ANSELMO FARABULINI JUNIOR

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Nome: FARABULINI JUNIOR
Nome Completo: ANSELMO FARABULINI JUNIOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FARABULINI JÚNIOR

FARABULINI JÚNIOR

*dep. fed. SP 1983-1991; const. 1987-1988.

Anselmo Farabulini Júnior nasceu em São Paulo no dia 10 de outubro de 1921, filho de Anselmo Farabulini e de Maria Farabulini.

Em 1945 formou-se em química pela Escola Americana de Química Aplicada Mackenzie e, três anos depois, concluiu o curso de contabilidade na Escola Técnica de Comércio 30 de Outubro. Em 1949 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, curso que concluiu em 1954.

Exerceu mandato de vereador em São Paulo na legenda do Partido Republicano (PR), entre 1952 e 1954, e de deputado estadual por três legislaturas (de 1954 a 1964) no Partido Trabalhista Nacional (PTN) e no Movimento Trabalhista Renovador (MTR). Com a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), teve seu mandato cassado em junho seguinte, com base no Ato Institucional nº 1 (AI-1). Afastado da política, foi fundador e diretor da Faculdade de Filosofia 9 de Julho e da Faculdade Nova Piratininga, entre 1972 e 1974.

Com a extinção do bipartidarismo em 1979, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em cuja legenda elegeu-se deputado federal por São Paulo em novembro de 1982. Empossado em fevereiro do ano seguinte, integrou como titular a Comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados e, como suplente, a Comissão de Relações Exteriores.

Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação – faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal – no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Farabulini Júnior votou no candidato oposicionista, Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Ainda em 1985, Farabulini Júnior integrou a Comissão de Serviço Público. Elegeu-se deputado federal constituinte em novembro de 1986, na legenda do PTB. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, quando se iniciaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, integrando, como membro titular, a Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, além de suplente na Subcomissão dos Direitos e Garantias Individuais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.

Em abril de 1987, da tribuna da Câmara, acusou o presidente José Sarney de incompetente, por não demitir o seu ministério, que, a seu ver, se revelava incapaz e já provocava desilusão na população.

Nas votações mais importantes da Constituinte, pronunciou-se contra o rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a legalização do aborto, a estatização do sistema financeiro e o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Votou a favor da pena de morte, da unicidade sindical, do presidencialismo, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e da legalização do jogo do bicho. Também colocou-se a favor de várias emendas de cunho trabalhista, como a estabilidade no emprego, a remuneração 50% superior para o trabalho extra e a jornada semanal de 40 horas. Nacionalista, defendia a elaboração de um programa de privatização que reduzisse ao mínimo a presença do Estado na economia, bem como a do capital estrangeiro nas atividades econômicas do país. Após a promulgação da nova Constituição, em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados.

Candidatou-se à reeleição em outubro de 1990, não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.

Amigo e correligionário de Jânio Quadros, em março de 1992, com mais 40 janistas históricos, filiou-se ao PMDB, seguindo uma orientação dada pelo ex-presidente pouco tempo antes de falecer. Em 1994 deixou o PMDB e ingressou no novo PTN, criado alguns anos após o fim do bipartidarismo. Afastando-se da vida pública, voltando a exercer suas atividades de advogado.

Casou-se com Conceição Casciano Farabulini, com quem teve um filho.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Estado de S. Paulo (16/4/87); Globo (12/3/92); INF. BIOG.

 

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