ANTONIO CARLOS MENDES THAME

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Nome: THAME, Mendes
Nome Completo: ANTONIO CARLOS MENDES THAME

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
THAME, MENDES

THAME, Antônio Carlos Mendes

*const. 1987-1988; dep. fed. SP 1987-1992, 1999, 2001-

Antônio Carlos Mendes Thame nasceu em Piracicaba (SP) no dia 13 de junho de 1946, filho de José Abdalla Thame e de Carolina Mendes Thame.

Formado em agronomia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, curso que concluiu em 1969, foi presidente do centro acadêmico Luís de Queirós. Em 1967 iniciou curso de direito na mesma universidade, graduando-se em 1971. Nesse mesmo ano, começou sua pós-graduação em economia na Universidade Rural de Piracicaba, concluindo-a em 1976.

Thame foi professor do departamento de economia e sociologia da Universidade Rural de Piracicaba, da Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós (Universidade de São Paulo), da Faculdade de Serviço Social de Piracicaba e do Colégio Luís de Queirós, além de assessor da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Após passar pelo Partido Popular (PP), liderado nacionalmente por Tancredo Neves, e pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), concorreu, nas eleições de novembro de 1986, a uma cadeira de deputado federal constituinte na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Eleito, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, quando se iniciaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Integrou, como membro titular, a Comissão de Sistematização e, como suplente, a Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social.

Nas principais votações da Constituinte pronunciou-se favoravelmente ao mandato de segurança coletivo, à estabilidade no emprego, ao aviso prévio proporcional, à unicidade sindical, à soberania popular, ao voto aos 16 anos, à nacionalização do subsolo e à anistia aos micro e pequenos empresários e votou contra a pena de morte, a limitação do direito da propriedade privada, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o presidencialismo, a estatização do sistema financeiro, o limite de 12% ao ano para os juros reais, a proibição do comércio de sangue, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, a legalização do jogo do bicho e a desapropriação da propriedade produtiva.

Após a promulgação da nova Carta, em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados. Filiado desde 1989 ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), formado por dissidentes do PMDB, participou como membro titular da Comissão de Serviço Público, da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social, entre outras.

Em outubro de 1990 concorreu à reeleição, assumindo novo mandato em fevereiro do ano seguinte. Durante essa legislatura, foi vice-líder do PSDB na Câmara e coordenador do Grupo Parlamentar Pró-Segurança, Medicina e Higiene do Trabalho.

Em 1992 foi relator da Subcomissão do Ministério da Saúde da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha vitoriosa de Fernando Collor de Melo à presidência da República em 1989 e acusado de envolvimento num amplo esquema de corrupção no interior do governo, que contaria, inclusive, com o envolvimento do próprio presidente da República. Como resultado desse processo, em 29 de setembro a Câmara dos Deputados aprovou o pedido de impeachment do presidente Collor de Melo, com o voto favorável de Mendes Thame. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Candidato vitorioso na disputa pela prefeitura de Piracicaba, na legenda do PSDB, no pleito de outubro de 1992, Mendes Thame renunciou ao mandato na Câmara em 31 de dezembro desse ano, sendo substituído por Luís Máximo. Foi empossado no cargo executivo municipal em 1º de janeiro do ano seguinte. Encerrou o mandato de prefeito em dezembro de 1996, conseguindo eleger o seu sucessor, o correligionário Humberto de Campos. Ainda nesse mês disputou a presidência da Associação Paulista de Municípios (APM), sendo derrotado pelo prefeito de Osasco, Celso Giglio, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

No pleito de outubro de 1998, Mendes Thame candidatou-se a uma cadeira na Câmara, pelo PSDB, obtendo uma suplência. Em julho exerceu o mandato de deputado federal por poucos dias, licenciando-se para assumiu a Secretaria de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras do estado de São Paulo na gestão de Mário Covas. Deixou essa função em janeiro de 2001 retornou à Câmara e foi efetivado deputado federal. Licenciou-se novamente do mandato e voltou ao cargo de secretário, cargo em que permaneceu até 24 de janeiro de 2002 quando reassumiu o mandato na Câmara dos Deputados. Em outubro desse ano, reelegeu-se deputado federal, tomou posse do novo mandato em fevereiro de 2007 e tornou-se vice-líder do PSDB.

Membro da bancada de oposição ao governo de Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) principal adversário do PSDB, votou contra a reforma da Previdência e a reforma tributária. Nas eleições de 2006 conquistou, pela quinta vez, uma cadeira na Câmara dos Deputados. Iniciou novo mandato em fevereiro de 2007.

Nas legislaturas 1999-2003, 2003-2007 e 2007-2011, participou das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Constituição e Justiça e de Cidadania; Constituição e Justiça e de Redação; Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias; Finanças e Tributação; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Relações Exteriores e de Defesa Nacional; Saúde, Previdência e Assistência Social; Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; Serviço Público; Trabalho, Administração e Serviço Público; Trabalho. Foi ainda um dos representantes do Congresso Nacional nas Conferências da ONU sobre Mudanças Climáticas em Nairobi (2006), Bali (2007) e Poznan (2008).

Foi consultor do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT).

Publicou Administração da empresa agrícola (em co-autoria) e A social-democracia para jovens.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Estado de S. Paulo (8/10/98); Folha de S. Paulo (5/10 e 7/12/96); Jornal do Brasil (18/8/92); Perfil parlamentar/IstoÉ; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998, 2002, 2006).

 

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