ANTONIO GOMES DE ALMEIDA

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Nome: ALMEIDA, Antônio
Nome Completo: ANTONIO GOMES DE ALMEIDA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALMEIDA, ANTÔNIO

ALMEIDA, Antônio

*dep. fed. SC 1963-1967 e 1970-1971.

 

Antônio Gomes de Almeida nasceu em Campos Novos (SC) no dia 24 de agosto de 1919, filho de Onofre Gomes de Almeida e de Maria Estaldelina da Silva.

Realizou seus estudos primários em Mafra (SC) e os secundários nos ginásios Catarinense, em Florianópolis, e Novo Ateneu, em Curitiba, ingressando depois na Faculdade de Direito de Santa Catarina, pela qual se bacharelou em 1946. Ainda acadêmico, trabalhou como funcionário do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Carga (Iapetec).

Advogado militante em Florianópolis, foi nomeado, em 1947, subdiretor da penitenciária do estado, cargo que ocupou até 1950, quando foi eleito deputado estadual na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Teve seu mandato renovado nos pleitos de 1954 e 1958, exercendo, nessas duas últimas legislaturas, a segunda e a primeira vice-presidências da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

Eleito em 1962 deputado federal por Santa Catarina, ainda na legenda do PSD, assumiu o novo mandato em fevereiro do ano seguinte, tornando-se membro da Comissão de Educação e Cultura e, a partir de junho de 1963, vice-líder da bancada pessedista na Câmara. Nessa legislatura, mostrou-se contrário à ampliação da intervenção estatal na economia em virtude de considerá-la apenas complementar, e não substitutiva, da iniciativa privada. Coerente com essa posição, defendeu a liberdade bancária, com o Estado restringindo-se à função de orientar o crédito. Católico e antidivorcista, combateu a extensão do direito do voto aos analfabetos e a adoção de distritos eleitorais, que lhe parecia propícia ao crescimento da influência do poder econômico nos pleitos. Considerando o aumento da produtividade agrícola e a estabilização monetária problemas fundamentais do período, manifestou-se favorável às reformas agrária e tributária, embora, no primeiro caso, só admitisse a desapropriação dos latifúndios mediante pagamento aos proprietários atingidos, defendendo a tese de que o apoio do governo aos lavradores provocava, pelas leis do mercado, o desaparecimento das grandes propriedades improdutivas.

Após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a conseqüente instauração do bipartidarismo, Antônio de Almeida filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), que agrupava os partidários do regime instaurado no país em abril de 1964. No pleito realizado em 15 de novembro de 1966, concorrendo nessa legenda a mais um mandato de deputado federal, obteve apenas uma suplência, sendo convocado para ocupar uma cadeira na Câmara em 9 de setembro de 1970. Exerceu o mandato até o fim dessa legislatura, em 31 de janeiro de 1971.

Faleceu em Florianópolis no dia 29 de março de 1988.

Era casado com Ilza Cecília Lima de Almeida, com quem teve um filho.

 

FONTES: CABRAL, O. Breve; CABRAL, O. Era; CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971); CÂM. DEP. Relação nominal; CAMPOS, Q. Fichário; INF. FAM.

 

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