ANTONIO CORDEIRO PONTES

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Nome: PONTES, Antônio
Nome Completo: ANTONIO CORDEIRO PONTES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PONTES, ANTÔNIO

PONTES, Antônio

*dep. fed. AP 1971-1987.

 

Antônio Cordeiro Pontes nasceu no município de Amapá (AP) no dia 21 de março de 1937, filho de Francisco Benício Campos e de Joana Cordeiro Pontes.

Realizou os primeiros estudos na Escola Rural de São Miguel, ingressando em 1953 na Escola Industrial de Macapá, pela qual se diplomou em 1956.

Nomeado no ano seguinte professor de mecânica de máquinas do ensino industrial básico, em 1960 passou a servir junto à assessoria contábil do governo do Amapá, por designação do governador do então território federal. Em 1963, concluiu o curso intensivo de administração pública da Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP) da Fundação Getulio Vargas (FGV), tornando-se então coordenador e diretor interino da Divisão de Educação do Amapá. Diretor do ensino médio em 1964, foi nomeado diretor do Ginásio Estadual de Macapá, função que exerceu até o ano seguinte.

Administrador, contador e funcionário público, foi eleito, em novembro de 1970, deputado federal pelo Amapá na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Após as eleições, foi denunciado publicamente por haver assinado, antes de eleito, um documento em que se comprometia a partilhar seu mandato com um de seus cabos eleitorais, acordo esse que não chegou a ser cumprido. Foi terceiro-suplente da mesa da Câmara dos Deputados, membro efetivo da Comissão de Economia e suplente da Comissão de Minas e Energia, além de ocupar a vice-presidência da Comissão de Serviço Público. Em janeiro de 1974, juntamente com outros seis parlamentares oposicionistas, compareceu à posse do presidente Ernesto Geisel.

Reeleito em novembro de 1974, foi membro efetivo das comissões de Serviço Público e de Valorização Econômica da Amazônia e suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados. Novamente eleito em novembro de 1978, participou dos trabalhos legislativos como membro titular e vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional, da Comissão de Interior e suplente da Comissão de Finanças. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao partido governista, o Partido Democrático Social (PDS), em cuja legenda conseguiu nova reeleição em novembro de 1982, assumindo novo mandato em fevereiro do ano seguinte.

Em 25 de abril de 1984, esteve ausente na votação da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Antônio Pontes foi o único parlamentar do Amapá que votou no candidato oposicionista Tancredo Neves. Eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março desse ano.

Fundador nacional do Partido da Frente Liberal (PFL), Antônio Pontes candidatou-se nesta legenda à reeleição em novembro de 1986, obtendo apenas uma suplência. Retirou-se da Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura. Em 1988, deixou o PFL, permanecendo sem partido.

Entre 1991 e 1993, exerceu a presidência da Cooperação Brasil-Itália (Cobi), em Brasília. Em 1996, tornou-se coordenador da Região Norte do Movimento Familiar Cristão, pertencente à tendência católica Renovação Carismática. No ano seguinte, filiou-se ao PMDB.

Faleceu em 27 de abril de 2001, em Brasília.

Casou-se com Benedita Raimunda Mira Pontes, com quem teve três filhos.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975, 1975-1979 e 1983-1987); ENTREV. BIOG.; Globo (26/4/84 e 16/1/85); Jornal do Brasil (16/1/74); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); Veja (28/2/73).

 

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