ALVES FILHO, AGOSTINHO PEREIRA

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Nome: ALVES FILHO, Agostinho Pereira
Nome Completo: ALVES FILHO, AGOSTINHO PEREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALVES FILHO, AGOSTINHO PEREIRA

ALVES FILHO, Agostinho Pereira

*militar; rev. 1935.

 

Agostinho Pereira Alves Filho nasceu em Paranaguá (PR) no dia 12 de janeiro de 1903, filho de Agostinho Pereira Alves e de Alzira Vidal Pereira Alves.

Realizou os estudos primários em sua cidade natal e os secundários em Curitiba. Sentou praça em fevereiro de 1920, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Ainda estudante da arma de artilharia, participou do levante de 5 de julho de 1922, movimento que iniciou o ciclo de revoltas tenentistas da década de 1920. Irrompida no Rio de Janeiro e em Mato Grosso, em protesto contra a eleição de Artur Bernardes à presidência da República e as punições impostas pelo governo Epitácio Pessoa aos militares com o fechamento do Clube Militar e a prisão do marechal Hermes da Fonseca, a revolta foi debelada no mesmo dia, tendo envolvido, no Rio de Janeiro, o forte de Copacabana, a Escola Militar do Realengo e efetivos da Vila Militar e, em Mato Grosso, o contingente do Exército local.

Após a Revolução de 1930, foi anistiado e promovido, retroativamente, a aspirante (a contar de dezembro de 1922), a segundo-tenente (a contar de maio de 1923) e a primeiro-tenente em novembro de 1930. Promovido a capitão em outubro de 1934, elegeu-se no pleito do mesmo mês deputado à Assembléia Constituinte do Paraná, assumindo o mandato em maio do ano seguinte. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário.

Foi dirigente da Aliança Nacional Libertadora (ANL), organização política de âmbito nacional fundada em março de 1935 e que reuniu diferentes setores sociais e correntes políticas — socialistas, comunistas, católicos e democratas — em torno de um programa de luta contra o fascismo, o imperialismo, o latifúndio e a miséria. A ANL foi fechada em julho de 1935, continuando a atuar na clandestinidade até a eclosão da Revolta Comunista em novembro do mesmo ano, da qual participou. Preso no Paraná, teve seu posto de oficial e seu mandato na Assembléia cassados em abril de 1936. Anistiado em 1945, recebeu retroativamente a patente de major (a contar de 1942) e chegou a tenente-coronel em março de 1948. Promovido a coronel em outubro de 1952, passou posteriormente para a reserva.

Foi também poeta e prosador.

FONTES: MIN. GUERRA. Almanaque (1958); Movimento de 5; NICOLAS, M. Cem; PORTO, E. Insurreição; SILVA, H. 1937.

 

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