, ingressara no Banco de Crédito Rural de Minas Gerais, a cujo corpo de funcionários pertenceria até 1973, exercendo variadas atividades, entre as quais a de escriturário e a de secretário da presidência. Ainda em 1963, deu início às atividades docentes, assumindo as cadeiras de história econômica e história do Brasil no Instituto Comercial Gabriel Passos, em cuja instituição, sediada em Belo Horizonte, lecionou até 1968. Nesse mesmo ano, concluiu o curso de história na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Em 1969, freqüentou o curso de mercado de capitais no Rio de Janeiro. Licenciado do Banco de Crédito Rural de Minas Gerais, trabalhou entre 1971 e 1972, também no Rio, como diretor adjunto e supervisor-geral da área Centro-Leste do Banco do Estado de Minas Gerais S.A. (Bemge). Desincompatibilizado do Banco de Crédito Rural de Minas Gerais, foi admitido, em 1973, na Construtora Rabelo S.A., instalada no Rio de Janeiro, na qual atuaria até 1979 como gerente financeiro, superintendente e procurador-geral. Em 1974, realizou o curso de auditoria no Instituto Audiperth, de São Paulo. Em 1975, seguiu o curso de organização e métodos e, um ano depois, o de matemática financeira, ambos oferecidos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro.

Após deixar a Construtora Rabelo, ingressou no Ministério da Agricultura, no qual permaneceu até 1982, chegando a chefiar o gabinete do ministro Amauri Stábile. Nesse ano, tornou-se diretor-presidente da Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal), mantendo-se na função até 1983. De julho a setembro de 1984, tornou-se chefe de gabinete do ministro da Indústria e Comércio Murilo Badaró e, ainda em setembro, assumiu a presidência do Instituto Brasileiro do Café (IBC), substituindo Otávio Rainho.

Na cerimônia de posse, Aluísio Garcia anunciou a intenção de implementar uma nova política de preços do café para produtores destinada a fortalecer o setor interno da economia cafeeira, promover distribuição dos lucros provenientes da exportação de café alocando maiores volumes nas cooperativas de produtores e promover campanhas nacionais para aumentar o consumo interno do café. Concomitante à sua posse no IBC, o líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no Senado, Humberto Lucena (PB), anunciou que iria pedir a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) encarregada de apurar denúncias segundo as quais Aluísio Garcia teria exigido, ao chefiar a Cobal, comissões para o resgate de dívidas da instituição com empresas fornecedoras de alimentos para a merenda escolar.

Em março de 1985, deixou a presidência do IBC, sendo substituído por Carlos Rischbieter. No pleito de novembro do ano seguinte, candidatou-se a uma cadeira de deputado estadual constituinte em Minas pela legenda do PMDB. Bem-sucedido, tomou posse no início de 1987 na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em cuja casa atuaria como membro efetivo da Comissão de Agropecuária e Política Rural e da Comissão de Redação. Integraria-se ainda, como membro suplente, à Comissão de Assuntos Municipais e Regionais, à Comissão de Ciência e Tecnologia e à Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas.

Ainda em 1987, licenciou-se da ALMG para assumir a secretaria de Educação na gestão do governador mineiro Newton Cardoso (1987-1990), à frente da qual permaneceu até o ano seguinte. Em 1989, passou a chefiar a secretaria da Cultura. De volta à ALMG, não concorreu à reeleição no pleito de outubro de 1990, deixando-a no início do ano seguinte.

Em 1993, assumiu o cargo de diretor-presidente da União de Negócios e Administração (UNA), entidade responsável pela Faculdade de Ciências Gerenciais. Dois anos depois, tornou-se membro do Conselho do Arquivo Público Mineiro e membro-diretor do Centro de Estudos e Pesquisas de Minas Gerais. Em 1998, foi alçado à presidência do Instituto Liberal de Minas Gerais.

Produtor rural, editor gráfico, membro da academia mineira de letras, Aluísio Garcia também pertenceu ao Conselho dos Institutos Liberais do Brasil e ao conselho editorial da revista Think Tank, Comex News, publicação da UNA. Assinou ainda numerosos artigos nos jornais Correio Brasiliense, Diário do Comércio e O Estado de Minas.

Foi casado com Silvana Friedrich Garcia, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: ASSEMBL. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; Estado de S. Paulo (9 e 24/10/84); Globo (11/10/84); INF. ASSESS. BIOG.

 

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