Antônio Carlos Valadares

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Nome: VALADARES, Antônio Carlos
Nome Completo: Antônio Carlos Valadares

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

VALADARES, Antônio Carlos

*dep. fed. SE 1979 e 1981-1983; gov. SE 1987-1991; sen. SE 1995-1999; 2003-

 

Antônio Carlos Valadares nasceu em Simão Dias (SE) no dia 6 de abril de 1943, filho de Pedro Almeida Valadares e de Josefa Matos Valadares. Seus pais foram prefeitos de Simão Dias. Seu pai foi ainda deputado estadual.

Iniciou sua carreira política elegendo-se, em novembro de 1966, prefeito de sua cidade natal na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1967, nesse mesmo ano bacharelou-se em química industrial pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Em novembro de 1970, elegeu-se deputado estadual pela Arena. Tomou posse na Assembleia Legislativa de Sergipe em fevereiro do ano seguinte, logo após ter concluído seu mandato à frente da prefeitura de Simão Dias. Reelegeu-se em 1974, ano em que também se bacharelou em ciências jurídicas e sociais na UFS, e iniciou seu segundo mandato de deputado estadual em fevereiro do ano seguinte, tendo sido líder do governo e da Arena e membro da Comissão de Justiça no biênio 1975-1976. Em 1977, tornou-se presidente da Assembleia Legislativa, cargo no qual permaneceu até o final da legislatura 1975-1979.

Nas eleições de novembro de 1978, elegeu-se deputado federal. Empossado em fevereiro de 1979, licenciou-se do mandato no mês seguinte para ocupar o cargo de secretário de Educação e Cultura de Sergipe, na gestão do governador Augusto do Prado Franco. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), de sustentação ao governo. Deixou a Secretaria de Educação em 1981, retornando à Câmara dos Deputados. No pleito de novembro de 1982, elegeu-se vice-governador na chapa encabeçada por João Alves Filho, seu companheiro de partido. Encerrado seu mandato de deputado federal em janeiro de 1983, ao final da legislatura, em março foi empossado vice-governador de Sergipe.

Transferindo-se para o Partido da Frente Liberal (PFL) em julho de 1985, no pleito de novembro de 1986 foi o único governador de todo o Brasil eleito por essa legenda, derrotando o candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), José Carlos Teixeira. Para sua eleição contou com o apoio de uma coligação que reunia, entre outros, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB), além de uma expressiva dissidência do PMDB, liderada pelo então prefeito de Aracaju, Jackson Barreto. Seu governo, iniciado em março de 1987, foi marcado pelas reivindicações do funcionalismo público, que deflagrou várias greves com o intuito de recuperar perdas salariais. Dois meses depois, rompeu publicamente com a direção nacional do PFL, sem no entanto deixar o partido. Indicado por João Alves Filho para o Ministério do Interior, perdeu o posto para o pernambucano Joaquim Francisco, defendido pelo então senador do PFL Marco Maciel.

Em maio de 1988, com autorização da Assembleia Legislativa, decretou a intervenção na prefeitura de Aracaju, ainda ocupada pelo antigo aliado Jackson Barreto. Nesse episódio, o prefeito da capital sergipana foi denunciado pelo procurador do Tribunal de Contas de Sergipe, que pediu a intervenção do governo do estado no município devido à suposta existência de crimes de falsificação, fraude e estelionato.

Deixou o governo do estado em março de 1991, quando transmitiu a faixa governamental a João Alves Filho, eleito no pleito realizado em outubro do ano anterior. No período seguinte, dedicou-se à administração partidária, fundando e estruturando o Partido Social Trabalhista (PST) em vários municípios sergipanos. Após a fusão dessa agremiação com o Partido Trabalhista Renovador, em 1993, passou a compor os quadros do Partido Progressista (PP).

No pleito de outubro de 1994, elegeu-se senador por Sergipe na legenda do PP, assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte. Em agosto de 1995, com a criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB), fruto da fusão do PP com o Partido Progressista Reformador (PPR), ingressou nessa agremiação. Nas principais votações de 1995, posicionou-se contra a quebra do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado, a mudança no conceito de empresa nacional, a quebra do monopólio das embarcações nacionais na navegação de cabotagem, a quebra do monopólio estatal nas telecomunicações e a quebra do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo. No mês de novembro transferiu-se para o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Em fevereiro de 1996, votou contra a prorrogação por 18 meses do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar 20% da arrecadação de impostos sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação. Em março, conseguiu assinaturas suficientes para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos, a fim de investigar a atuação do Banco Central e de agentes privados “que possam ter causado prejuízo à União” por ocasião das intervenções federais nos bancos estaduais. Contudo, diante da negativa de vários partidos em indicar seus representantes, a CPI foi arquivada no mês seguinte. Ainda em 1996, integrou as comissões de Orçamento, de Assuntos Sociais, de Constituição e Justiça e de Fiscalização e Controle.

Em junho de 1997, vencido o período de vigência do FEF, posicionou-se contra nova prorrogação, posta em votação no mês de novembro do mesmo ano. Votou também contra a emenda da reeleição para presidente, governadores e prefeitos e o fim da aposentadoria por tempo de serviço, item da reforma da Previdência que criou novas regras de aposentadoria. Em março de 1998, votou a favor do projeto de emenda constitucional da reforma administrativa, que permitia a demissão de servidores públicos por mau desempenho e/ou excesso de gastos com a folha de pagamento.

Em outubro de 1998, candidatou-se ao governo de Sergipe com o apoio de uma ampla coligação de esquerda que incluía, além do PSB, o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o PCdoB e o PCB. Seu companheiro de chapa, candidato a vice-governador, foi o também senador José Eduardo Dutra, do PT. Todavia, o vencedor do pleito foi Albano Franco, que se reelegeu governador de Sergipe.

No pleito de 2002, elegeu-se novamente para o Senado na legenda do PSB, e tomou posse em fevereiro de 2003. Tornou-se líder do PSB na Casa, e foi titular das comissões de Reforma do Regimento Interno do Senado Federal; de Relações Exteriores e Defesa Nacional; de Desenvolvimento Regional e Turismo; de Constituição, Justiça e Cidadania, além das comissões relativas às Medidas Provisórias e ao Rio São Francisco.

Foi casado com Ana Luísa Dortas Valadares, com quem teve dois filhos. Seu sobrinho, Pedro Valadares, foi deputado estadual.

Moisés Arioza/Márcio Magalhães

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); Estado de S. Paulo (17/3/87 e 17/4/96); Folha de S. Paulo (10/8/86, 15 e 16/3 e 17/4/87, 11/5/88 e 15/7/98); Globo (23/11/86, 3/5/87 e 7/3/96); Jornal do Brasil (26/4/87); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (14/1/96, 30/1/97 e 5/2/98); Olho no voto/Folha de S. Paulo (29/9/98); SENADO. Senadores (1995-1999); Biografia de Senadores. (Disponível em: http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_institucional.asp?codparl=3&leg=a; acessado em: 19/11/2009).

 

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