AMADO, GILENO

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Nome: AMADO, Gileno
Nome Completo: AMADO, GILENO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AMADO, GILENO

AMADO, Gileno

*const. 1934; dep. fed. BA 1952.

 

Gileno Amado nasceu em Estância (SE) no dia 4 de janeiro de 1891, filho de Melquisedec Amado de Faria e de Ana de Lima Azevedo Sousa Ferreira. Em sua família destacaram-se muitos escritores, como seus irmãos Gilberto, Genolino, Gílson e Gildásio e seus primos Jorge e James Amado.

Estudou no Ateneu Sergipense, no Colégio Alfredo da Gama, na Faculdade de Direito de Recife e na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, bacharelando-se por esta última em dezembro de 1911.

Fixando-se depois na Bahia, foi eleito vereador em Itabuna e deputado à Assembléia Legislativa do estado, exercendo sucessivos mandatos de 1913 a 1924, ocasião em que liderou a maioria na casa. Após a Revolução de 1930, tornou-se em 1931 secretário da Fazenda e Tesouro do estado da Bahia, função exercida interinamente durante a interventoria de Juraci Magalhães, até 1935, e efetivamente no seu governo constitucional, até 1937. Nesse ínterim elegeu-se, em maio de 1933, deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Social Democrático da Bahia. Empossado em novembro de 1933, participou dos trabalhos constituintes e exerceu a liderança da maioria. Após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, permaneceu no exercício do mandato até dezembro daquele ano. Ainda nesse período, presidiu de 1934 a 1937 o Instituto Central do Fomento Econômico da Bahia.

Após o fim do Estado Novo (1937-1945), concorreu em dezembro de 1945 a uma cadeira no Senado como representante da Bahia. Foi contudo derrotado por Aluísio Carvalho Filho, candidato da União Democrática Nacional (UDN), e por Renato Onofre Pinto Aleixo, candidato do Partido Social Democrático (PSD).

No pleito de outubro de 1950 elegeu-se suplente de deputado federal pela Bahia na legenda da Aliança Democrática, constituída pela UDN, o Partido Republicano (PR), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Social Progressista (PSP) e o Partido Democrata Cristão (PDC), chegando a exercer o mandato de agosto a novembro de 1952. Com o retorno de Juraci Magalhães ao governo da Bahia (1959-1963), tornou-se secretário sem pasta para assuntos do Sul, exercendo o cargo de abril de 1959 a abril de 1963, já no governo de Antônio Lomanto Júnior.

Banqueiro e cacaulista, foi também diretor da Carteira Hipotecária do Banco da Prefeitura do Distrito Federal.

Faleceu no dia 25 de julho de 1969.

Foi casado com Amália Berbert Tavares Amado, com que teve três filhos.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; CISNEIROS, A. Parlamentares; CONSULT. MAGALHÃES, B.; GODINHO, V. Constituintes; MACEDO, N. Aspectos; MELO, A. Cartilha; NEVES, F. Academia; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2 e 7); Who’s who in Brazilian.

 

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