ALVARO LUIS BOCAIUVA CATAO

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Nome: CATÃO, Álvaro
Nome Completo: ALVARO LUIS BOCAIUVA CATAO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CATÃO, ÁLVARO

CATÃO, Álvaro

*dep. fed. SC 1963-1967; sen. SC 1968.

 

Álvaro Luís Bocaiúva Catão nasceu em Imbituba (SC) no dia 28 de janeiro de 1920, filho de Álvaro Monteiro de Barros Catão e de Luísa Amélia Bocaiúva Catão. Seu pai descendia de Lucas Antônio Monteiro de Barros, visconde de Congonhas do Campo, e foi colaborador do empresário Henrique Laje, tendo se tornado, com a morte do titular, proprietário de minas de carvão e outros negócios em Santa Catarina. Sua mãe descendia de Quintino Bocaiúva, propagandista da República e ministro das Relações Exteriores durante a presidência de Deodoro da Fonseca.

Fez seus primeiros estudos no Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e formou-se em 1943 pela Escola Nacional de Engenharia, na mesma cidade.

Empresário, continuador das atividades do pai, durante o governo Jânio Quadros (janeiro a agosto de 1961) integrou a missão João Dantas, enviada pelo presidente da República aos países da Europa Oriental com vistas a intensificar as relações comerciais com aquela área. Ingressou na vida política filiando-se à União Democrática Nacional (UDN), em cuja legenda foi eleito deputado federal por Santa Catarina em outubro de 1962. Iniciando o mandato em fevereiro do ano seguinte, segundo declarou ao Correio Brasiliense em julho de 1964, defendeu durante o governo de João Goulart o reatamento das relações diplomáticas do Brasil com a URSS e o monopólio estatal do petróleo, dos minérios atômicos, da eletricidade e das telecomunicações, embora apoiasse a iniciativa privada.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado em abril de 1964. Nessa legenda foi eleito, em outubro de 1966, suplente do senador por Santa Catarina, Celso Ramos. Deixou a Câmara em janeiro de 1967 e chegou a tomar assento no Senado entre agosto e outubro de 1968, retirando-se em seguida da vida pública para dedicar-se às atividades empresariais.

Atuando em um vasto campo empresarial, foi diretor-presidente da Companhia Nacional Mineração de Carvão de Barro Branco, diretor-superintendente da Companhia Brasileira Carbonífera de Araranguá, ambas em Santa Catarina, diretor-presidente da Indústria Nacional de Pescados (Inpesca), e diretor da Indústria e Comércio Santa Isabel, da Companhia Docas de Imbituba e da empresa Agrotec. Em 1976 associou-se à empresa norte-americana Utah para implantação de projeto industrial integrado para derivados do carvão em Santa Catarina. Em 1981 foi escolhido “empresário destaque” no setor mineral, em pesquisa realizada pela Gazeta Mercantil.

Membro permanente do Conselho Empresarial de Energia da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) a partir de 1983, dois anos depois tornou-se primeiro-vice-presidente da entidade na gestão de Amauri Temporal. Reeleito sucessivamente em 1987, 1989 e 1991, em 1993 elegeu-se segundo-vice-presidente, na gestão de Humberto Mota, e benemérito da ACRJ. Ainda nesse ano, assumiu a coordenação dos conselhos empresariais desta entidade. Em 1997, deixou o cargo de segundo vice-presidente. Até abril de 1998, integrou o conselho fiscal das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás) como representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ao longo de sua trajetória de representante empresarial, foi por cinco vezes presidente do Sindicato Nacional da Extração do Carvão, vice-presidente da comissão de energia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan); vice-presidente do Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ); membro do conselho empresarial de políticas econômicas da ACRJ; representante da ACRJ no conselho de clientes metropolitanos das Telecomunicações do Rio de Janeiro (Telerj); representante da Firjan/CIRJ no conselho de consumidores da Light Serviços de Eletricidade; e diretor-técnico da Sociedade Nacional de Agricultura.

Tornou-se diretor-presidente da Indústria Brasileira de Coque (Ibracoque Ltda.), empresa de industrialização do carvão coque, e da Pousada Fazenda Castelo Ltda., de criação de gado e exploração de madeira, ambas no município de Lauro Müller (SC), e sócio-gerente da Fazenda Agropastoril São João do Penedo Ltda., em Três Rios (RJ).

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 4 de julho de 2000.

Foi casado com Maria de Lurdes Prazeres Catão, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. SC. Dicionário político; CABRAL, O. Era; CABRAL, O. História; CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CAMPOS, Q. Fichário; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (16/10/66); SENADO. Relação.

 

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