ANTONIO DA CUNHA LIMA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: LIMA, Cunha
Nome Completo: ANTONIO DA CUNHA LIMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, CUNHA

LIMA, Cunha

*dep. fed. SP 1995-1999.

Antônio da Cunha Lima nasceu em Campina Grande (PB) no dia 8 de setembro de 1955, filho de Horácio de Araújo Lima e de Ambrosina da Cunha Lima.

Desde jovem, Antônio da Cunha Lima demonstrou particular interesse pela área de comércio exterior, tendo feito um curso no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de São Paulo, em 1978. No ano seguinte, ingressaria na Faculdade de Administração de Empresas Amador Aguiar, em Osasco (SP).

Iniciou-se na política como militante do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, tendo sido seu tesoureiro por duas vezes (1980-1982 e 1984-1986). Concluída a universidade em 1982, fez pós-graduação em comércio exterior na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, no ano seguinte, intensificando, a partir de então, sua participação em congressos e conferências nesta área, promovidos por diversas instituições.

Em 1989, deixou o PT, ingressando no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Assumiu, em 1990, para mandato de um ano, a presidência do Instituto dos Operadores do Comércio Exterior do Brasil (Icex), sediado em São Paulo. No mesmo ano, tornou-se tesoureiro do partido em Carapicuíba (SP), cargo que exerceu até 1992. Candidatou-se no mesmo PDT, em outubro de 1990, a uma vaga na Câmara, ficando como segundo suplente.

Paralelamente à sua carreira política, tornou-se empresário dos ramos de construção civil, postos de gasolina e transportes. Elegeu-se vice-prefeito de Carapicuíba (SP), no pleito de outubro de 1992, na chapa encabeçada por Fuad Gabriel Chukre. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, desincompatibilizou-se do cargo em 1994 a fim de concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Eleito deputado federal em outubro desse ano na mesma legenda, com a maioria dos votos provenientes de sua base eleitoral no município de Carapicuíba, iniciou seu mandato em fevereiro de 1995.

Titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio, nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso nesse ano, votou a favor da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, da quebra dos monopólios dos estados na distribuição de gás canalizado e da Petrobras na exploração de petróleo, e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo alocasse 20% da arrecadação de impostos sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação.

Por discordar da orientação de seu partido, apoiou as emendas que propunham a mudança no conceito de empresa nacional, que eliminaria as diferenças jurídicas com as empresas estrangeiras, e a quebra do monopólio estatal nas telecomunicações, posição que lhe valeu a expulsão do PDT, juntamente com outros quatro deputados da agremiação. O episódio provocou a rediscussão na Comissão das Reformas Políticas, à época presidida pelo deputado federal Mendonça Filho, do Partido da Frente Liberal (PFL) de Pernambuco, da proposta de restabelecimento da fidelidade partidária, apoiada por todos os líderes dos grandes partidos. Conforme a proposta, restabelecida a fidelidade, a pena para quem votasse contra a orientação partidária não seria a expulsão do partido, mas a perda do mandato ou a inelegibilidade temporária.

Em dezembro de 1995, filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação fundada em agosto daquele ano, como resultado da fusão do Partido Progressista Reformador (PPR) com o Partido Progressista (PP). Em junho de 1996, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde.

No pleito de outubro seguinte, candidatou-se à prefeitura de Carapicuíba, no PPB, não obtendo êxito. Em janeiro/fevereiro de 1997 votou contra a emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em agosto desse ano, como presidente da Frente Parlamentar Metroferroviária na Câmara, denunciou que a maioria do lote de trens espanhóis, comprado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por 121 milhões de dólares, era composta por trens que estavam rodando desde 1955 e por sucatas de outros países da Europa. De acordo com Cunha Lima, a reforma de 126 trens da CPTM custaria mais barato para os cofres públicos. Primeiro-vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, em novembro de 1997 pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se à reeleição, na legenda do PPB, não sendo bem-sucedido. Em novembro deste ano, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura, retomando suas atividades empresariais nos setores de construção civil e transportes.

No pleito de 2002 candidatou-se a deputado federal por São Paulo agora na legenda do Partido Popular Socialista (PPS), contudo não conseguiu ser eleito. Filiado ao Partido Social Democrático Cristão (PSDC), nas eleições de 2006 concorreu a governador de São Paulo e novamente não logrou êxito.

Casado com Léia Freitas Lima, teve três filhos. Contraiu segundas núpcias com Patrícia Damasceno da Cunha Lima, com quem teve mais dois filhos.

Eurídice Roberti

FONTES: Boletim do DIAP (ago. 1996); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (6/11/94, 27/5/95, 14 e 20/8/97, 8/10/98); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/ e 16/10/96, 30/1/97, 5/2, 29/9 e 6/11/98); Globo (13/5/95 e 18/8/06); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998, 2002, 2006).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados