Antônio Casemiro Belinati

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BELINATI, Antônio
Nome Completo: Antônio Casemiro Belinati

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BELINATI, Antônio

*dep. fed. PR 1975-1977.

 

Antônio Casemiro Belinati nasceu em Campo Grande (MT) no dia 25 de outubro de 1943, filho do ferroviário José Mariosi Belinati e de Helena Casemiro Belinati. Seu irmão Valdmir Belinati foi deputado federal pelo Paraná entre 1979 e 1983.

Frequentou o curso de legislação previdenciária do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e começou a trabalhar como apresentador de telejornal na TV Coroados, em Londrina (PR).

Em 1968, aos 25 anos, foi eleito para a Câmara Municipal de Londrina na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, tendo sido o vereador mais votado da cidade, com 2.507 votos. Em novembro de 1970, também pelo MDB, elegeu-se deputado estadual, iniciando o mandato em fevereiro do ano seguinte. Membro do diretório do MDB em Londrina, defendeu na Assembleia Legislativa os interesses da região norte do Paraná. Em 1972, concorreu à eleição para a prefeitura de Londrina, sendo derrotado por José Richa.

Nas eleições de novembro de 1974, elegeu-se deputado federal pelo Paraná na legenda do MDB. Assumindo sua cadeira em fevereiro de 1975, ainda nesse ano foi membro da Comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados.

Em novembro de 1976 foi eleito prefeito de Londrina, derrotando Wilson Moreira por uma diferença de 10 mil votos. Interrompeu então seu mandato na Câmara em março do ano seguinte para tomar posse na prefeitura. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação governista. Em setembro de 1980, com o adiamento das eleições municipais por dois anos, teve seu mandato na prefeitura prorrogado até o início de 1983, mas renunciou a ele para candidatar-se a deputado estadual em novembro de 1982. Obtendo uma suplência, chegou a assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa na legislatura 1983-1987 após a morte de um titular.

Iniciando uma longa alternância entre a Assembleia Legislativa e a prefeitura de Londrina, em 1986 voltou a se candidatar a deputado estadual, agora na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT), e foi eleito para a legislatura 1987-1991. Em novembro de 1988 candidatou-se novamente à prefeitura, pelo PDT, e derrotou José Tavares por apenas 700 votos. Renunciando ao mandato de deputado estadual, assumiu o Executivo municipal, pela segunda vez, em março de 1989. Durante sua gestão, nomeou seu irmão, o médico Valdmir Belinati, secretário de Saúde. Também nesse período, em novembro de 1990, sua mulher, Emília Belinati, foi eleita deputada estadual. Ao término do mandato, em 1993, passou a prefeitura a Luís Eduardo Cheida, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Na época, legou a seu sucessor uma dívida avaliada em cerca de 281 bilhões de cruzeiros.

Em outubro de 1994, disputou pela quarta vez uma vaga na Assembleia Legislativa paranaense, ainda na legenda pedetista, e foi eleito. Na mesma eleição, Emília Belinati foi eleita vice-governadora do Paraná na chapa de Jaime Lerner, com mandato de 1995 a 1999. Antônio Belinati também assumiu o mandato em fevereiro de 1995, mas em outubro de 1996 concorreu mais uma vez à prefeitura de Londrina e foi eleito com 105 mil votos, derrotando Luís Carlos Hauly, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). No início de 1997, mais uma vez deixou a Assembleia para tomar posse na prefeitura. Nesse mesmo ano filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), no qual permaneceu até 1999, quando se transferiu para o Partido da Frente Liberal (PFL). Em 1998, sua mulher foi reeleita vice-governadora ao lado de Jaime Lerner, para o período 1999-2003.

Durante sua terceira passagem pela prefeitura de Londrina, foi alvo de acusações de desvio de dinheiro público, nepotismo, enriquecimento ilícito, fraude de licitações, entre outras irregularidades. Devido às acusações, foi afastado três vezes do cargo, foi expulso do PFL e, em 23 de junho de 2000, foi cassado pela Câmara Municipal de Londrina por 14 votos a 6. Após a cassação de seu mandato, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE/PR) rejeitou a prestação de contas referente à sua gestão na prefeitura nos anos de 1997 e 1998, apontando gastos irregulares de cerca de 113 milhões de reais. Em 2001, foi preso duas vezes. Após ser libertado, voltou a comandar um programa de rádio.

Em 2003 filiou-se ao Partido Social Liberal (PSL) e no pleito de outubro de 2004 candidatou-se novamente à prefeitura de Londrina, sendo derrotado no segundo turno das eleições pelo candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Nedson Micheletti. Transferiu-se em 2005 para o Partido Progressista (PP), e nas eleições de outubro de 2006 candidatou-se novamente a deputado estadual. Foi eleito com 81.157 votos e assumiu o mandato em fevereiro de 2007.

No pleito de outubro de 2008, estimulado pelos resultados das pesquisas que atestavam sua grande popularidade, especialmente entre a população de baixa renda, candidatou-se mais uma vez à prefeitura de Londrina com o apoio da coligação A Volta do Povo à Prefeitura, integrada pelo PP e pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). Apuradas as urnas, obteve a maior votação no primeiro turno das eleições, com um total de 98.400 votos, perfazendo 36,38% dos votos válidos. No segundo turno, foi eleito prefeito com 138.926 votos, ou 51,73% dos votos válidos, derrotando o opositor Luís Carlos Hauly, do PSDB. Porém, dois dias após a realização do pleito, em 28 de outubro de 2008, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou por 5 votos a 2 sua vitória, após o Ministério Público Eleitoral ter pedido a impugnação de sua candidatura devido à reprovação, pela Câmara Municipal e pelo TCE/PR, das contas referentes aos anos de 1997-2000, quando era prefeito. Após a impugnação, o TSE determinou a realização de nova eleição em 29 de março de 2009, a ser disputada por Luís Carlos Hauly e Barbosa Neto, do PDT, respectivamente segundo e terceiro colocados no primeiro turno. Belinati declarou apoio a Barbosa Neto, que terminou sendo eleito e empossado no cargo em 1º de maio de 2009.

Mesmo após a impugnação de sua candidatura a prefeito, Belinati retomou suas atividades de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Paraná, enquanto aguardava a tramitação de um recurso interposto por seus advogados junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). No fim de agosto de 2009, foi publicado pelo STF o trânsito em julgado do agravo de instrumento admitido em junho pela ministra Ellen Grace, permitindo que o registro da candidatura de Belinati fosse submetido novamente a julgamento, o que deu novo alento aos partidários do ex-prefeito.

De seu casamento com Emília de Sales Belinati, teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979); Estado de S. Paulo (26 e 27/10/08); Globo (29/10/08); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (8/2/76, 16/5/81); NÉRI, S. 16; Portal G1 (29/03/2009, 01/05/2009); Portal Vigilantes da democracia (<www.vigilantesdademocracia.com.br/>. Acesso em: 11 out. 2009); Portal Assembleia Legislativa do Paraná (<www.alep.pr.gov.br>. Acesso em: 11 out. 2009); TRIB. REG. ELEIT. PR (2000); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (9); Veja (29/9, 20/10 e 24/11/76); Who’s who in Brazil.

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados