ANTONIO DE ANDRADE LIMA FILHO

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Nome: LIMA FILHO, Andrade
Nome Completo: ANTONIO DE ANDRADE LIMA FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA FILHO, ANDRADE

LIMA FILHO, Andrade

*dep. fed. PE 1959-1967.

 

Antônio de Andrade Lima Filho nasceu em Goiana (PE) no dia 8 de janeiro de 1910, filho de Antônio de Andrade Lima e de Maria d’Assunção de Andrade Lima.

Aluno da Faculdade de Direito de Recife, pertenceu ao núcleo da Ação Integralista Brasileira (AIB), movimento fundado em 1932 por Plínio Salgado, inspirado nos movimentos fascistas ascendentes na Europa e na experiência corporativista portuguesa. Foi um dos signatários do Manifesto integralista de Recife lançado também em 1932. Formou-se em direito e em ciências econômicas. Presidiu o Serviço Social contra o Mocambo durante o governo de Alexandre Barbosa Lima Sobrinho (1948-1951) e no pleito de outubro de 1950 foi o único deputado estadual eleito na legenda do Partido Social Trabalhista (PST) em Pernambuco para a legislatura de fevereiro de 1951 a janeiro de 1955. Em 1953 tornou-se membro da Academia Pernambucana de Letras, e foi seu secretário-geral por dez anos. Disputou também as eleições de outubro de 1954 na legenda do Partido Social Democrático (PSD), obtendo uma suplência à Assembléia Legislativa pernambucana. No governo de Osvaldo Cordeiro de Farias (1955-1958), voltou a presidir o Serviço Social contra o Mocambo.

No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal na legenda da Frente Democrática Pernambucana, coligação formada pelo PSD, o PST, o Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Republicano Trabalhista (PRT) e o Partido Liberal (PL). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, tornou-se vice-líder do PSD na Câmara em maio de 1961. Apoiou a Frente Parlamentar Nacionalista, formada por deputados do PSD, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), da União Democrática Nacional (UDN) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Esse grupo tinha como proposta a viabilização de uma plataforma nacionalista voltada para a condenação da intervenção do capital estrangeiro na economia nacional, principalmente no setor energético, e das remessas de lucro para o exterior.

No pleito de outubro de 1962 tentou ser reconduzido à Câmara dos Deputados, concorrendo na legenda do PTB, mas obteve apenas uma suplência. Ocupou de toda forma uma cadeira na Câmara desde o início da legislatura e tornou-se vice-líder de seu partido em abril de 1965. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). No pleito de outubro de 1966 obteve novamente uma suplência na legenda do MDB e foi convocado a assumir o mandato. Contudo, após a promulgação do Ato Institucional nº 5 (13/12/1968), teve o mandato cassado em 29 de abril de 1969. Em sua ação parlamentar presidiu uma comissão de inquérito sobre as ligas camponesas.

Após ter tido seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos, Antônio de Andrade passou a dedicar-se a suas atividades na Academia Pernambucana e a escrever, como colaborador, para o Jornal do Comércio e o Diário de Pernambuco.

Foi ainda revisor, repórter, redator e diretor de diversos jornais em Recife, professor catedrático de história econômica na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Pernambuco, advogado da Caixa Econômica Federal de Pernambuco e delegado do Recenseamento no Ceará.

Faleceu em Recife, no dia 11 de setembro de 1983.

 Era casado com Ivete de Oliveira de Andrade Lima, com quem teve oito filhos.

Publicou História amena de uma campanha (1948), Acordo Militar Brasil-Estados Unidos (1954), Perfil de Aníbal Falcão (1959), Vida, paixão e morte no Nordeste (1962), China gordo. Agamenon Magalhães e sua época (1976), Teoria e prática das imunidades, A crise partidária e o caos nacional, Três discursos, Luta contra o subdesenvolvimento e Joaquim Amazonas, o reitor magnífico.

Antônio de Andrade recebeu o Prêmio Agamenon Magalhães pela obra China gordo, e os prêmios José Ermírio de Morais, concedido pela Associação de Imprensa de Pernambuco, e Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo livro O homem que cuspia maribondos.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CAMPOS, Q. Fichário; COUTINHO, A. Brasil; Estado de S. Paulo (5/9/62); INF. Plínio Andrade Lima; SILVA, H. 1935; SILVA, H. 1938.

 

 

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