ALVES, HERALDO TAVARES

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Nome: ALVES, Heraldo Tavares
Nome Completo: ALVES, HERALDO TAVARES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALVES, HERALDO TAVARES

ALVES, Heraldo Tavares

*militar; ch. Depto. Ens. e Pesq. Ex. 1982-1983; comte. I Ex. 1983-1985.

Heraldo Tavares Alves nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 12 de novembro de 1919, filho de Almiro de Macedo Alves e de Celina Tavares Alves.

Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro e sentou praça em abril de 1938 na Escola Militar do Realengo, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de cavalaria em dezembro de 1941. Promovido a segundo-tenente em agosto de 1942 e a primeiro-tenente em junho de 1944, nesse mesmo ano serviu no 8º Regimento de Cavalaria em Uruguaiana (RS). Em 1946 foi comandante de companhia do 1º Batalhão de Carros de Combate no Rio de Janeiro, e em dezembro foi promovido a capitão. Em 1949 serviu na Diretoria do Pessoal. Major em março de 1954 e tenente-coronel em agosto de 1961, neste último ano serviu no gabinete do ministro do Exército, pasta que então se denominava da Guerra, marechal Odílio Denis.

Quando irrompeu o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart, era instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Segundo suas próprias palavras, participou da conspiração ao lado do então coronel João Figueiredo, “que liderou o pessoal da ECEME naquele movimento”. Entre 1965 e 1966 foi oficial-de-gabinete do general Artur da Costa e Silva, ministro do Exército do governo Humberto Castelo Branco. Promovido a coronel em abril de 1966, assumiu ainda nesse ano o comando do 3º Batalhão de Carros de Combate no Rio de Janeiro, deixando-o em 1968, já no governo Costa e Silva. De 1968 a 1969 foi mais uma vez servir no gabinete do ministro do Exército, na época o general Aurélio de Lira Tavares. No governo Emílio Médici foi chefe de gabinete da Secretaria Geral do Exército, de 1969 a 1972, e chefe de gabinete do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército, de 1973 a 1974.

Promovido a general-de-brigada em março de 1974, no início do governo Ernesto Geisel, assumiu em julho desse mesmo ano o comando da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Santiago (RS), onde permaneceu até fevereiro de 1976. Estagiou em seguida na Escola Superior de Guerra (ESG), até abril de 1977. Diretor de Inativos e Pensionistas de maio desse ano a janeiro de 1978, assumiu então o comando da 5ª Brigada em janeiro de 1979 e no mês seguinte a Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial. Em abril de 1980, já no governo Figueiredo, foi nomeado secretário-geral do Ministério do Exército em substituição ao general Otávio Costa.

General-de-exército em março de 1982, um mês depois tomou posse na chefia do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército, onde permaneceu pouco mais de um ano. Amigo pessoal do general Válter Pires, então ministro do Exército, assumiu o comando do I Exército, em agosto de 1983, em substituição ao general Heitor Luís Gomes de Almeida. Por ocasião de sua posse, declarou à imprensa como seria seu relacionamento com Leonel Brizola, Gérson Camata e Tancredo Neves, governadores eleitos pela oposição no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas Gerais, os três estados sob sua jurisdição: “A Constituição é sábia, ela prevê tanto a minha missão como a dos governadores. Se eles ficarem nas suas atribuições e eu dentro da minha missão, o nosso entendimento será perfeito.” Transferido para a reserva em novembro de 1985, no mês seguinte deixou o comando do I Exército, sendo substituído pelo general Rubens Mário Brum Negreiros.

Ao longo de sua carreira militar, em grande parte dedicada a atividades ligadas ao ensino, fez também os cursos de formação de oficiais, de motomecanização, da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra.

Casou-se com Lígia Fernandes Alves, com quem teve uma filha.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de outubro de 2009.

 

FONTES: MIN. EXÉRC. Almanaque (1976 e 1984); CORRESP. DEPTO. ENS. PESQ. EXÉRC.; Estado de S. Paulo (24/4/80, 14/3, 1,13 e 29/4/82 e 16/7/83); Globo (27/7 e 17/8/83 e 20/10/09); Jornal do Brasil (1,13 e 29/4/82, 3 e 30/8/83 e 13/4/85).

 

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