Ângela Regina Heinzen Amin Helou

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Nome: AMIN, Ângela
Nome Completo: Ângela Regina Heinzen Amin Helou

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

AMIN, Ângela


*dep. fed. SC 1991-1995; pref. Florianópolis 1997-2005; dep. fed. SC 2007-2011


 

Ângela Regina Heinzen Amin Helou nasceu em Indaial (SC) no dia 20 de dezembro de 1953, filha de Pedro João Heinzen e de Petronila Marta Schimitt Heinzen.

Formou-se em 1973 pelo Colégio Normal Sagrada Família, em Blumenau (SC), e passou a trabalhar, até 1976, na Escola Superior de Administração e Gerência como responsável pelo setor de ensino e registro. Nesse ano formou-se em matemática pela Universidade Federal de Santa Catarina e em seguida ingressou como técnica de nível superior nos quadros da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc), onde permaneceu até 1979. Nesse período, entre 1973 e 1977 presidiu a Liga de Apoio ao Desenvolvimento Social Catarinense e em 1979 tornou-se assessora do gabinete de planejamento e coordenação geral da Prefeitura de Florianópolis, função que exerceu até 1981.

Em março de 1979 casou-se com Esperidião Amin, prefeito de Florianópolis de 1975 a 1978, e então nomeado secretário de Transportes e Obras do estado. Em agosto de 1980 filiou-se ao PDS, mesmo partido do marido. Projetou-se na política quando este assumiu o governo do estado (1983-1987), especialmente por sua gestão do projeto Pró-Criança, voltado para o desenvolvimento das crianças até seis anos, e por outros trabalhos comunitários. Em 1985 participou como conferencista do I Encontro sobre Desenvolvimento Infantil, promovido na Colômbia pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Dois anos depois passou a integrar o Conselho Estadual de Educação, função que ocuparia até 1990.

Em novembro de 1988 foi a vereadora mais votada de Florianópolis, no mesmo pleito em que o marido se elegeu prefeito da capital. Empossada na Câmara Municipal em fevereiro de 1989, foi presidente da Comissão de Educação, vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e relatora da Comissão dos Direitos Fundamentais e da Ordem Social na Lei Orgânica Municipal. Em maio de 1990 licenciou-se para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, prometendo fazer pela família o que já havia feito pela criança catarinense. Foi a deputada federal mais votada no estado, com quase 130 mil votos. O marido, no mesmo pleito, elegeu-se senador. Ângela tomou posse na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991 e no mesmo ano tornou-se vice-líder do PDS. Foi também membro titular da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, que presidiu em 1993, e suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio.

Na sessão da Câmara dos Deputados do dia 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo. Nesse mesmo ano, participou dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou a violência contra a mulher e foi também relatora da comissão sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Em abril de 1993, com a fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC), passou a integrar o Partido Progressista Reformador (PPR), cuja presidência foi confiada a Esperidião Amin. Em 1994, quando o marido desistiu de concorrer à sucessão estadual e candidatou-se a presidente da República, foi lançada candidata ao governo catarinense. Embora tenha vencido o primeiro turno por boa margem de votos, alcançando 36,5% do total dos votos válidos, no segundo turno das eleições foi derrotada pelo candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Paulo Afonso Vieira. Ainda em 1994, integrou na Câmara dos Deputados a Comissão de Educação, Cultura e Desporto e a Comissão do Trabalho, de Administração e Serviço Público.

Em janeiro de 1995 deixou a Câmara ao final da legislatura, retomando suas atividades na Codesc. Em agosto, com a criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB), a partir da fusão entre o PPR e o Partido Progressista (PP), filiou-se à nova legenda.

Nas eleições municipais de outubro de 1996 lançou-se candidata à prefeitura de Florianópolis com o apoio da Força Capital, coligação formada pelo PPB e pelos partidos da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Trabalhista Brasileiro (PTB). Vencedora da primeira etapa das eleições enfrentou no segundo turno Afrânio Boppré, do Partido dos Trabalhadores (PT), apoiado por uma frente de partidos de esquerda, e o derrotou com o apoio do governo Fernando Henrique Cardoso. O presidente pediu a Jorge Bornhausen, líder do Partido da Frente Liberal (PFL) em Santa Catarina e rompido com Amin desde a campanha presidencial de 1994, que se mantivesse neutro e liberasse seus correligionários para votarem na candidata do PPB. Assim, na segunda votação, em novembro, Ângela Amin obteve 51% dos votos e foi eleita, tomando posse em 1º de janeiro de 1997. Em 2000, foi reeleita em primeiro turno com 105.495 votos, representando 55,77% dos votos válidos.

Durante seus dois mandatos à frente da prefeitura de Florianópolis, seu governo foi escolhido por cinco vezes – por meio de pesquisa do Instituto Datafolha – como a melhor administração municipal no ranking nacional de prefeitos de capitais. Na área social, seu governo mereceu vários prêmios, com destaque para os do Unicef e da Abrinq (“Prefeito Criança”), pela redução da mortalidade e da desnutrição infantil em Florianópolis.

No pleito de outubro de 2006, foi eleita deputada federal na legenda do Partido Progressista (PP). Obteve a maior votação do estado de Santa Catarina, alcançando 174.511 votos. Empossada na Câmara em fevereiro de 2007, em novembro foi relacionada pelo site Congresso em Foco entre os congressistas mais assíduos do ano, com 100% de frequência tanto nas sessões deliberativas quanto nas sessões de trabalho de comissões. Num universo de mais de 500 parlamentares, foi a única mulher e a única de seu partido a receber tal premiação. Presidiu na Câmara a Comissão de Desenvolvimento Urbano e fez parte da Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Em dezembro de 2008, durante uma audiência pública com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cobrou da ministra uma visita a Santa Catarina, estado que enfrentava graves problemas provocados pelas chuvas. As enchentes e os desabamentos deixaram um saldo de 124 mortos, 29 desaparecidos e mais de 30 mil desabrigados, o que significou uma das maiores tragédias do estado. No mesmo mês, passou a coordenar um grupo de trabalho composto por parlamentares da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, para acompanhar as ações e providências do governo federal para a reconstrução dos municípios catarinenses e de outras cidades brasileiras que estivessem em situação de emergência ou calamidade pública.

No mês de Julho de 2010, foi confirmada pelo PP a sua candidatura ao governo de Santa Catarina nas eleições agendadas para Outubro daquele ano. Em coligação com PDT e PT do B, foi a segunda candidata mais votada em primeiro turno, ocasião na qual Raimundo Colombo obteve 1.815.304 votos, equivalentes a 52,72% do total válido, tendo sido eleito de maneira direta.  Naquela disputa, Ângela Amin recebeu 857.698 votos, ficando a frente da candidata petista, Ideli Salvatti, que obteve 754.223 votos. Encerrou seu mandato na Câmara dos Deputados ao fim da legislatura, em Janeiro de 2011. No ano seguinte, apesar de cogitada sua candidatura à prefeitura de Florianópolis, não concorreu nas eleições municipais.

De seu casamento com Esperidião Amin teve três filhos.

 

Rejane Araújo/Bruno Marques

 


FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); CARREIRÃO, Y. Eleições; Folha de S. Paulo (29/10/1996 e 02/01/1997); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (04/10/1996); Perfil parlamentar/ Isto É; PIAZZA, W.F. Dicionário político catarinense; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http:// www2.camara.gov.br/>. Acesso em 23/10/2009; Portal Correio Braziliense. Disponível em: <http://www.correioweb.com.br/>. Acesso em 23/10/2009; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://www.g1.globo.com>. Acesso em 28/02/2014; Portal Pessoal da dep. fed. Angela Amin. Disponível em: http://www.angelaamin.com.br/. Acesso em 23/10/2009; Portal Stylo Fm 102.1. Disponível em: <http://www.stylofm.com.br/>. Acesso em 23/10/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 28/02/2014.

  

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