ANIVALDO JUVENIL VALE

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: VALE, Anivaldo
Nome Completo: ANIVALDO JUVENIL VALE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VALE, ANIVALDO

VALE, Anivaldo

*dep. fed. PA 1995-2007.

Anivaldo Juvenil Vale nasceu em Ipanema (MG) no dia 2 de dezembro de 1944, filho de Áureo de Oliveira Vale e Lígia Pereira Vale.

Com segundo grau incompleto, entre 1963 e 1967 trabalhou na prefeitura de sua cidade natal como porteiro, contínuo, auxiliar de serviço de secretaria e contador. Ainda em 1967 foi trabalhar na agência local do Banco do Brasil como auxiliar de portaria, início de uma longa carreira na instituição. Transferido para a Amazônia em 1975, ocupou a gerência de diversas agências do Banco do Brasil em cidades do interior dos estados do Amazonas e do Pará, até 1983, ano em que assumiu o cargo de gerente adjunto de operações em Belém. Exerceu o cargo até 1986, acumulando a partir de 1985 a gerência da agência de Macapá. Participou de diversos cursos entre 1976 e 1984 nas áreas financeira comercial e administrativa, oferecidos pelo Banco do Brasil em Recife, Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro.

Nos anos seguintes foi superintendente regional de operações no Acre (1986-1988), superintendente estadual do Pará e do Amapá (1988-1991) e do Rio de Janeiro (1991-1992). Em 1991 fez parte da equipe de formulação da estratégia do conglomerado Banco do Brasil. No ano seguinte transferiu-se para o Banco da Amazônia, com sede em Belém, onde exerceu os cargos de diretor e de presidente, no qual permaneceu até 1994.

Em outubro de 1994 elegeu-se deputado federal pelo Pará, na legenda do Partido Progressista Reformador (PPR), formado em abril de 1993 a partir da fusão do Partido Democrático Social (PDS) com o Partido Democrata Cristão (PDC). A maioria dos votos veio da capital, do sul do estado, da região da Transamazônica e da Zona Bragantina. Nesta legislatura, integrou as comissões de Agricultura e Política Rural, de Direitos Humanos e de Finanças e Tributação; as comissões especiais que propuseram a concessão e distribuição de gás canalizado e recursos para irrigação da ilha de Marajó. Em 1995, por ocasião das votações das emendas à Constituição, a serem regulamentadas por lei, manifestou-se favoravelmente ao fim do monopólio estatal das telecomunicações e da exploração de petróleo pela Petrobras; à permissão para as embarcações estrangeiras operarem no transporte de cargas e passageiros entre portos do país; e ao fim das diferenças legais entre empresas brasileiras e estrangeiras.

Em abril de 1996, como vice-presidente da comissão que analisou a medida provisória de socorro ao Banco do Brasil, propôs incluir um dispositivo que permitiria a injeção de 80 milhões de reais no Banco da Amazônia, alegando o objetivo de assegurar condições financeiras para que este pudesse “continuar desempenhando seu papel de propulsor da economia amazônica”. Em junho votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) — tributo de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde.

Em fevereiro de 1997 foi favorável à emenda da reeleição para presidente, governadores e prefeitos. Em novembro seguinte, pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Depois de se transferir para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), reelegeu-se em outubro de 1998. Em novembro votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Integrou as comissões de Amazônia e Desenvolvimento Regional e de Economia, Indústria e Comércio.

Iniciou novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999. Nesta legislatura foi vice-líder do PSDB, de 1999 a 2001, e de 2002 a 2003, além de vice-líder do bloco que reuniu sua agremiação e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 2000.

No pleito de 2002, reelegeu-se deputado federal, na legenda do PSDB, e tomou posse do novo mandato em fevereiro de 2003. Nesta legislatura, foi titular das comissões permanentes de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; da Amazônia e Desenvolvimento Regional; da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento regional; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e 1º vice-presidente da Comissão Permanente de Finanças e Tributação.

No pleito de 2006 não candidatou-se a nenhum cargo eletivo, preferindo apoiar a candidatura de seu filho, Lúcio Vale, a deputado federal pelo estado do Pará, na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Anivaldo Vale deixou a Câmara dos Deputados em fevereiro de 2007, ao término do seu mandato. Ainda neste ano, tranferiu-se do PSDB para o Partido Republicano (PR).

Em 2008, integrou a chapa do candidato à reeleição para a prefeitura de Belém, Duciomar Costa, do Partido dos Trabalhadoras (PT), como vice-prefeito. Eleita a chapa de Duciomar, Anivaldo Vale foi empossado no cargo de vice-prefeito em janeiro de 2009.

Foi membro do Conselho Monetário Nacional, do comitê de coordenação das instituições financeiras oficiais e dos conselhos deliberativos da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do Banco da Amazônia. Participou de vários seminários, conferências e congressos sobre administração bancária realizados em Brasília, Belém e Rio de Janeiro, entre outras capitais do país.

Casou-se com Ana Dutra Sousa Vale, com quem teve cinco filhos. Dentre eles, destacou-se na vida política Lúcio Dutra Vale, deputado federal pelo estado do Pará na legislatura de 2007 a 2011.

Verônica Pimenta Velloso

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999), Biografias de deputados. (Disponível em: http://www2.camara.gov.br/deputados/index.html/loadFrame.html; acessado em: 4/12/2009); Folha de S. Paulo (2/4/96); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97 e 5/2/98); Olho no voto/Folha de S. Paulo (29/9/98).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados