ANTONIA ADELAIDE DA ROCHA NERI

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Nome: NÉRI, Adelaide
Nome Completo: ANTONIA ADELAIDE DA ROCHA NERI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NÉRI, ADELAIDE

NÉRI, Adelaide

*dep. fed. AC 1991-1995 e 1997.

 

Antônia Adelaide da Rocha Néri nasceu em Tarauacá (AC) no dia 16 de dezembro de 1940, filha de Vicente Crescêncio da Rocha e de Rosa Machado da Rocha.

Professora do ensino de primeiro grau em sua cidade natal, supervisora do projeto Minerva, coordenadora estadual do projeto Lagos II e participante de vários simpósios e encontros sobre educação em níveis nacional e regional, em 1983 assumiu a diretoria do Departamento de Ensino Supletivo da Secretaria de Educação e Cultura do Acre, cargo que exerceria até 1990. Formou-se em letras pela Universidade Federal do Acre em 1984.

No pleito de outubro de 1990, foi eleita deputada federal pelo Acre na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Empossada em fevereiro de 1991, tornou-se membro titular da Comissão de Educação, Cultura e Desporto e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Durante o ano de 1991, aumentaram as denúncias veiculadas na imprensa de irregularidades no governo do presidente Fernando Collor (1990-1992). A situação atingiu o clímax em maio de 1992 com a publicação, pela revista Veja, de uma entrevista de Pedro Collor, irmão do presidente, na qual fazia graves acusações ao governo. Em conseqüência, o Congresso Nacional instalou uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no mês seguinte, cujas conclusões levaram ao envolvimento do presidente e ao pedido de impeachment. Na sessão de 29 de setembro de 1992, com voto favorável da deputada Adelaide Néri, foi aprovado o afastamento de Fernando Collor da presidência da República e o processo foi encaminhado para julgamento do Senado.

No início do mês seguinte, Collor deixou o governo, sendo substituído em caráter interino pelo vice Itamar Franco. No dia 29 de dezembro, pouco antes da votação no Senado, o presidente afastado apresentou sua renúncia, que não foi aceita pela mesa dessa casa do Congresso. Pouco depois, o plenário da Câmara Alta aprovou o impeachment do presidente, que, portanto, teve os seus direitos políticos suspensos por oito anos. Com esse resultado, Itamar foi efetivado na chefia do Executivo federal.

Nas principais votações ocorridas na Câmara ao longo dessa legislatura, Adelaide pronunciou-se a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que ficou conhecido como imposto do cheque, e do Fundo Social de Emergência (FSE), mas votou contra o fim do voto obrigatório.

No pleito de outubro de 1994, candidatou-se à reeleição, mas conseguiu apenas a terceira suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerrou a legislatura.

Em maio de 1997, Adelaide retornou à Câmara dos Deputados na vaga aberta com a saída do deputado Chicão Brígido, então vice-prefeito de Rio Branco, para ocupar uma secretaria municipal na capital acreana. Nesse período, enquanto o titular já havia sido denunciado por ter recebido vantagens financeiras para votar a favor do projeto de emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo concorrerem à reeleição, Adelaide ainda o acusara de lhe haver alugado o mandato, pelo qual ela pagaria um percentual do seu salário de deputada. Mas Chicão Brígido acabou se livrando dessas acusações na Câmara dos Deputados. Adelaide Néri exerceu o mandato até agosto seguinte, quando o titular reassumiu.

Não concorreu no pleito de outubro de 1998.

Em 2003, Adelaide Néri foi nomeada provedora da Santa Casa de Misericórdia do Acre, em meio a uma grave crise administrativa e financeira da entidade. Renunciou no mesmo ano, sendo substituída por José Alekssandro. Em 2006, foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF), juntamente com mais três ex-provedores da Santa Casa (entre os quais José Alekssandro), por crime de apropriação indébita. Segundo o MPF, os acusados teriam deixado de repassar aos cofres da Previdência Social os valores que haviam descontado da remuneração dos empregados entre janeiro de 1999 e abril de 2003 e de junho a outubro de 2003, destinados ao pagamento da contribuição previdenciária.

Casou-se com Raimundo Nonato de Paiva Néri, com quem teve seis filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Jornal do Brasil (2/1/97); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94), Página 20 (9 e 18/7/2003).

 

 

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