ANTONIO BATISTA VIEIRA

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Nome: PADRE VIEIRA
Nome Completo: ANTONIO BATISTA VIEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

PADRE VIEIRA

*religioso; dep. fed. CE 1967-1969.

Antônio Batista Vieira nasceu em Várzea Alegre (CE) no dia 14 de junho de 1919, filho de Vicente Vieira da Costa e de Senhorinha Batista de Freitas.

Cursou o Santuário Menor do Crato (CE) de julho de 1930 a dezembro de 1936. Fez os estudos superiores no Seminário Maior de Fortaleza, diplomando-se em filosofia e teologia em junho de 1942. Ordenou-se sacerdote em setembro seguinte.

Professor, jornalista e escritor, além de religioso, lecionou latim e grego no Seminário de Crato de 1942 a 1953 e foi redator-chefe do jornal Ação, dessa cidade, de 1944 a 1953. Foi ainda vigário da paróquia de Iguatu (CE) e Icó (CE) de 1954 a 1962, lecionando também português e sociologia educacional nessas cidades. Trabalhou ainda como cronista do jornal O Povo de 1955 a 1965.

Em 1964, fez curso de planejamento de pesquisa social e econômica, na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

No pleito de novembro de 1966 elegeu-se deputado federal pelo estado do Ceará na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Assumindo o mandato em fevereiro de 1967, foi vice-presidente da Comissão de Economia da Câmara dos Deputados. No dia 16 de janeiro de 1969, teve seu mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5 (13/12/1968).

Abandonando as atividades políticas, fixou residência no Rio de Janeiro, onde, entre 1970 e 1974, cursou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Neste último ano, licenciou-se em filosofia, na Faculdade de Filosofia, em São João del Rei (MG). No Rio, lecionou na Universidade Santa Úrsula e na Faculdade Jacobina. Posteriormente, mudou-se para Fortaleza, onde veio a se dedicar à literatura.

Foi ainda diretor do Ginásio Nossa Senhora da Expectação e pertenceu à Associação Cearense de Jornalistas.

Preocupado com o extermínio de jumentos no Ceará e em todo o Nordeste brasileiro, promoveu diversas campanhas em defesa do animal. Fundou o Clube Mundial dos Jumentos.

Faleceu no dia 19 de abril de 2003.

Colaborador em jornais e revistas nacionais e estrangeiras, publicou diversas obras, entre as quais Cem cortes sem recortes (1963), O jumento, nosso irmão (4v., 1964), Um hospital para Iguatu (1965), O verbo amar e suas complicações (1965) e O sertão brabo. Algumas de suas obras foram traduzidas nos Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.

 

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); COUTINHO, A. Brasil; CURRIC. BIOG.; DEP. PESQ. ESTADO DE SP; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (16/10/66); SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8).

 

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