AMARAL, IRNACK CARVALHO DO

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Nome: AMARAL, Irnack Carvalho do
Nome Completo: AMARAL, IRNACK CARVALHO DO

Tipo: BIOGRAFICO


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AMARAL, IRNACK CARVALHO DO

AMARAL, Irnack Carvalho do

*pres. Petrobras 1966-1967.

 

Irnack Carvalho do Amaral nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 6 de outubro de 1905, filho de Alípio Augusto do Amaral Júnior e de Iná Carvalho do Amaral.

Estudou, no Rio de Janeiro, no Colégio Santo Inácio e no Liceu Francês, formando-se em 1931 engenheiro de minas e engenheiro civil pela Escola de Minas de Ouro Preto (MG). Iniciou suas atividades profissionais em 1932 como engenheiro do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, no Rio, função que exerceria até 1934. No ano seguinte tornou-se engenheiro-chefe da equipe de prospecção da Divisão de Fomento da Produção Mineral, ainda no antigo Distrito Federal, e, nessa condição, colaborou com o Departamento Geográfico e Geológico de São Paulo na elaboração de um plano geral de pesquisas geofísicas a serem realizadas em território paulista.

Em 1938 viajou para os Estados Unidos, a fim de familiarizar-se com o funcionamento e a aplicação da aparelhagem geofísica adquirida pela divisão onde trabalhava, percorrendo campos de petróleo norte-americanos e estudando a possibilidade da implantação no Brasil dos sistemas de perfuração lá utilizados. De volta ao país ainda em 1938, trabalhou até o ano seguinte junto ao presidente do Conselho Nacional do Petróleo, general Júlio Caetano Horta Barbosa, como assistente especial. Tornou-se então chefe da seção de geofísica da Divisão de Fomento da Produção Mineral. Nessa condição foi encarregado em 1941 dos serviços de classificação e avaliação do quartzo e do controle da exportação de minerais, atribuições que manteria até 1951, mesmo após ter deixado, em 1946, a chefia pela qual respondia.

Em 1948 tornou-se membro da Comissão Mista Brasileiro-Americana de Estudos Econômicos, integrando até o ano seguinte a Comissão de Exploração Mineral e a Subcomissão do Manganês. Em 1949 e 1950 foi representante do Departamento Nacional de Produção Mineral junto às autoridades norte-americanas, no trato de questões relativas ao comércio de minerais, em particular do quartzo.

Com a posse do presidente Getúlio Vargas em janeiro de 1951, foi nomeado em abril desse mesmo ano diretor da divisão de fomento do Departamento Nacional de Produção Mineral. Criada a Petrobras em outubro de 1953, tornou-se em maio de 1954 membro de sua diretoria, situação em que esteve até 1957. Nesse ano retornou aos quadros da Divisão de Fomento da Produção Mineral, atuando como engenheiro de minas até abril de 1958, quando passou a representar o órgão no Conselho Nacional de Energia Nuclear, onde permaneceria até março de 1961. Em outubro de 1958 passou a dirigir a Divisão de Fomento do Departamento Nacional de Produção Mineral e, ainda nesse ano, tornou-se consultor do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) para assuntos relativos ao petróleo e à mineração. Em 1959 foi designado para representar o Departamento Nacional de Produção Mineral no Conselho da Comissão do Plano de Carvão Nacional, onde esteve até 1961.

Novamente nomeado diretor da Petrobras, exerceu a função de abril de 1961 a setembro de 1963, quando assumiu a direção geral do Departamento Nacional de Produção Mineral, cargo que ocuparia até junho de 1966. Ainda em 1963, retornou à Comissão do Plano Nacional do Carvão como membro do seu conselho consultivo, condição em que se manteria até 1966. Em julho desse ano foi designado para substituir o marechal Ademar de Queirós na presidência da Petrobras, cargo que ocupou até abril de 1967, quando foi substituído pelo general Artur Duarte Candal Fonseca e aposentou-se do serviço público. Em 1970 voltou a atuar na Petrobras, como membro de seu conselho de administração.

Foi também presidente do conselho consultivo da Petroquímica União S.A. e membro do Clube de Engenharia e da Sociedade Mineira de Engenheiros.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 8 de janeiro de 1983.

Foi casado com Elza Carvalho do Amaral, com quem teve duas filhas.

Publicou artigos e pareceres em revistas técnicas, e na revista do Departamento Nacional de Produção Mineral.

 

FONTES: BULHÕES, O. Margem; CORRESP. PETROBRAS; LIMA, M. Petróleo; MOREIRA, J. Dic.; Perfil (1972); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; Who’s who in Brazil.

 

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